Coluna de Marizete Furbino
CALMA! A vida é uma só!
Por Adm. Marizete Furbino
«O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.» (Guimarães Rosa)
Em meio ao corre-corre, do dia-a-dia, levar a vida num
ritmo mais calmo, abrindo mão do excesso, é o melhor que se tem a fazer para
alcançar um equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional, o que
contribuirá sobremaneira para beneficiar a sua saúde.
Deve-se lembrar que o profissional somente conseguirá o equilíbrio entre
vida pessoal e profissional se fizer um bom planejamento. Assim, além de
planejar suas ações, estabelecendo objetivos para curto, médio e longo
prazo, deverá traçar estratégias para alcançar o cumprimento das mesmas, e
isto, além de facilitar todo o processo, contribuirá para o alcance da
eficiência e eficácia sem conduzi-lo ao desespero.
Neste sentido, é importante salientar que através do planejamento, o
profissional encontrará subsídios para encontrar e manter certo equilíbrio,
alcançando igualmente eficiência e eficácia em suas ações.
Isto posto, é de suma importância pensar que as lágrimas, advindas do
desespero diante das circunstâncias que a vida lhe proporciona, não
contribuirão em nada; ao contrário, elas o deixarão completamente «cego»,
sem qualquer visão, limitando assim não somente o seu pensar, como também a
sua ação, podendo chegar ao extremo de querer matar ou matar-se, e, pior,
sem resolver de forma satisfatória o problema vivenciado.
é por demais sabido que o desesperado se esquece do que é respeito e ética;
assim, tendo se permeado por um desgaste e esgotamento emocionais, torna-se
insensível, não sabendo lidar com as pessoas, fazendo com que a relação
chegue a se tornar insuportável, além de agredir os demais à sua volta com
palavras e atos e também a auto-agressão. Essa pessoa, nesse lamentável
estado, golpeia todos com palavras e ações, se auto-golpeando também, se
punindo, se lamentando e se culpando.
Como conseqüência, não apenas chora e se lamenta, mas, pior, perde qualquer
esperança e assim «joga a toalha» com enorme facilidade, se prostrando
diante dos fatos. Nessa sucessão de desatinos sua energia se escoa mais
rapidamente por entre os dedos, deixando-o estarrecido em meio ao
«emaranhado» vivenciado, impedindo-o de enxergar possibilidades e de
vislumbrar mudanças, criando uma própria barreira que o impede de reagir de
forma a reverter o «quadro» vivenciado.
Como se percebe, dentre os diversos «problemas», o profissional desesperado
se menospreza e se faz de vítima o tempo todo, o que compromete e muito a
sua produtividade, pois seu foco deixa de ser o trabalho e passa a ser o
problema em questão. O que este profissional não visualiza de fato é que
este comportamento em nada lhe acrescentará; portanto, falar com um, com
outro e outro sobre seu problema, se expondo na maioria das vezes como
vítima, em nada resolverá; ao contrário, poderá levá-lo à expulsão da
empresa.
Atente-se, porém, que as conseqüências advindas do desespero são tão
negativas para as pessoas como para as empresas. Assim, quando falamos de
desespero, os prejuízos são inúmeros para ambos. Todos saem perdendo, tanto
o profissional como a empresa.
Neste sentido, para evitar futuros transtornos, em meio a tantos «dilemas»
e/ou «problemas», torna-se de fundamental importância que o profissional
tenha empatia, inteligência intra-pessoal e inter-pessoal; assim, terá maior
capacidade de se conhecer melhor, e através de uma auto-avaliação e de uma
auto-análise, verificar de fato os seus comportamentos, bem como suas
atitudes, diante das circunstâncias da vida. Com esta estratégia certamente
terá a sabedoria de entender, lidar e liderar pessoas.
Ainda a propósito salientamos que, quando o profissional possui a sabedoria
de acalmar o seu espírito, vive com equilíbrio qualquer problema, seja este
de cunho pessoal e/ou profissional, o que corrobora para que o mesmo
encontre saídas, soluções e reverta o «quadro» vivido, retirando dos
problemas belas lições, e assim, aprendendo, desenvolvendo e crescendo como
ser humano.
Conclui-se, destarte, que na sociedade atual, são vários os fatores que
corroboram para que o profissional se lance ao desespero, tanto no que tange
sua vida pessoal, profissional e/ou empresarial, pois vivemos em meio à era
da incerteza. é decisivo compreender que em meio a quaisquer tempestades
deve prevalecer a calmaria, isto se pretendermos permanecer no mercado;
assim, agir com sabedoria e zelar sempre pelo equilíbrio emocional são
fatores primordiais para o sucesso; portanto, é de suma importância
conscientizar-se que desesperar-se em meio às circunstâncias da vida é a
única coisa que não se pode fazer, pois, em meio ao desespero, o
profissional será imediatista, agindo muitas vezes por impulso, sem pensar,
raciocinar e analisar sobre o fato em questão.
E por este viés, num «piscar de olhos» poderá colocar tudo a perder, dessa
forma, colocando em risco o que de precioso conquistou: sua vida pessoal,
carreira e/ou sua empresa.
Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG. Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br . Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado a autora e o site www.marizetefurbino.com e comunicada sua utilização através do e-mail marizetefurbino@yahoo.com.br