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Poesia de Virgínia Teixeira

 

Todos os poemas que escrevi com a mão cansada; Eu sou; Opera

 

 

Todos os poemas que escrevi com a mão cansada

 

Todos os poemas que escrevi com a mão cansada
Os inúmeros sonetos que sufoquei na garganta dorida
As sensações que escondi na solidão passada
Todas as sílabas que gritei dentro da alma ferida,

Todos os instantes em que me permiti viajar
Cada momento em que soube sinceramente sorrir
Até ao ultimo floco de alegria que de mim conseguiu brotar,
Até à seiva de prazer que de mim sou capaz de extrair,

Todo o meu Bem e o meu Mal, a negritude e a pureza,
Equilíbrio para todos os que te desconhecem, incompreensível,
Sentimento mágico de uma Harmonia sem qualquer delicadeza,

Antes um sentimento sem sentido, absolutamente invisível;
Tudo te pertence, nada é meu, nada de mim brotou,
Tu és a roda, o leme, o fundamento, tudo o que me gerou…

 

Eu sou

 

Eu sou a que procura mas jamais encontra
Aquela que sonha mas não realiza a quimera
Eu sou a que corajosamente luta contra
Sem sequer recordar o que tanto quisera…

Eu sou a que almeja mas jamais consegue alcançar…
A que acredita ser Mais mas não encontra o caminho
Eu sou a que ama mas a quem ninguém é capaz de amar…
Eu sou o espírito que uiva sozinho

Eu sou a que Sabe mas a quem ninguém quer perguntar…
Aquela que oferece o abraço que ninguém quer…
Eu sou aquela que ninguém quer salvar

Aquela que tem Fé mas não é capaz de acreditar…
Eu sou aquela que admiram mas a quem ninguém quer ver
Aquela que segue sozinha pelo caminho da vida sem descansar…

 

Opera

 

Sonhei viver no palco de uma ópera
Sofrer como Aída, amar como Violetta,
Cantar a minha angústia com a ferocidade de quem nada tempera
Ah! Amar como quem não teme a areia na ampulheta!

Sonhei cantar com o queixo erguido a minha desilusão
Gritar com o peito dorido a imensidão do meu sentimento
Encontrar o público enternecido pela minha sublime actuação
Ah! Amar como quem não teme qualquer julgamento!

Mas a voz fraquejou-me pelo caminho,
A vida um palco de uma peça de teatro ordinária
Um monólogo triste, contido, sussurrado de mansinho...

Calei o peito e não me atrevi a cantar como a cotovia
O meu murmúrio não teve lugar em qualquer ária,
Ah! Amar como quem nunca teve qualquer ousadia!

 

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