Pagª 40 - EDIÇAO NºLI
, III NUMERO DE DEZEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
Concerto de Natal
E com alegria que vos convidamos para o nosso concerto de Natal, a nossa oferta
a toda a população farense e fãs da musica coral.
Apareçam dia 21 (Segunda feira) na Igreja da Sé de Faro, para receberem as boas
festas do Grupo Coral Ossónoba.
(Carregue na foto para ver tamanho real)
Olá a todos,
Esta linda cadelinha precisa de uma casa, ou a do dono ou de quem a queira
adoptar. Veio até à minha rua. Depois de várias tentativas para encontrar o
dono, na clínica veterinária disseram que ela já lá tinha estado no dia anterior
e como não tinha qualquer chip, quem a levou soltou-a.
Hoje continua sem casa, encontrava-se esfomeada e cheia de sede, apesar disso é
muito meiga e ternurenta. Tem cerca de 6 meses.
Obrigada pela vossa ajuda, e por favor repassem aos vossos contactos
Margarida Bispo - Agente de Seguros Exclusiva da Açoreana
Tel/Fax: 289562227 - Telm: 962746334/917412673


O Fluffy desapareceu na zona de Vale de França/Praia do Vau. Tem pêlo acastanhado, uma mancha no nariz, e o olho direito fechado. Tinha coleira quando desapareceu. É um cão muito sociável. Se vir algum cão com estas características, por favor, contacte. Muito Obrigado.
Fluffy has a spot on his nose and the right eye is closed. He had a collar when
he disappeared. He is a very friendly dog.
If you see a dog with these characteristics, please contact: 914554051
daniel_n_martins@hotmail.com
Nome/Name:
Fluffy
Raça/Breed: Pequinês
Desapareceu em/Disapperead in: Vale de
França/Praia do Vau, Portimão
Data e Hora/Date and Time: Quarta-feira,
7 de Outubro de 2009/Wednesday,
October 7th, 2009
Idade/Age: Adulto/Adult
Porte/Size: Pequeno/Small
Sexo/Sex: Macho/Male
Cor Principal/Main colour: Bege/cream
Cor Secundária/Other colours: Castanho/Brown
Padrão/Fur's Pattern: Liso/Straight
Pêlo/Fur: Longo/Long
Peso (em kg)/Weight (in kilos): 5,0
Identificação/Microchip or Identification: Não/No
Esterilizado/Castrated: Sim/Yes
Informações Adicionais/Addicional Information:
O Tot desapareceu

O Tot desapareceu em Vale Judeu, concelho de Loulé no dia 26 de Novembro de
2009. Trata-se de um podengo português de porte grande, de olhos amarelos. Tem
uma coleira de cabedal castanha clara sem identificação. Ele é muito sociável e
meigo. É um cão de companhia. Foi esterilizado. Possivelmente está assustado,
pois é muito piegas.
Por favor contactar:
Lucília Pires
919244354
cilapires@hotmail.com
José Pires
938291084

Cadela encontrada em Faro
Foi vista em vários pontos da cidade o que não dá pistas para se saber a sua proveniência.
Pedimos a quem possa divulgar e ajudar no seu regresso a casa, pois é muito
meiga e está bem tratada o que significa que tinha um lar.
Contactos: 914 296 727 ou 964 290 385
As personagens do meu Natal
Crónica por Maria das Candeias Leal
Estava quase tudo pronto! O peru no forno, as batatas cozidas para o puré, o recheio, os vegetais. Pois não queria que faltasse nada às minhas personagens na ceia deste Natal. Elas eram tão importantes que me sentia uma felizarda por tê-las em minha casa na noite da Consoada.
As mesas estavam postas. Onde a ceia seria servida, havia uma coberta com a
toalha vermelha; sobre ela, o serviço de loiça enramado com pinhas, os talheres
de prata, os copos de cristal, os castiçais com as velas verdes e vermelhas. Na
mesa mais pequena, com a toalha branca, estavam todos os doces: o bolo de
frutas, o de mel, as fatias douradas (rabanadas), o arroz doce, enfim, todas as
coisas feitas ao gosto das pessoas que comigo compartilhariam este
acontecimento.
De vez em quando, dava um retoque na árvore do Natal. Ora mudava uma luz, ou
trocava um adorno ou então, sentada no sofá, ficava a olhá-la. No outro canto do
sofá, com o terço na mão, estava ela a ver os festejos natalícios na televisão.
Como era bom tê-la ali comigo! Por que razão os natais não eram todos assim, com
as famílias juntas? Não seria preciso tanta comida, tantos doces, o importante
era estarmos todos juntos.
Este Natal era diferente; cheirava à frescura do campo, a pinheiro de verdade,
cheirava aos natais da minha meninice e aos da infância dos meus filhos. Como
foram belos esses natais e como era bom revivê-los!
Combinara com a vizinha irmos juntas à Missa do Galo, à meia-noite, mas não
havia dito nada em casa, era surpresa; quando lho disse ela ficou toda contente,
pois pensava que eu já não era religiosa. Na verdade não sou mesmo, mas achei
ser necessário ir à missa nessa noite tão especial, onde todas as personagens do
meu Natal estariam presentes.
Coloquei mais um toro de madeira na lareira. Aquela lareira fazia-me recordar o
lar antigo onde ela cozinhava a ceia do Natal para nós os três. Arrumei as
prendas debaixo da árvore, estava um pouco impaciente para ver como ficariam as
meninas, depois de vestirem as saias e os coletes de lã que fizera para elas.
Ela, também ansiosa para vê-las, perguntou-me: - Quando chegam as crianças? -
Perto da meia noite, retorqui-lhe.
O tempo, que ultimamente andava tão apressado, resolvera parar, ou então se
andava, fazia-o muito devagar, quase não se dava por isso. Olhava o relógio de
minuto a minuto, espreitava pela janela a ver se já havia algum carro na entrada
da casa, mas nada. Muito bem, preparei-me e fui para a igreja, ela ficava em
casa esperando pelos citadinos.
A missa foi demorada, parecia nunca mais acabar, a minha mente não estava na
igreja mas sim em casa, onde se encontravam os viajantes. Finalmente voltei a
casa, que estava toda iluminada, da rua já ouvia a algazarra das crianças e as
vozes dos adultos. Que sensação agradável, abrir a porta e vê-los a todos! Corri
para as meninas, abracei-as com as lágrimas a correr de felicidade.
Após abraçar todos, sentámo-nos para a ceia, saboreámos os doces e, por fim,
abrimos as prendas. As meninas foram para a cama e nós ficámos na conversa. A
noite já ia alta quando todo o mundo se recolheu. Mesmo cansada não conseguia
dormir, pensava neste Natal, nas minhas queridas personagens. Porém, depois de
algum tempo de agitação, acabei por adormecer.
Acordei ainda sorridente, todavia, depressa esse sorriso se esvaneceu. Havia
silêncio na casa. Onde estavam as meninas? Indaguei-me. E ela, ainda estaria a
dormir? Levantei-me, as mesas estavam no mesmo sítio, uma vestida de vermelho, a
outra de branco, contudo, não havia sinal de ninguém, apenas nós dois e os
animais, as personagens da minha véspera de Natal tinham-se esfumado, o teatro
tinha acabado e eu voltava à realidade. Uma realidade, que mesmo sendo bastante
boa, não tinha o mesmo sabor; faltava-lhe o tempero das personagens do meu Natal
imaginado.

N - Neste NATAL de um ano tão sofrido
A - Amor, Paz e união há todos desejo
T - Tenho que recordar de Manuel de Novas
A - As suas belas musicas natalícias
L - Lamento sua morte e paz a sua alma!
F - Falar de Natal é falar de vida
E - Esperar do mundo a compreensão
L - Ler nos olhos das crianças a alegria
I - Imaginar todos como irmãos neste mundo
Z - Zelosamente guardados por Deus nosso Pai!
P - Pois é assim que desejo a todos
A - A mais caridosa quadra natalícia, este ano
R - Reparados de todos os males da vida
A - Alguma riqueza também e muita paz, repito!
T - Também quero ter esperança de
O - Ouvir no fim do próximo ano vindouro
D - De todos a certeza que foi melhor que
O - O ano epidémico que vivemos possa
S - Ser recordado pelo bem e pelo amor!
João Furtado
Feito em São Vicente aos 30 de Novembro de 2009