Pagª 28 - EDIÇAO NºLII, I NUMERO  DE JANEIRO DE 2010- COMENTARIOS Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

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A COLUNA DE Jorge M. Pinto
CASOS AO ACASO

Nota introdutória elucidativa: (Essencial à compreensão de quanto se relata...). (Ver esta nota no seguinte endereço: Arquivo IV. )
                          

 

NOVAS SAFRAS

- O governador da província, empenhado em promover substancial melhoria da safra do arroz, por intermédio da malha administrativa faz distribuir a todos os régulos, uma nova semente usada com bons resultados em outras regiões.
Bastante antes das colheitas o governador vai de visita observar o estado das plantações e avaliar da sua potencial próxima produtividade.

Num dos postos administrativos, nota que determinada área não apresentava qualquer nova mancha de cultivo, nem sequer sinais de que se saíra da habitual rotina, embora o respectivo régulo – como todos os outros - em devido tempo tivesse sido contemplado com a porção de sementes proporcional ao número de habitantes da sua aldeia.

Através de informações colhidas junto do chefe, soube o governador que o régulo e sua população, em lugar de lançar a semente à terra a tinham transformado em fartas e gratuitas refeições consumidas durante algumas semanas.

Muito bondosa e paternalmente o governador chamou de parte o régulo, disse-lhe do seu desapontamento e deu-lhe alguns conselhos sobre honestidade, trabalho e obediência, recomendações que no futuro esperava ver cumpridas.

Ao terminar, dirigindo-se ao chefe de posto (que naturalmente fazia parte da comitiva) recomenda-lhe que volte a distribuir nova porção de semente e, simultaneamente exerça fiscalização mais aturada sobre o modo como o régulo a usaria.

Assim que o governador termina a lição tanto ao régulo como ao chefe de posto, deste último escutou o seguinte rápido e seco comentário:

-Pode Vossa Excelência regressar descansado a Bissau. Assim que dobrar a primeira curva da estrada, eu me encarregarei de lhe dar o arroz !


FE & RELIGIOSIDADE

- Para adestramento e para outro posto, o governador mandou uma junta de bois que deveria ser ensinada a trabalhar com charrua.

A junta, constituída por animais jovens e de muito pequeno porte, não tinha qualquer experiência de trabalho pelo que necessário era sujeita-la a demorado e intenso treinamento.

Porém, poucos dias após o seu envio, o governador (que para a visita se fez acompanhar da autoridade eclesiástica -o bispo-), quis verificar pés-soalmente a evolução dos trabalhos de adestramento.

Chegados ao campo, encontraram a junta atrelada, penosa e hesitantemente puxando a charrua em sua direcção.

Era, urgente e necessária uma manobra de curvar em pouco espaço, não só porque ali terminava o campo a arar como porque era justamente ai que estavam os ilustres visitantes.

Ao executar o giro, bem junto da comitiva, um dos bichos, em esforço fraqueja de uma das patas ajoelha na queda levando charrua, rabiceiro e sua parelha.

O Governador admoesta o Chefe de Posto dizendo-lhe que mais deveria empenhar-se no processo de treinamento, intensificando as «lições».

Logo lhe responde o Chefe:

«Assim farei ! Porém a culpa do fracasso de momento não é senão de Vossa Excelência que para assistir aos trabalhos se fez acompanhar do Senhor Bispo! Ao pobre do animal não restou outra senão a alternativa de se ajoelhar, perante Sua Excelência Reverendíssima.»

 

A uma Passante

By historiaspossiveis

Abilio Pacheco

Avanço zumbizando pela – apressado – multidão (a multidão que é um imenso nada), desvio-me de ombros e braços – retorço-me, contorciono-me – e sacolas infladas de compras.

Evito – em vão – molhar o dorso do calçado – minúsculos lagamares –, a bainha da calça – em vãos de pisadas – , meias e pés.

Ergo – minha passante – meu olhar exato ao teu e sigo. Quarta – dois de maio. Gravei teu rosto!? Teu cabelo preso!? Três passos após, a felicidade curta – a mesma – outra vez (multidão de imenso nada), em síncrono viramo-nos.

Eu deveria, para reter – como Zambraia – , fechar os olhos, a tua face. Usava batom? Tinha – é certo! – delineada a sobrancelha. Como num duelo – (multidão de indiferentes padrinhos) minha terceira (última?) felicidade curta – miramo-nos outra vez.

Que impulso… que lógica nesses vinte segundos?

Não fecho – é impossível – os olhos e sigo (ah! multimensnada!) meio desperto.

 

 


Poesia de Natal por Patricia Neme

FELIZ NATAL?

Outro dezembro... E eu me pergunto, apenas,
se existe uma razão pra celebrar
a fome das crianças... Tão pequenas...
Sonhando com o que não vão ganhar.

Outro dezembro... E vidas pouco amenas,
desejam paz na terra, paz no lar.
E esperam que as palavras nazarenas,
se façam pão, abrigo... E o muito amar!

Mas entre luzes, ceias e presentes,
de quem precisa, estamos tão ausentes...
Miséria? Só nas folhas do jornal!

Meu mundo, minha casa, minha gente...
E que o governo cuide do carente,
com bolsa - esmola ou bolsa-de-natal!

 

Feliz Natal!

Por Marcelo Torca

 

 

 

 

 

A sua mensagem de natal está em:

http://natal.macrisan.net/

Clique no linque «Feliz Natal 2009», que está no linque «Mensagem».

Cordialmente, Morales.
www.marcelotorca.com


Missa de Natal 2009

Autor: Marcelo Torca.

Entrada.

Vamos com alegria orar
Neste encontro revelar
A paz que o Menino Jesus vem nos dar

Orar ao Menino Jesus
Festejar a nova vida proporcionada
Criada para a Salvação
A conversão é o projeto Divino

Unidos para comemorar este Natal
Nascimento de uma vida Divinal
Festejos da data anual


Ato Penitencial.

Perdão venho pedir
Menino Jesus
Neste Natal que se aproxima
Perdão eu peço

Senhor, perdão
Por omissão
Senhor, perdão

Perdão venho pedir
Menino Jesus
Pela falta de compreensão
Com o irmão

Cristo, perdão
Pelas mentiras em vão
Cristo, perdão

Perdão, venho pedir
Menino Jesus
Por não me comprometer
Com a Evangelização

Senhor, perdão
Por falta de devoção
Senhor, perdão


Ofertório.

O que temos a oferecer?
Nossa devoção
Nosso compromisso
Evangelizar sem castigar

Oferecer nossa dedicação
Ao Menino Jesus que nasceu
Amor e conversão
Perdão são nossas oferendas


Comunhão.

Compartilhar o pão entre os irmãos
A fé e a devoção
Compromissos divinais
Amando ao próximo como a ti mesmo

Compartilhar a evangelização
Compartilhar o trabalho comunitário
Compartilhar o sofrimento
Para o crescimento fortalecer

Viver a alegria da fé
Compreender a dor do sofrimento
O testemunho de cristão
Compartilhar o nascimento de Cristo!