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EDIÇAO NºLIX , I NUMERO  DE MARÇO DE 2010 - COMENTARIOS GERAIS

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CORONEL FABRICIANO

083 – Marcelada

BENEDITO FRANCO

Não acredito:
- Na gripe suína – muita gente comenta que é um grande marketing da venda de vacina...
- No protetor solar. São caros e com propagandas em horários nobres – dá para desconfiar. Há até lei para obrigar os operários trabalhadores nas estradas e ruas a usá-lo. Não se fala que é melhor evitar tomar sol de 10 às 16 horas...
- Na Conferência do Clima em Copenhague – apenas interesses econômicos para sufocar ainda mais os países pobres...

No curso de química, no Rio, tinha como bons colegas o Josino, o Edson e o Marcelo - moravam num quarto em um apartamento de umas velhinhas italianas (bem velhas mesmo!), no Largo do Machado. Josino entrou, ainda no segundo ano de estudo, como químico numa multinacional do petróleo.

Na escola só aceitava nota dez nas provas, e quando ganhava nota diferente de dez, discutia com o professor para convencê-lo de que dez era a merecida – brigava se necessário fosse...

Enchia tanto a paciência do professor que acabava ganhando a nota máxima! Realmente muito inteligente e ótimo aluno. Edson era muito pouco santo – desonesto até onde a gente não chega nem em pensamento – incrível! Mas era um bom colega – com algumas ressalvas, é claro.

Matemática e física as matérias nas quais eu tinha maior facilidade. Antes de uma das provas de física, o Edson me falou que, além de ter tido pouco, ou nenhum tempo para estudar, nada sabia sobre o assunto que deveria cair na prova. Pediu se poderia sentar-se ao meu lado e se eu deixaria ele colar o que eu ia resolvendo.

Como negar? - Primeiro calculei tudo em um rascunho e o Edson aproveitava e colava. Um dos resultados, de um dos problemas, era um desses números com dez zeros após a vírgula e mais cinco algarismos no final – o Edson copiou todo o meu rascunho.

Nota 10!

Quando o professor devolveu-nos as provas, recebi nota 9,5 e o Edson ganhou um dez. Acontece que, por norma da Escola, os resultados das notas eram números unitários e os fracionados eram acertados para cima – portanto minha nota seria também um dez. O professor deu-me o 9,5 por ter eu colocado nove zeros e não dez após a vírgula.

O Edson, depois de eu comentar com ele o meu erro, foi ao professor reclamar que eu, tendo errado o resultado, acabaria também recebendo um dez, igual ao dele, o que seria injusto – exigia que eu recebesse um 9 (nove), pois nossas notas não poderiam ser idênticas. Ainda bem que o professor confirmou a minha nota!

O barbeiro

Marcelo trabalhava como barbeiro no Leblon. Muito honesto, ótimo colega, mas química que era química não entrava em sua cabeça, nem a pau! Falava cada uma de lascar! Quando a gente enganava ou errava, um desses erros cabeludos, não se dizia burrada, todos os colegas da sala de aula gritavam logo e em uníssono:- Que marcelada!

Ele ria e aceitava numa boa. Também não era pra menos, pois sabia que era uma santa brincadeira, sem intenção de humilhá-lo ou magoá-lo. E depois, era muito querido e admirado e ajudado por todos, por sua simpleza, honestidade e amizade.

Terminamos o curso de química. O que faria e como faria o Marcelo? Reunimo-nos, alguns colegas, e exigimos do Josino - nessa época já ocupava um importante cargo na multinacional – que arranjasse o estágio para o Marcelo; saiu-se daqui, pulou dali, desculpou-se de mil e uma maneiras, mas acabou concordando - afinal, além da grande pressão, eram colegas de quarto por muitos anos.

Marcelo entrou na firma e... menos de um ano depois, era chefe do Josino! Marcelo foi descoberto e, convidado, ingressou numa grande indústria, com mais de mil empregados, com a finalidade de montar o laboratório. Em muito pouco tempo, passou a Gerente Geral da fábrica.

Hoje, acabaram-se as marceladas de erros e apareceram as marceladas de acertos e economicamente corretas...

E é o industrial Marcelo.

Benedito Franco - www.paralerepensar.com.br/beneditofranco.htm

 

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