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EDIÇAO NºLIX , I NUMERO  DE MARÇO DE 2010 - COMENTARIOS GERAIS

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Poesia de Kácia Pontes

O que dizer de Kácia Pontes?

Bem, sou uma pessoa simples, amiga dos meus amigos, consciente das coisas da vida, das desigualdades, dos problemas sociais, do comportamento decorrente disso tudo e de como anda o mundo...

Sinto-me como o beija-flor de uma pequena historia, que sempre conto por onde passo, que coloco um pouco da água que trago no biquinho como ferramenta de trabalho, com forma de sensibilizar pessoas nas suas mudanças pessoais e como cidadã do mundo.

Envolvo-me, me dôo nos problemas alheios e descobri que é daí que encontro a formula ideal para resolver os meus. Para isso desenvolvi, ao longo de minha vida como psicóloga, um mecanismo importantíssimo que denominei de ECO. O que falo para as pessoas escuto na mesma sintonia, sempre dizemos ao outro aquilo que deveríamos dizer primeiramente a nós mesmos. Por isso preciso estar me ouvindo sempre.

Quanto ao meu lado poético, nasceu há muitos anos atrás, quando me apaixonei e deixei que tudo isso crescesse através do meu jeito exagerado de escrever...

Como nasce a poesia em mim? Eu deixo o espírito leve e solto, abro os ouvidos para a comunicação da alma, deixo o coração falar daquilo que esta cheio e o cérebro tornar com efeito tudo isso... O que vem a cabeça em conjunto com o coração vou escrevendo e depois dou corpo ao pensamento...

Como vem a inspiração? Não sei, talvez venha de uma caixinha onde é guardada a emoção, num cantinho onde guardo o amor verdadeiro, o amor devoção...


NUNCA DIGA ADEUS...

Nunca diga adeus...
Aos seus sonhos pessoais,
Aos sonhos que julga serem impossíveis
Aos sonhos embalados numa noite escura
Aos sonhos que crê inacabado

Nunca diga adeus...
A uma bela historia de amor
A paixão que mais toca no coração
A um desejo infinito de querer
A vontade de sermos apenas um

Nunca diga adeus...
As paisagens que um dia te inspiraram
As dores e alegrias que um dia te fizera poeta
Ao amor que um dia te desassossegou
Aos poemas que disso restou

Nunca diga adeus...
A uma simples e humilde mulher
Ao amor que encantou o seu coração
Aos seus escritos poéticos que brotaram de sua alma
As palavras que sempre foram
Do coração de uma mulher apaixonada

Nunca diga adeus...
A mim, mulher que se achou
No mais puro e infinito do teu amor
Nem a ti, homem que a encantou
Com seus poemas desfilados
Numa pagina de site encontrados
Que nem para ela foram escritos
Mas a fez feliz, pois deles se apaixonou...



Kácia Pontes – Agosto de 2009

 

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