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Poesia e prosa poética de Kácia Pontes

 

O que dizer de Kácia Pontes? (Por ela mesma)

Prosa Poética: A flor vermelha do amor - paixão, amor - razão, amor - prazer... ; - Poesia: Nunca amei alguém assim...; A dor em vão que mais machuca um coração...

 

A flor vermelha do amor - paixão, amor - razão, amor -prazer...

Conta à lenda que a flor chamada rosa cujo simbolismo vem da cultura ocidental que por ser formosa e bela foi consagrada a muitas deusas singelas da mitologia como conta a historia...
Estas são as deusas que pela vida foram perpetuadas através das lendas do amor, a linda Afrodite (grega), Vênus (romana), Flora (deusa da primavera e das flores), consagrada a Isís que é retratada com uma coroa de rosas e a deusa Lakshmi (Hindu) cada uma com sua historia enfeitando de amor a nossa memória.
Os mistérios e a magia dessa flor mais antiga de que se tem notícia, inspiraram poetas, jardineiros, escritores, histórias foram contadas, poemas foram idealizados e apaixonaram, muitos amores foram conquistados e textos escritos. Uma das mais lindas poesias é a do grande poeta lírico Anacreon, que atribuiu o seu nascimento a Vênus. Ele imaginou a deusa surpreendida por Júpiter enquanto se banhava. Vênus enrubesceu de tal maneira, que de sua face brotaram rosas...
Considerada a mais romântica de todas as flores, ela representa o amor e suas nuances. Para cada cor existe um significado que se tornam mágico e romântico em toda sua plenitude e apaixona a todos que de amor se perdem.
As rosas vermelhas por excelência são associadas ao amor intenso, a paixão, ao excessivo, ao vital e pleno, ao arrebatador, ao colorido, ao extasiante, e estas são palavras que definem o amor em toda sua plenitude e esplendor...
A rosa vermelha que trago na lapela, dentre todas já vista, a mais bela, que veio de você AMOR, que com um gesto direto, simples mas maravilhoso e encantador de dizer «Amo Você»...

Kácia Pontes – 27/10/2010

 

Nunca amei alguém assim...

 

Nunca amei alguém que me levasse para além do infinito
Que mexesse na minha alma e entrasse no mais intimo
Alguém cujo sorriso abre todas as portas de minha alma
E a voz trás no gemido mil loucura de amor e escrita em prosa...
Me faz delirar e voar como um pássaro cortando os céus a admirar
E nesse voo rasante me agarro nos teus cabelos para nunca me separar
Do amor mais lindo que no meu peito teus versos fez brotar
E que o vento leve como eco o meu verso de amor para te encantar...
Me perco no meio das inúmeras estrelas buscando a mais brilhosa delas
Para embalar um sonho que colorido no coração em azul revelas
Quero me achar no aperto gostoso dos teus braços quando me tocar
E uma perfeita sintonia nos olhos quando nenhuma palavra pode decifrar...
Amar você me faz subir ao céu e pegar uma iluminada estrela cadente
Trazendo-a do infinito com o zelo de quem amando seguro um presente
Amar você é tocar no universo sem que os pés no chão encostar
É flutuar nas asas da imaginação e procurar o amor escondido no teu olhar...
Amar você é ir além do arco Iris que une a beleza de sete cores
é ir além do infinito de mim na busca do doce mel dos lindos amores
Mas diria que tudo que quero te contar o que em segredo guardo e dizer
Que nunca amei alguém assim do tamanho do amor que sinto por você...

Kácia Pontes – 04/10/11

 

A dor em vão que mais machuca um coração...

 

A dor que mais machuca um coração...

é a dor que vem de uma seta atravessando o centro da emoção
Cortando e dilacerando sem medida, pena e sem compaixão
Tocando e doendo profundo no mais íntimo do nosso ser
é essa dor que sem pena no meu coração alguém fez nascer...
A seta assim como um punhal afiado e brilhante
Entra na carne, judia numa dor que fura e sangra a gente
Uma dor imensa, fina e fria que desdobra a alma vazia
Mas que do peito faz morada até que a morte esvazia...
A dor nada mais é que um estado de ânimo que se manifesta
Cujo sabor amargo e quente da boca que a vida empresta
Que guardada nas portas da essência se mostra escondida
Que se fechem todas as janelas quando a dor for esquecida...
A dor de um amor que o tempo não conseguiu superar
é a mesma que o leve sopro do vento não quis segurar
Que maltrata o peito num aperto sem cor ou medida
Que deixa a carne sangrando numa imensa ferida...
Não se pode medir nem pesar uma dor que não quer passar
Que mora no coração e se avizinha no profundo azul do mar
Nas ondas do pensamento onde insiste morar
é o amor no peito que inconscientemente não quer deixar...

Kácia Pontes – 24/03/2011

 

 

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