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EDIÇAO NºLV , IV NUMERO  DE JANEIRO DE 2010 - COMENTARIOS

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Crónicas «Ver e Sentir»

Por Cristina Maia Caetano

(XLII)

Olhem para as características de uma família… Olhem bem para elas!... Observem e memorizem! … Rapidamente e, sem dúvida alguma, perceberão, que é no seu seio que a personalidade de um indivíduo se forma .

Não deve ser por acaso, que numa família nuclear com um pai violento, as probabilidades de um filho lhe seguir as pisadas é exponencialmente grande.

E porquê? Simplesmente, porque é o único exemplo de vida que ele conhece, a única forma que conhece para se defender…

E é claro, que sempre poderá optar por se fechar num indescritível medo…

E é claro, que velozmente poderá evoluir para o papel de vitima…

E é claro, também, que esse ciclo terá grandes probabilidades de se eternizar em gerações vindouras… Afinal, o exemplo de avô para pai, de pai para filho, são irrepreensivelmente iguais…

Em outras famílias, um dos progenitores é um perfeito interrogador, onde tantas e tantas vezes o tom de voz encrespada, se eleva: Onde vais? Com quem vais? O que pensas que estás a fazer? …

Vários anos depois, vários e acumulados anos depois, podem mesmo gerar angústia e sofrimento em falta de compreensão e de dúvida permanente…

Distante, rapidamente o filho se poderá tornar, ou até assumir um inusitado papel de vitima…

Os meandros do relacionamento familiar, não são, pois fáceis!

Mas, há um, … um, que espero se estenda em cada casa, em cada coração, e voe, voe… bem alto por entre montanhas, aldeias, vilas e cidades!

O da calma, o da harmonia! Onde, os filhos passam a ser também amigos, também confidentes… e os pais, também confidentes, também amigos!...

O amor, a compreensão, crescem e crescem, tomando gigantescas proporções, … permitindo a expansão do amor divino, em cada cérebro, em cada coração, em toda e qualquer parte do mundo…

Lembrem-se pois, de pensarem carinhosamente no assunto, com olhos de bondade, com olhos de compreensão e, com a certeza que o melhor, é mesmo não se fazerem julgamentos...