Pagª 1 - EDIÇAO Nº LI, III NUMERO  DE DEZEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

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Continuação da Coluna Um (Ver início)

Infelizmente - e sabe-se isto porque nos informamos - nem todas as empresas subsidiadas pelo Instituto de Emprego conseguem passar este Bojador do ano de vida. Aliás, para nosso desespero como portugueses e esperando que outros daqui retirem lições, existe um desperdício técnico não na atribuição dos subsídios, mas sim no enquadramento das empresas subsidiadas na sua relação com o mercado.

As Instituições «competentes» - e alguma comunicação social, infelizmente - têm contribuído para o desenvolvimento de um espírito «empreendedor» que eu antes chamaria de empreendedorismo coleccionador de frustração. Inserem-se empresas no mercado de consumo com estudos de viabilidade mais que duvidosos e em sectores saturados pela concorrência e nem sequer se tem, na maior parte dos casos, a consciência de ir ver o que se passa ou se passou no local A ou B, com a actividade X ou Z.

O «melhor» estudo nalguns casos é a «fézada»; ou seja fulano acha com a sua subjectividade que uma determinada actividade vai resultar, vai ao banco, arranja suporte para o crédito e a rentabilidade da actividade é vista na horizontal e na vertical rápida.

Tudo isto para dizer que nós não funcionamos assim e por aquilo que penso, embora não dependa só de mim, nunca o faremos. Vamos em passos certeiros e com os pés bem assentes no chão: nada de coisas para inglês ver...

Assim, aquilo que temos hoje (10 colaboradores em 2008 e 100 em 2009) e lamento não ter presente os números de leituras na altura, são aquilo que nós todos conseguimos na realidade. Temos hoje mais de 130.000 visitas ao RAIZONLINE e já vimos quem ao fim de uma dezena de milhar de visitas tenha começado a cobrar login: é claro que foram ao ar, como se costuma dizer. Nós nunca cobraremos login nem teremos páginas escondidas para leitura paga, assim as coisas corram como nós temos planeado e temos ido planeando.

Contamos com os nossos colaboradores que apenas exigem de nós a visibilidade que nós lhes damos. Temos em vista, para breve, a instalação de um sistema de contagem artigo a artigo, poema a poema, trabalho a trabalho, autor a autor, para termos para nós mesmos e para os nossos colaboradores uma informação mais detalhada do impacto real dos seus trabalhos junto dos leitores.

Embora as coisas não possam ser vistas apenas em termos numéricos arranjaremos factores de ponderação que terão em conta o tipo dos escritos, o número das suas palavras (condição técnica básica que os sistemas informáticos permitem) e valorizações correspondentes. Na altura tudo isso será devidamente explicado...

Até lá vamos trabalhando com os meios que temos e daqui a um ano cá estaremos de novo para fazer este pequeno balanço natalício.

Agora e entrando verdadeiramente na festa, na comemoração em si, o Jornal RAIZONLINE deseja a todos os seus colaboradores, amigos e leitores um NATAL FELIZ e um ANO NOVO CHEIO DAQUILO QUE MAIS DESEJEM.

Daniel Teixeira

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Ps: Não esquecer que continuamos abertos à recepção de donativos.  

 

Poesia de Mário Matta e Silva

PRISMA DO AMOR

O amor é pródigo
Em pregar partidas
Pelos caminhos da vida
Onde as recaídas
São obstinação diluída.

O amor é o tempero
De cada sentimento
Em arremesso de prosa
E um edílico alento
Que cala a alma chorosa.

O amor é a vibração
Do compasso que eu dou
A cada dia construído
Na ânsia que transbordou
Pelo eco dum gemido.

O amor é a confusão
Das esperanças alteradas
Lonjuras a encurtar
Em todas as espreguiçadas
Sombras dum dócil luar.

O amor pode ser raiva
Num pranto andando por perto
Feito d’abraços conseguidos
Num sonho assaz encoberto
E um querer pleno d’amigos.

 

Continuação da Crónica de Arlete Piedade - Cimeira de Copenhaga - O princípio do fim do Natal?(Ver Início)

Mar que tem vindo a aumentar de nível médio e nessa subida gradual, vai invadindo as costas e submergindo as cidades que se encontram ao nível do mar, como sejam todas as cidades existentes no litoral de vários países, bem como praias, estâncias turísticas, e em especial os países formados por ilhas e arquipélagos, bem como os que se encontram abaixo do nível médio do mar, caso da Holanda, que só com recurso a diques vai evitando o afundamento progressivo das suas cidades.

A maioria dos nossos leitores, está sem dúvida bem informado sobre as causas das emissões poluentes, mas para recordar os mais distraídos, informo que as causas são variadas, mas uma das principais são devidas ás emissões dos gases dos veículos, caso dos automóveis, aviões e todos os outros que usam combustíveis derivados do petróleo. Também as emissões devidas aos aparelhos de ar condicionado, frigoríficos, e aerossóis em geral, bem como das indústrias que emitem gases resultantes da queima de combustíveis fósseis.

Agora me dirão, que esse é o preço do progresso, e que se todos têm automóveis, porque razão, uns podem ter e outros não? E que se acabassem essas indústrias, o problema do desemprego, que já atinge números altíssimos colocando tantas pessoas na miséria, ainda mais se iria agravar. E se os americanos foram os autores do célebre «sonho americano» e tanto se esforçaram por exportá-lo para o resto do mundo, porque razão agora não podem os chineses e os indianos, ter direito a aumentarem o seu nível de vida, largando as bicicletas e passando a andar de automóvel como o resto dos países avançados e ditos civilizados?

Se a Europa sempre teve um papel perante os outros povos, de protectora, descobridora, difusora da civilização, evangelizadora, até professora, (sem esquecer dos outros menos simpáticos, como a exploração de recursos e povos), não estará também na altura de aceitar que os outros também têm direito ás suas próprias opiniões e cabeçadas, como um filho em crescimento?

Sem dúvida que a Europa está a sentir as «barbas a arder», vendo os seus centros civilizacionais, as suas cidades emblemáticas, a ficarem submersas, caso de Veneza em Itália, e outras cidades nos países baixos e no centro da Europa, que todos os invernos são inundadas, mas foram os primeiros a poluir. Sim, já aprenderem com os erros e agora querem ensinar aos outros, os seus «filhos» que estão em plena crise de crescimento. Mas como todos os adolescentes, esses filhos rebeldes não querem ouvir e ainda menos acatar os ensinamentos dos mais velhos.

Pois, me dirão, mas agora o que está em jogo, é o futuro do mundo, das gerações seguintes, dos nossos filhos e netos, que terão que viver num mundo em mudança, e que nem sabemos como irá ser, mas certamente será diferente para pior.

Estou aqui a fazer o papel de advogado do diabo, sem dúvida, mas apenas porque sou uma pessoa tolerante que gosta de se colocar na pele dos outros. Porque acho que o caminho correcto, será investir e optar pelas energias alternativas, caso da energia solar, eólica e dos oceanos, e investir em força e convictamente na investigação e desenvolvimento de veículos movidos a electricidade e biodiesel por exemplo, bem como adaptar as nossas casas e edifícios ao clima, e não o clima ás nossas casas.

Porque razão necessitamos de ar condicionado e aquecimento? Bastava que nos projectos de construção fossem tomados em linha de conta, as melhores orientações e técnicas, para que a temperatura das nossas casas fosse adaptada ás necessidades dos seus habitantes.

No entanto poderosos interesses económicos agem nos bastidores dessas cimeiras e por trás dos governos de cada país. E esses querem manter e aumentar as suas riquezas, não importa á custa de quê, ou de quem.

Estamos a alguns dias do Natal. Esse natal que celebra o nascimento há mais de dois mil anos, de um Homem que ousou falar de amor entre todos os povos, de igualdade, de fraternidade. Que proclamou que somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai.

Desde aí muitas coisas se têm alterado no Mundo em Seu nome. Coisas boas e belas, outras nem tanto é certo. Mas porquê? Porque quem as fez foram homens, homens falíveis e imperfeitos. Mas se hoje em dia o Natal se celebra com presentes, compras, coisas materiais é certo, a verdade é que o espírito de fraternidade sempre aparece nem que seja apenas um dia por ano, em acções de solidariedade, em ofertas de ajuda, enfim em várias acções ao redor do mundo.

No entanto, não foi isso que se viu em Copenhaga. Não se viu a fraternidade entre os povos a funcionar. Não se viu a igualdade, nem a democracia, nem o amor. Viu-se sim, o egoísmo, os grandes a ignorarem os pequenos, a ganância do presente, a desprezar as gerações seguintes.

Esses governantes que se reuniram e fizeram um acordo secreto entre eles, desprezando todos os outros, têm filhos. Filhos esses que terão filhos, que serão os seus netos. Esses senhores, será que pensam como os seus descendentes irão viver?

Será que estamos a assistir neste ano de 2009, ao princípio do fim do Natal? Onde está o amor ao próximo hoje em dia? Amai-vos uns aos outros...disse Ele!....Estamos ainda a cumprir?

Feliz Natal para todos!

Arlete Piedade

(Ver o Poema Mãe Negra e apresentação P.Point-pps)

Veja  vídeo de Arlete Piedade em 2007 na II EPAC (II Encontro de Poetas Abralianos e Convidados) realizado em  Almeirim - Portugal.