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, II NUMERO DE DEZEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
Francês desenvolve protótipo
do primeiro navio vertical
do mundo
SeaOrbiter poderá ser uma realidade nos próximos anos
Jacques Rougerie, um arquitecto francês, apresentou o protótipo daquele que
poderá ser o primeiro navio vertical do mundo e que possibilitará uma nova forma
de explorar o fundo do mar.
Esta estação oceanográfica foi baptizada de SeaOrbiter e, segundo o seu criador,
será uma realidade «num futuro próximo», com 90 por cento de hipóteses de ser
construído, visto que Rougerie já arrecadou metade dos 35 milhões de euros
necessários para a construção desta estrutura que, ao contrário das actuais
estações submarinas, será móvel e poderá navegar pelos oceanos.
«Actualmente, os oceanógrafos só podem mergulhar por curtos períodos de tempo e
depois têm de ser trazidos para a superfície. É como se fossem levados para a
Amazónia e depois tirados de lá num espaço de uma hora», comparou. Já o
SeaOrbiter vai oferecer uma presença móvel permanente com janelas que permitem a
visualização de tudo o que está abaixo da superfície do mar.
Segundo o projecto de Rougerie, a estação terá 51 metros de altura e contará com
uma parte submersa e outra fora da água. Os equipamentos de navegação e
comunicação ficarão acima da superfície, juntamente com uma plataforma de
observação. A estrutura detém também um sistema anti-colisão baseado no que é
actualmente utilizado na Estação Espacial Internacional (ISS) e uma plataforma
pressurizada de onde os mergulhadores poderão partir em missão.
Este projecto é apoiado por Nicolas Sarkozy e conta ainda com a consultoria de
Jean-Loup Chrétien, o primeiro astronauta francês, que está envolvido no design
da estação.
Segundo Relatório da OMS
Lei só protege 5,4% contra o fumo passivo
Relatório da Organização Mundial da Saúde refere que o tabagismo passivo é
responsável por 600 mil mortes prematuras por ano.
«Em 2008, as leis que impõem uma interdição total de fumar cobrem apenas 5,4 por
cento da população mundial, contra 3,1 por cento em 2007», assinala o Relatório
da OMS sobre a epidemia mundial de tabagismo 2009, divulgado na quarta-feira.
Só 17 países instauraram até agora uma legislação que protege os não fumadores.
No total, as leis estabelecidas em 2008 abrangem mais 154 milhões de pessoas do
que no ano anterior, permitindo-lhes que não sejam «expostas aos efeitos nocivos
do fumo do tabaco no seu local de trabalho, restaurantes, bares e no interior de
outros locais públicos», detalha o documento, indicando que é proibido fumar em
22 das 100 cidades mais populosas do mundo.
A convenção - quadro da OMS contra o tabagismo, que possui um artigo consagrado
à protecção contra a exposição ao fumo do tabaco, foi já ratificada por cerca de
170 países, após a sua assinatura, em 2005, assinala o relatório.
«O facto de mais de 94 por cento da população não estar protegida por uma
legislação que interdite totalmente o fumo mostra que há ainda muito que fazer»,
afirmou o sub-director geral da OMS responsável pela área das doenças não
transmissíveis e saúde mental, Ala Alwan, citado num comunicado da organização.
«E é necessário actuar com urgência, insistiu o responsável, lembrando que o
tabagismo passivo provoca cerca de 600 mil mortes prematuras por ano, inúmeras
doenças incapacitantes e perdas económicas anuais de dezenas de milhares de
dólares.
O tabagismo é a primeira causa evitável de morte e faz mais de cinco milhões de
vítimas por ano, avança o relatório da OMS, adiantando que este número pode
subir para oito milhões em 2030.
Coluna de Ricardo Dorés

Com formação acadêmica em Direito e especialização em Marketing, ocupou no mercado as posições de Diretor de Unidades de Negócios, Gerente de Unidade de Negócio, Gerente Nacional de Vendas, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, Gerente de Treinamento de Vendas, Supervisor de Vendas, em empresas multinacionais e nacionais de grande porte, tais como: 3M, Pfizer, Glaxo, IMB, Itaú Seguros, dentre outras. É, há 10 anos, consultor empresarial e palestrante.
Contato ricardo@salesresults.com.br
Fidelizar ou perecer
Com as constantes mudanças que ocorrem no mercado, o aparecimento de novas tecnologias, e o lançamento de novos produtos, as organizações precisam ficar cada vez mais atentas e dispor de estratégias para manter seus clientes satisfeitos e sobretudo fiéis.
A fidelização do cliente jamais pode ser confundida com a satisfação, por serem dois processos diferentes.
Um cliente satisfeito pode não ser fiel. A satisfação do cliente pode existir em um curto prazo e até em uma única transação e reflete um negócio bem-sucedido, mas, às vezes, a curto prazo, já a fidelização do cliente é essencial para a sustentação do negócio.
A fidelização é um processo muito mais longo, minucioso e constante, pois envolve um conhecimento maior do cliente. E preciso identificar suas principais características, seus desejos e suas necessidades individuais, estreitando, desta forma, o seu vínculo com o cliente, para torná-lo fiel a você, ao seu produto, sua marca ou serviço.
Pelo fato de o cliente buscar um relacionamento, onde possam ser atendidas suas necessidades, deve-se agregar um diferencial competitivo à sua empresa no mercado.
Em um passado não tão distante, preço e qualidade eram os um dos poucos fatores na decisão da compra, o que hoje, já não é mais uma realidade. O diferencial está ligado ao relacionamento e à confiança conquistada nesta relação comercial.
Se o cliente estiver satisfeito com o atendimento diferenciado que lhe for ofertado, com a qualidade de serviços e produtos, certamente, haverá uma grande chance de se evitar a migração para a concorrência.
E preciso lembrar que um cliente insatisfeito, além de abandonar a relação comercial, poderá contaminar outros possíveis clientes.
Manter os clientes já existentes é, na maioria esmagadora das vezes, menos dispendioso do que conquistar novos clientes.
Geralmente se esquece do treinamento, como ação de fidelização numa organização. Os colaboradores devem receber capacitação adequada para atendê-los e estar totalmente conscientes, envolvidos e integrados com os valores da empresa e dos mesmos.
Precisam ser treinados para realizar análises de situações conflitantes e, consequentemente, dar ao profissional autonomia para saber tomar decisões, quando estas forem necessárias. Daí a importância de programas de desenvolvimento e motivação interna, principalmente para aqueles que se relacionam diretamente com os clientes.
Mais do que só atender às necessidades dos clientes, por vezes, é necessário superar suas expectativas e surpreendê-los com atenções especiais, ou até mesmo «mimos», em algumas circunstâncias pontuais. O fato de mexer com sua emoção pode, sem dúvida alguma, tornar o cliente fiel e menos influenciável às ações da concorrência, permitindo que a organização se coloque de forma diferenciada perante as demais.
Pequenas ações poderão fazer toda a diferença e garantir a sobrevivência no mercado. Tendencialmente, cada vez mais produtos serão como commodities, muito parecidos e com preços idênticos, onde o grande diferencial se materializará na forma com que nos relacionamos e atendemos os clientes, para assim podermos fidelizá-los.