EDIÇAO NºLIII , II NUMERO  DE JANEIRO DE 2010 - COMENTARIOS

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COLUNA UM

Selecções - X -Quase no final da parte final.

Daniel Teixeira

Esta parte, que deveria ser a mais fácil, está com ligeiros problemas. Mas tudo se resolve...

Fizemos nas duas semanas passadas um intervalo na publicação do RAIZONLINE por razões que achámos evidentes. Durante o período festivo do Natal e Ano Novo o número de leituras desceu a pique, o que sendo normal (o Mundo pára um pouco sempre nestas alturas) nos levou a um pensamento duplo: de um lado tínhamos que respeitar o «período» e por outro lado renovando o jornal semanalmente acabávamos por retirar da circulação imediata trabalhos publicados que muitos leitores não tinham tido oportunidade de ler, ou de saber sequer se eles tinham sido publicados. A solução encontrada (a suspensão) tem implicações a nível da confiança das pessoas no jornal o que a sua periodicidade sem falhas garante razoavelmente.

Esta nossa decisão, que teve em conta factores de rodem técnica e pessoal, não só dos colaboradores, leitores e amigos do jornal mas também nossa, instalou (como previmos no último número e na nossa última crónica) alguma intranquilidade quanto ao futuro do jornal da parte de algumas pessoas o que sendo justificado em termos psicológicos nos dá, de forma quase egoísta, a certeza de que as pessoas que se intranquilizaram, que questionaram, que se interrogaram sentem este jornal como estando pelo menos numa pequena parte das suas vidas e que, para isso, se identificam com ele.

Ora, há por essa Net fora milhares de sites (milhões mesmo) aos quais as pessoas se ligam desde há pelo menos cerca de duas dezenas de anos ... mas neste, quer dizer, no Jornal RAIZONLINE, pelas próprias sortes do destino, temos de reconhecer aquilo que se passa de facto - mesmo que para o efeito tenhamos de passar por «gabarolas».

Falei em sortes do destino  e embora este termo tenha as conotações mais diversas, o que é certo é que a composição do «plantel» (seja ele de colaboradores, leitores ou amigos) é uma composição que tem tido sorte, muita sorte mesmo. Pena é que não tenhamos ainda a capacidade técnica para responder a todas as «encomendas» e corresponder de uma forma mais eficaz às solicitações de colaboração, nas mais diversas vertentes, que vamos tendo. Mas vamos ter essas condições técnicas muito brevemente e eu, pessoalmente, vou finalmente poder fazer aquilo que faz a maior parte de um trabalho de direcção: ou seja, para além de coordenar os conteúdos, um director representa o jornal, estabelece contactos, incentiva a promoção do mesmo, arranja soluções de melhoria e que favoreçam uma maior expansão, enfim...dirige mesmo.

Temos estado impedidos de fazer uma parte substancial desse nosso trabalho porque as horas livres que temos para o jornal são consumidas em grande parte na organização gráfica do mesmo, e esta «coisa» leva mesmo tempo a fazer, requer uma atenção cuidada e uma tolerância mínima ao erro (mas mesmo assim eles têm lugar).

Por isso, e como resumo final desta crónica, informamos mais uma vez que o jornal vai de vento em popa em todos os planos menos no que acabei de referir, mas ao mesmo tempo, e tendo em conta as condições que escolhemos para trabalhar (sem gastar um tostão) e que a nosso ver são as melhores para todas as circunstâncias, de crise ou de menos crise, até não nos temos portado assim muito mal.

E a prova, se necessário fosse apresentar, é que temos muitos amigos na Net, muitos amigos do RAIZONLINE e que temos uma potencialidade de crescimento enorme. Por isso esperem para ir vendo. Estaremos por cá muito tempo, muito tempo mesmo...

A COLUNA DE ARLETE PIEDADE

1º de Janeiro - Dia Mundial da Paz

Queridos leitores, que melhor maneira de iniciarmos este novo ano de 2010, que falando de paz e mais, praticando, exortando, exaltando a Paz?

Pois não basta fazermos eco das palavras de outros, mas sentir nos nossos corações verdadeiramente a paz, a concórdia, a tolerância, enfim por em prática, a verdadeira paz, que tem que ter início dentro de nós, nos nossos corações e sentimentos, pois se não estivermos bem connosco próprios, como poderemos estar com os outros?

Foi em 1968, que o então Papa Paulo VI, resolveu pedir a todos os habitantes da Terra, que dedicassem o primeiro dia de cada ano ao culto da Paz. No entanto esta não é uma celebração religiosa, ou um dia que tenha sido fixado por decreto para comemorar a paz. Foi antes uma inspiração de um homem, dirigente religioso, que deixou escrito que a partir daquele ano, gostaria que esse dia fosse dedicado a
celebrar a paz.

Desde aí todos os anos, os papas têm escolhido um tema relacionado com a paz, para celebrar o dia e exortar os homens á conciliação. Para o ano de 2010, o tema é: Se quiser cultivar a Paz, preserve a Criação.

Ora a criação é toda a Natureza, o Mundo, o Universo, as Pessoas, os Animais, tudo que existe sobre a Terra, no Mar, no Ar, na Atmosfera, e no Espaço. Não vou estar a dizer que será a Criação de Deus, pois que respeito as convicções de cada um que me lê, mas o que acho fundamental ressalvar independentemente das crenças de cada leitor, e que será comum a todos nós, é o Respeito!

Respeito por todas as formas de vida, respeito pelo Ambiente, pela Água, pelo Ar, pelos Animais, pelas Pessoas.

Mas as pessoas devem ter sempre presente que cada um tem os seus direitos e todos devem viver em paz, respeitando os limites de cada um, pois o direito de cada um termina, onde começa o do outro, o do próximo, seja esse pessoa, animal, ou planta.

Pois que vivemos todos neste lindo Planeta Azul, onde tivemos a felicidade de nascer, onde iremos morrer e ser enterrados no seu seio, e queremos que os nossos filhos e descendentes continuem a ter essa felicidade não é verdade?

Todos temos visto aquelas séries na televisão, ou lido as notícias em jornais e revistas, sobre as descobertas de novos planetas, bem como conhecemos as condições dos outros planetas do nosso sistema solar, pelo menos aqueles que têm acesso mínimo á escola. Então já pensaram como seria se tivéssemos tido o azar de viver num desses planetas, sem ar, sem água, sem vegetação, sem animais, sem nada, a não ser deserto e rochas? Como iríamos respirar? Alimentar-nos? Construir casas? E se forem os nossos filhos e descendentes, que tiverem que ir para esses planetas, pois o nosso ficará esgotado e sem recursos? Já pensaram? É isso que desejamos para os nossos netos e bisnetos?

(Continua)