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, II NUMERO DE DEZEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
Coluna Poética de Sá de Freitas

O PASSADO E O PRESENTE
Olhando estrelas sigo...A noite é fria...
Nem ouço os passos meus pela calçada,
Nem sinto o aproximar da madrugada
Quando absorto entrego-me à poesia.
Bate-me forte a dor da nostalgia,
Por lembranças a mente é dominada,
Então me sento à beira da calçada,
Até que venha a luz do novo dia.
Fico a pensar no tempo das serestas,
Das músicas, dos bailes e das festas,
E dos amigos que já foram embora.
Mas vendo que impossível é o retrocesso,
Pois o que sinto é o fruto do progresso,
Procuro ser feliz.... Vivendo o agora.
DE ONDE SURGEM MEUS VERSOS?
Meus versos surgem das matas;
Dos rios, lagos e fontes;
Do murmurar da cascata,
Da fauna, flora e dos montes.
Meus versos surgem da lua,
Das estrelas, do Infinito,
E da nuvem que flutua
No céu azul tão bonito.
Surgem também da Alvorada,
Da calma do entardecer;
De qualquer flor perfumada
Ou de uma planta a crescer.
Vêm do riso da criança,
Do choro de quem padece;
De um brilho de esperança,
Que num olhar aparece.
Nascem da dor e do pranto,
Pois meu coração, coitado,
Nos outros confia tanto,
Que, às vezes, sai machucado.
Vem, meus versos, da aquidade
Que tenho em tudo o que vejo,
Quer numa grande cidade,
Ou num simples vilarejo.
Surgem mesmo de um olhar,
De um sorriso simplesmente,
Quando a mulher quer falar,
Sem falar, do amor que sente.
Mas ouvindo o coração,
Chego à conclusão de que
Toda a minha inspiração,
Nasce mesmo é de você.
FURTIVO REENCONTRO
(Poesia imaginária)
Reencontrei-te... Mas que reencontro frio!!!
Já não mais vejo, em teu olhar, confiança,
Nem no sorriso teu, brilha a esperança,
Nem tens mais altivez no corpo esguio.
Não trazes mais o ardor de antigamente,
Quando presa quedavas-te em braços;
E já não sentes mais os meus abraços,
E nem mais retribuis meu beijo ardente.
Talvez, quando deixaste-me, pensavas,
E chego mesmo a crer que até julgavas,
Que mais feliz serias do que era.
Agora vens? Sem chance! Vai embora!
Volta à quem te enganou, sem mais demora,
Que ao lar eu voltarei ... Alguém me espera.
UM AMOR DIFERENTE
Eu era moço, mas me lembro ainda
Quando, no corredor da Escola, eu encontrei-te:
Cumprimentaste-me eu cumprimentei-te
Surpreso, por encontrar moça tão linda.
Tornamos-nos amigos de verdade...
Ambos poetas, juntos escrevíamos,
Expondo em versos tudo o que sentíamos:
Dores, enganos, paz, felicidade.
Amávamos sem sermos namorados,
Pois nossos sentimentos elevados,
Puros vibravam em místicos arranjos.
Mas um dia...Meu Deus que dia triste!
Inesperadamente tu partiste,
Para escreveres versos com os Anjos.

Kopenhagen, clima e C02 dúvidas e manipulações em torno do tema.
Por: Se Gyn
Começou ontem em Copenhague uma conferên-cia patrocinada pela ONU, cujo escopo é a fixação de políticas e ações de combate às alterações climáticas supostamente provocadas pela ação humana, através da alteração do meio natural. Cientistas, políticos e, imprensa vão bater o cartão. Qualquer um pode se divertir com o desenrolar do evento. Estou nessa.
Numa conferência onde se juntam técnicos da ONU (essa imensa e cara ONG cuja atuação se baliza atualmente pelo apoio a governos corruptos, genocidas ou, autoritários, como bem disse Reinaldo Azevedo - Veja), cientistas financiados pelas ONGs ou militantes delas, cuja agenda resulta, em parte, da adesão das chamadas esquerdas políticas sem bandeira à causa da ecologia e, a cúpula política do planeta, que, sabemos, passa por um momento de crise, cujas lideranças padecem de coragem e, discernimento, o que esperar?
Diante da falência e desmoralização das teses socialistas e, diante da pressão
vinda de todos os lados, todos os indivíduos parecem correr atrás de uma causa
ditosa, de uma atitude que enfim, justifique suas vidinhas vulgares decorrentes
de cabeças vazias e, mitigue o mal estar e a dor na consciência, diante de uma
vida confortável, ante um mundo onde bilhões de pessoas padecem, no que parece
ser um vale de lágrimas, desgraças e, infortúnios.
Será mesmo assim?
Muitas dessas iniciativas se justificam, assim como se justifica a dedicação
autêntica de muitas pessoas. Mas, é inegável que hoje, é uma espécie de moda
participar desse tipo de movimento - todos querem ter uma grife politicamente
correta para exibir no blog. Uns vão para a área da chamada «inclusão social»,
outros vão para a área educacional, uma outra parte parte vai para a área dos
direitos políticos das minorias, mas a grande maioria quer militar mesmo é na
área da ecologia, da preservação ambiental - pois, das militâncias, essa é sem
dúvida a mais charmosa e a que atrai mais atenção da imprensa e, dá enfim, mais
publicidade.
Difícil encontrar alguém que não confesse que gostaria de fazer a militância shoo-be-doo no sentido de salvar o boto cor de rosa, a ararinha azul e o acari- açu da cara vermelha - eu, inclusive.
A despeito do avanço da ciência e, do conhecimento humano, parte dos cientistas ligados à área climática parecem uma espécie de arautos do fim do mundo. Nesse sentido, tomaram o lugar dos profetas do apocalipse - mas vendem a mesma mercadoria.
Qual é o problema objetivo, a ameça que nos pode levar a uma hecatombe e, depois à irrenunciável extinção, segundo essa gente?
Segundo dizem, é a emissão de CO2, isto é, dióxido de carbono nos processos de produção industrial ou, da queima de florestas, para arroteamento de áreas para a agricultura, que sobe para a atmosfera, não se dissipa e, cria uma espécie de estufa lá no alto, que resulta na aquecimento da superfície do planeta, o derretimento das calotas polares e uma ameaça mediata à vida na Terra.
O que essa gente diz é que o descontrole na produção industrial e destruição de florestas resulta na emissão de um volume gigantesco de CO2, que sobre para a atmosfera, e que, entrementes contribuir para o aumento do tal do «buraco da camada de ozônio» - o irremediável sinal do fim, altera o clima do planeta Terra, gerando cataclismos em série e enfim, o aumento do volume dos oceanos.
Vista assim, a coisa é mesmo de meter medo. Mas, para desmoralizar esta curiosa
tese, não é preciso ser cientista, nem ter intimidade com o assunto. Números
simples, bastam.
Comecemos por aqui: o que é exatamente o CO2?
Segundo a Wikipédia, o dióxido de carbono, ou gás carbônico é um composto químico constituído por dois átomos de oxigênio e um átomo de carbono - CO2, sendo estruturalmente constituído por moléculas de geometria linear e de carácter apolar, de atrações intermoleculares fracas, sendo por isso, um gás.
Este gás é essencial à vida no planeta e está presente na fotossíntese das plantas, cuja energia vital é distribuída para todos os outros seres vivos, por meio da chamada «teia alimentar», numa das muitas fases do ciclo do carbono.
Ou seja, o CO2 não é um elemento estranho e, na sua origem, maligno ao seres vivos - pelo contrário, está intrinsecamente envolvido no processo e na existência da vida sobre o planeta Terra.
E agora, um dado fundamental para qualquer discussão em torno do assunto: o resultado da atividade humana sobre a o planeta, por outro lado, representa apenas 5 % (cinco por cento) da emissão de todo o dióxido de carbono ocorrido na superfície do planeta Terra. Não, você não leu errado. Os números são mesmo esses: 5%!
Então, ao que parece, o que estão propondo é que, agindo para reduzir esse número ínfimo, estaria garantida a salvação do planeta, da humanidade, do boto rosa, da ararinha azul, da acari-açu da cara vermelha, da lontra preta do pantanal e, por aí, vai...
Mas, fica a pergunta: e os outro 95% (noventa e cinco) por cento de emissão de CO2. Como controlar?
Aí é que está: é impossível controlar, pois resulta de processos naturais de reação e decomposição química, sendo que o maior emissor de CO2 são os... oceanos. Isso mesmo, hipotético leitor. Os oceanos. E já que são os oceanos e a natureza os maiores emissores do dióxido de carbono, a ação humana como fator de ameaça ao clima do planeta já fica descartada de plano.
Mas, o que vem causando então, a suposta e dramática alteração climática no nosso planeta? É uma boa pergunta para a qual ainda não parece haver uma resposta adequada ou, fechada.
Uma corrente de cientistas afirma - e tem tentado debater com a sociedade
organizada e o público em geral, mal grado o lobby descarado (e, eficiente!) em
sentido contrário -, com base na tabulação de mais de 300 (trezentos) anos de
coleta de dados climáticos que, ao contrário do que já é tido como consenso
científico, a Terra - que passou por sucessivos períodos de aquecimento e
resfriamento, está num período de declínio de temperatura, desde década de 40 do
século passado, processo que continua em curso.
(Se quiser acessar tais informações, duas sugestões:
http://ecotretas.blogspot.com/2009/01/rua.html