Pagª 32 - EDIÇAO NºL , II NUMERO  DE DEZEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

Agenda de EventosEmail BlogMotor de BuscaNewsletter AVALIE-NOSLivro de Visitas Anuncios Gratis Homepage Album FotosIndice Geral Arquivo


Histórias da Vida Real

Crónicas por Martim Afonso Fernandes

O que pode ser feito com um charuto
usado com inteligência...

 

Quando menos se podia esperar, naquela cidade pacata ocorreu um homicídio na calada da noite.
Era inverno rigoroso.

A família contratou um advogado criminalista dos melhores.
A causa do crime era uma incógnita, quem foi e porquê, só o advogado sabia.

Deu-se início ä sessão, foram lidos os autos do processo.

Antes da acusação iniciar, o advogado de defesa do réu acendeu um charuto daqueles especiais, usados por magnatas

O usuário foi observado por todos daquele tribunal.

Chegou a hora da defesa. O charuto encontrava-se pela metade, a outra metade era cinza pura, como se estivesse congelado.

A observação era unânime para a mão que sustentava o objeto fumegante.

As palavras estenderam-se entre um gesto e outro da mão, quando eram pausadas.

Os argumentos e atenuantes em prol da defesa do réu, fizeram com que o corpo de jurados e o Juiz, viessem a absolvê-lo.

A sós, o Juiz perguntou para o defensor:
- De que marca é este charuto?

E ele respondeu:

- Da mesma marca que Vossa Excelência usa, apenas fiz com que a cinza não fosse ao chão, por dois motivos:

Um para não sujar e o outro para os presentes se aterem para que eu pudesse aproveitar a falação com segurança como estava aquela cinza, na certeza de que meu acusado era inocente e também seguro.

-E agora, perguntou o juiz, para onde a cinza vai?

O advogado com a ponta do charuto que mantinha na boca, preso pelas pontas dos dedos bateu a cinza que caiu no cinzeiro, ficando apenas o toco do charuto e o arame que havia dado sustentação as cinzas, o verdadeiro segredo da profissão.

 

 

O Fusca casa, a casa Fusca.

Causo por José Pedreira da Cruz

 

 

 

Desde pequeno, o Aloisio

Só vivia a sonhar

De ter um fusca bonito

Pra com ele desfilar

E de ver a mulherada

Só por ele se esganar

 

O tempo foi transcorrendo

Sem dar fim ao pensamento

E quando ficou rapaz

Abandonou seu jumento

Disparou para São Paulo

Como um pássaro ao vento

 

Lá arranjou um emprego

De ajudante geral

E com o que dele ganhava

Só podia passar mal

Mas com muita economia

Formou logo um cabedal.

 

Com o dinheiro adquirido

Comprou o fusca sonhado

Vivia todo poseiro

Bem vestido e perfumado

Só não podia dirigir

Por não ser habilitado.

 

(Continua carregando aqui)