pagina seguinte
 
poesia
 
cronicas
 
contos
 
cultura
 
educação
 
agenda cultural
 
humor
 
ambiente
 
solidariedade
 
assuntos europeus
 
ciência
 
tecnologia
 
colunas/empresa
 
biografias
 
 
 








Introducing CHEFS Wine Club!

Wusthof Gourmet Sale, 50% off Std Shipping plus FREE Std Shipping on $99+

Payroll Practioner Resources

 EDIÇAO Nº79 , 3º NUMERO  DE JULHO DE 2010      EDIÇAO Nº79, 3º NUMERO  DE JULHO DE 2010     EDIÇAO Nº79, 3º NUMERO  DE JULHO DE 2010      EDIÇAO Nº79, 3º NUMERO  DE JULHO DE 2010

COMENTARIOS GERAIS       COMENTARIOS TEXTO A TEXTO NO FINAL DE CADA ARTIGO.        COMENTE !        QUEREMOS OUVIR A SUA VOZ.         VEJA O NOSSO LIVRO DE VISITAS.

LINKS E SITES        Passe o rato para parar o scroll       OS NOSSOS FAVORITOS   JA TEMOS UMA RADIO   A RADIO RAIZONLINE   OS MELHORES BLOGS    SEJA LEITOR E OUVINTE RAIZONLINE

MANTENHA O NOSSO JORNAL SEMPRE  INDEPENDENTE - BLOG UM - BLOG DOIS - BLOG TRES - BLOG QUATRO - Siga o seu noticiário dia a dia. Agora lendo, em breve lendo e ouvindo!    

Agenda de EventosEmail Blog UmMotor de BuscaNewsletter AVALIE-NOSLivro de Visitas Anuncios Gratis Homepage Blog DoisColaboradores Blog Tres


FEEDS


 

Poesia de José Manuel Veríssimo


 

 

Sonhos índios

Reescrevo palavras debruçadas
Do cristalino das pupilas..........
Enchi-me de ar e de gás
Subi ao sabor do vento
Na pista do arco-íris
Mantive quanto pude
A energia
O balão
A força
Sentia-me papagaio de papel
E subia
Em sussurros de pôr de sol
Para amanhecer
Num instante
Em que a Primavera despertava
E o frio do Inverno derretia
Eras meu irmão e eu amava-te
Com a decisão de um duende
Guardião de ninhos
Em nome dos espíritos da floresta
Eras minha irmã e eu amava-te
Nesse amansar de nervos
Quando os teus cabelos escorriam
Rebeldes por entre os meus dedos

Acreditávamos no nosso fogo
Planeávamos trios de amor
E partos colectivos
De outros mundos
Crianças a ensaiar sorrisos prematuros

Em rituais de Primavera
A quebrarem
Os cantos cinzentos do poder

E de meia dúzia
Passamos a dúzia e meia
Grávidos de esperança
Por acontecer
E crescemos em sérios carnavais de sensatez:
Os diplomas
Os olhares baços
Os lucros
De algumas vendas
A seriedade
Dos que descobriam cansaços
O conforto de........finalmente
Chegou a nossa vez................


Ficámos cada vez menos
A olhar as fogueiras
Entre a Primavera e o Verão
Esperando da Terra e do Fogo
Numa praia adormecida

Cantando em olhares brilhantes
O coro das marés
As angústias de pequenas ondas
Nos murmúrios solitários
Dos amigos perdidos
Que rumam a sós no escuro
E procuram fogueiras ainda acendidas
Em lareiras semeadas por aí .

Locais sagrados
Cóis de índios banidos
Para o quotidiano cinzento e duro
Longe dos outros
E de cada outro de mim


Teimo
Espero
Sonho
Com dúzias de olhares
Cintilantes na noite

Nos cemitérios índios
Um dia
O horizonte
A vida
As pradarias sem fim

José Manuel Veríssimo
Seixal, Maio 2002

 

 

COMENTE ESTE POEMA