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II NUMERO DE DEZEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
Continuação da Coluna Um (Ver início)
Pois devia ser todos os dias Natal, Dia da Solidariedade, Dia da Família, Dia dos Pobres, Dia de Sermos Nós Mesmos, etc. mas não é (!), infelizmente não é! Fiquemo-nos assim pelo quinhão que nos cabe neste imenso comportamento da mole humana em que estamos inseridos e onde nos inserimos naturalmente, por vontade por vezes ou disposição própria. Uma parte substancial do nosso comportamento resulta também da quase imperceptível pressão social.
Tal como ficaria mal - e provavelmente seriamos chamados pelo menos de excêntricos - andar com um barrete de Pai Natal em pleno Verão numa praia qualquer, assim agimos nós no nosso dia a dia: não queremos sair da normalidade e do aceitável socialmente.
Numa velha tradição de calendário que se podia ir buscar até aos nossos ancestrais primitivos abre-se nesta altura (cada vez mais cedo conforme já disse) um período festivo, que tem consigo um conteúdo específico: neste período pode-se ser bom à vontade, dar esmolas mais fartas, ser tolerante, perdoar aos inimigos - aqueles que os têm - fazer pazes estando desavindos, enfim...
Mas a questão que eu coloco é a de se saber se, dentro desta gente toda que se «torna» boa de uma dia para o outro - estou a lembrar-me dos clássicos filmes de Natal como o Mr. Spoon - se neste pessoal todo não haverá gente que pratique estes princípios todos durante o ano inteiro e, talvez porque esteja «fora de época», acabe por não ser reparado.
Há muita gente, pelo que sei, para quem o Natal é mesmo todos os dias e que, porque age de uma forma pouco notada, acaba por não ser reparada nem antes nem no Natal. Não fazem um programa mediaticamente difundido, não enfileiram dezenas de artistas numa tournée, não se «promovem» mediaticamente nem promovem as suas iniciativas...breve, para eles o Natal, sendo todos os dias, é assim um natal e não um Natal (com letra grande).
Neste período em que tão massacrados somos pela comunicação social com eventos meritórios (não se contesta isso, esclareça-se, o seu mérito) prefiro dedicar o meu pensamento a esses semi - anónimos que todos os dias, ou a maior parte deles, ou muitos dias, são solidários, amigos do outro, arregaçam as mangas e vão à luta por um mundo melhor.
A eles todos, como ser humano que acredita na bondade natural da espécie humana, o meu muito obrigado por estarem entre nós.
Daniel Teixeira
P.s.(1): No próximo número iremos colocar no jornal todos os trabalhos sobre o Natal que entretanto tenhamos recebido.
LINK PARA A LISTA DOS TRABALHOS INSCRITOS
Ps: Não esquecer que continuamos abertos à recepção de donativos.


Continuação da Crónica de Arlete Piedade - Dia Internacional de Eliminação da Violência Contra as Mulheres – 25 de Novembro (Ver Início)
Será emigrante, aquele que vive fora da sua terra, ou seja por exemplo um português que vive fora de Portugal, é chamado de emigrante em Portugal e será chamado de imigrante, na terra onde vive, por exemplo Canadá.
Ainda mais um exemplo com as pessoas originárias dos países de leste europeu que
vivem em Portugal, que são chamados de imigrantes em Portugal, e serão chamados
de emigrantes nos seus países.
Então todas estas categorias são englobadas em migrantes, e cada vez mais este
fenómeno se faz sentir em todos os países e categorias, devido ás cada vez
maiores assimetrias sociais, económicas e ambientais, que levam as pessoas a
procurarem locais mais favoráveis para viverem.
Sendo o nosso jornal dirigido ás comunidades lusófonas no estrangeiro, e sendo
estas originárias da migração, quem nos lê, sabe bem que a palavra «Saudade»
anda associada a «Migração» e se em todo o ano se sente esse sentimento tão
português em relação ás pessoas que ficaram lá longe, na terra, nesta época do
ano «Natal» é o outro vocábulo que compõe o trio de palavras, que formam esse nó
no estômago, que chama as lágrimas aos olhos cansados que contemplam outras
cidades, outras paisagens, sejam frias de neve, ou tórridas dos trópicos.
Então lá vou eu cerzindo as redes desta crónica, a ver se não me perco. E que
para diminuir as saudades, temos as cada vez mais fáceis comunicações, para
podermos falar com as pessoas que estão longe, separadas pela distância física,
mas próximas pelo coração.
Pois que nesta época já não precisamos de escrever cartas, que serão
transportadas pelos correios, pois temos cada vez mais diversidade de meios de
comunicar á disposição. Entre esses meios está a internet, que por sua vez dá
suporte moderno, a meios mais antigos, como sejam as rádios.
Ufa! Já cheguei ás rádios! As rádios que desde o seu aparecimento há cerca de um
século, evoluíram desde aqueles caixotes enormes que se tinham que transportar
ás costas nas guerras, para as pessoas poderem estar em comunicação com o
exterior, bem como os radioamadores, que faziam da comunicação entre todos, um
clandestino meio de transmitir notícias proibidas entre países antagonistas, por
exemplo no tempo da Guerra Fria.
As rádios estavam limitadas no seu alcance, pela potência do emissor, e as suas
ondas apenas eram captadas dentro do seu raio de alcance, o que muitas vezes era
apenas uma pequena área geográfica.
Mas então também as rádios entraram na Internet, e o seu alcance, passou a ser o
mundo todo! Agora estamos em qualquer lugar e podemos ouvir uma emissão de rádio
via internet, emitida, quase com meios domésticos e ser captada no outro lado do
mundo! Graças á tecnologia de satélites que cobre todo o planeta!
Bem, então neste Natal, os emigrantes já podem matar as saudades através da
Rádio!...pronto! Entenderam?
Bem, que novidade não é? – Podem os leitores pensar! Mas é novidade sim senhor! É que agora o jornal Raizonline, está em parceria com a Rádio Ondas Musicais, com emissões, a partir de Portugal, Canadá, Brasil e o mais que se virá a conhecer!
E só clicarem no logo do rádio Ondas Musicais na primeira página do Raizonline e
seguiram a emissão a qualquer hora do dia! Podem pedir músicas com dedicatórias
e interagir com os locutores de serviço, através do Messenger.
Boas notícias não é? E podem dedicar uma música aquela pessoa especial do outro
lado do mundo de quem têm tantas saudades!
Desde já Bom Natal!
Arlete Piedade
(Ver o Poema Mãe Negra e apresentação P.Point-pps)