pagina seguinte
 
poesia
 
cronicas
 
contos
 
cultura
 
educação
 
agenda cultural
 
humor
 
ambiente
 
solidariedade
 
assuntos europeus
 
ciência
 
tecnologia
 
colunas/empresa
 
biografias
 
 
 

EDIÇAO NºLIX , I NUMERO  DE MARÇO DE 2010 - COMENTARIOS GERAIS

COMENTARIOS TEXTO A TEXTO NO FINAL DE CADA ARTIGO. COMENTE! QUEREMOS OUVIR A SUA VOZ.

Agenda de EventosEmail BlogMotor de BuscaNewsletter AVALIE-NOSLivro de Visitas Anuncios Gratis Homepage Album FotosRadio Autores



Este Jornal aceita todas as colaborações que nos queiram enviar e compromete-se a dar resposta sobre as mesmas em tempo útil.
Procura No RAIZONLINE Na Web
MOTOR DE BUSCA by freefind

Receba a nossa newsletter
Insira o seu nome e mail abaixo:
Nome:
Email:
Inscrever-se Anular inscrição

O poeta e o matemático

De Edson Gonçalves Ferreira

Para Felipe Papança

(Ver inicio do Tema dedicado a Filipe Papança)

O poeta prestava atenção na métrica
Enquanto o matemático o olhava curioso
Os dois preocupados com a harmonia do universo
Parecia pura contradição: ciência humana e ciência exata?
Estavam os dois embevecidos com o trabalho
Zelavam pela Beleza
Aquilo que agrada o ver e o sentir
Quando, de repente, não mais que de repente
O matemático perguntou ao poeta se ele estudou muito matemática
O poeta respondeu com a mesma pergunta: se o matemático estudara línguas
Quando os olhares se encontraram, os dois caíram na risada
Tinham feito uma pergunta tola um para o outro
A prova inconteste estava diante deles
A beleza do soneto do poeta e as operações fantásticas do matemático
Tudo tão lindo quanto à orquestração harmoniosa do universo
Sim, pois tudo obedece aos princípios das ciências
Das ciências no plural!

Divinópolis, 09.02.2010


Lágrima -2-

Aquela doce lágrima
Que vi rolar da tua face,
Sofrida e esmaecida,
Esboroou sonhos teus,
Fruto de ilusões
Ou pensamentos tépidos
Acalentados por paixões,
Amargas e mal concebidas.

No teu rosto mal tratado,
Incógnito e estarrecido,
Envolto em triste e fria agonia,
Está marcado,
Por uma externa fantasia,
Onde existem resquícios,
De juízos errados,
Loucos, mesquinhos
Mal Delineados.

Em silêncio, com humildade,
Dobrada ao peso da carga abjecta,
Que no pensamento transportas,
Recolhe tua lágrima,
Levanta teu olhar,
Com pureza e discrição,
Ao teu Deus que te observa
E, pede-lhe o seu perdão,
Apenas uma vez,
E te resgate ou faça emergir
Do teu mundo de confusão.

Essa lágrima, solta e sofrida,
Transformar-se-à em divino amor,
No seio da tua Ermida,
Sem resquícios de dor.

 

PAISDAROSA
26SET2009
05H20

 

Mãe Negra…

Mãe negra que me abraçaste
Ao teu peito com doçura
Quantas histórias me contaste
Naqueles anos de ternura…

Tua pele doce e macia
Recordando-me algodão
Uma pele que reluzia
Com prazer e tentação

Símbolo de uma geração
De trabalho e amor
Onde, com muita razão,
Vi teu ser e não a cor.

Junto de um imbondeiro
Encontrei-te eu a chorar
Aguardando curandeiro
Que te viesse salvar.

Livre, bela, encantada,
Nesse jardim ou pomar
Ficaste logo enfeitiçada
Numa Angola a despertar.

Teu coração estonteante,
Tal batucada ao luar,
Fez-nos perder bem o Norte
A ritmo de estontear.

Prosa
18nov2009

 

(Continua)