Pagª 25 - EDIÇAO NºLI , III NUMERO  DE DEZEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

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Cartas ao Director

Depois de alguns amigos e leitores nos terem escrito com o intuito de colaborarem financeiramente (também financeiramente nuns casos e só financeiramente noutros) lançamos nos últimos números as bases (que recordamos abaixo) para que sejam feitos donativos.

Este jornal pode gabar-se de não ter até agora consumido um cêntimo (descontando o trabalho de cada um e as despesas que já eram correntes com a Net, software e computadores e o pagamento dos domínios exclusivos).

Mas...talvez seja altura de se começar a pensar nisso:

Assim, e enquanto as coisas não ficam organizadas de outra forma dizemos àqueles que já nos contactaram neste sentido e àqueles que ainda não nos contactaram porque ninguém falou disso que estamos disponíveis para receber donativos (por enquanto donativos, mais tarde também publicidade paga) e que a pessoa que foi «nomeada» para fazer o lugar de tesoureira (enquanto a estrutura não estiver melhor organizada) é a Arlete Piedade em Portugal. O Marcelo Torca recebe as somas no Brasil.

Os números (nacionais e internacionais) das contas afectas a este efeito vão abaixo.

PORTUGAL E INTERNACIONAL GERAL

NIB 0033 0000 0007 6587 4180 5

IBAN PT50 0033 0000 0007 6587 4180 5

PARA O BRASIL (ESPECIFICAMENTE):

Caixa, www.caixa.gov.br

Agência: 0302
op.: 013
Conta: 7662- 0
Marcelo Morales Torcato.

 

Comentários de Colaboradores, leitores e amigos do Raizonline

De: Marcelo Torca

Saudações! O Natal realmente é um momento forte, inclusive é apelativo no sentido de haver mudanças de comportamento, tornando-se mais afável, mais amigável.

O escritor da Coluna Um, Daniel Teixeira tem razão ao dizer que o Natal deveria ser todos os dias, mas este ato, muitas vezes é um desafio a ser conquistado, hoje eu percebo que o Natal precisa, necessita ser todos os dias.

Na coluna da escritora Arlete Piedade onde fala sobre os migrantes e a saudade, também mostra que a internet pode ser um grande ponto de encontro através de textos e rádio, como a Ondas Musicais, onde pode-se matar a saudades, mas também conhecer um pouco mais e solidificar a cultura da língua portuguesa.

Um Bom Natal e Feliz Ano Novo!


DE: Sandra Fayad

Daniel, (coluna um)

O NOVO NATAL

Sandra Fayad

Quando as pessoas se dispunham a ficar horas lado a lado, independentemente as palavras, preparando a ceia, o Natal foi Festa de Confraternização. Foi a oportunidade para contar fantásticas histórias do Papai Noel às criancinhas.

Foi dia de ir à Igreja rezar um pouco, agradecer, pedir benções; dia de muita comilança, de reunir a família para encher a pança; época de suspiros de saudades dos que se foram para outra cidade, países, continentes ou para debaixo da terra.

O Natal de hoje é bem diferente de tudo isso. E «jogo rápido» porque há muito mais coisas para se fazer e a interrupção para confraternizar em família virou chatice. Praticidade é a ordem do dia. Compramos alguma coisa na padaria ou supermercado mais próximo e carregamos para uma das residências.

Cada ano a festa é numa casa, para não sobrecarregar sempre a mesma família na hora de recolher os ossos. Os que moram em quitinetes é que se dão bem: o fato de não disporem de espaço para receber a família é uma boa desculpa para se livrar do incômodo.

Por que corremos tanto? Para onde vamos? Criança já está careca de saber que Papai Noel é pura tapeação dos mais velhos, até mesmo porque nem existem mais chaminés para o velhinho descer. Para elas, Papai Noel é alguém vestido de velho que fica nos Shoppings, onde elas são obrigadas a enfrentar filas quilométricas para sentarem no seu colo e tirar uma foto, que vai ser descarregada no computador.

Quando crescerem um pouco mais, vão abrir o arquivo, dar boas risadas e deletá-lo. As melhores companheiras das crianças não são as ilusões? Por que as privamos delas?

Rezar na Igreja também passou a ser uma atividade inviável. Quando a turma consegue fazer todas as compras e preparativos para a noite de Natal já está exausta e a Igreja já fechou.

Afinal padre também tem direito de fazer suas comprinhas e descansar da maratona que é ir ao comércio nessa época do ano.O que fizemos da nossa fé? Somos todos deuses? Como quase tudo que compramos nos supermercados para comer na noite de Natal contém glúten, açúcar, estabilizante, conservante, acidulante, corante e um monte de outros «ante», aqueles que estão voltados para alimentação natural, são portadores de diabetes ou estão com excesso de peso, dispõem de muito pouca opção para comer.

Então o povo acaba «enchendo a pança» de refrigerante diet, no máximo um copinho de cerveja, especialmente se vai voltar para casa dirigindo o próprio carro.

Por que estamos destruindo o mundo? Os ausentes já não são mais problema. Depois das facilidades da telefonia e da informática, saudade mudou de definição. Agora não é mais «sentir a falta de alguém»; é «sentir falta do cheiro de alguém», porque todo o resto pode ser resolvido on-line.

Quanto aos que se foram para sempre, lamentavelmente o luto caiu de um ano para um dia ou, em alguns casos, poucos dias. A pressa e a quantidade de afazeres diários nos impedem de chorar suas ausências.

Estamos nos transformando em máquinas? O Natal mudou. Ficou prático demais, compacto demais ... para o meu gosto.

Mesmo assim...Há algo melhor do que um forte abraço?

Recebam o meu.

Tenham um Feliz Natal!


DE: Maria da Fonseca

Daniel Teixeira

Estimado amigo Daniel,

Gosto sempre da sua Coluna que leio com muito interesse. Mas hoje especialmente dedicada ao Natal, tocou-me de forma especial.A homenagem que presta aos que discretamente praticam o Natal ao longo do ano é deveras importante e fora do que o comum dos jornalistas escrevem.
Dou-lhe os meus Parabéns por tão belo artigo e gostaria de me associar a essa sua acção. Ao longo da minha vida tenho contactado muitos anjos bons que me têm valido em horas de preocupação, os quais recordo sempre com muita estima.

Desejando um Bom Natal envio as minha saudações amigas,

Maria


DE: se_gyn

Acabo de ver que minha foto do perfil já foi trocada.
Vi também o link em que foi publicado o artigo sobre os quadros do Magritte - agradeço mito muito o tratamento que deu a ele, em especial o link para os quadros, que ajuda o leitor a acompanhar o que digo - acertando ou me equivocando. Grato pela sua generosa atenção com este infante das letras, querida Arlete!
Bjs e boa noite!


De: Sandra Fayad

Parabéns ao escritor João Pereira Furtado, pelo seu livro «A árvore da fruta pão».
Vi as fotas e li tudo sobre o lançamento.
Merece aplausos e votos de muito sucesso.

 


Aquele Querido Mês de Agosto

Em Portugal, o mês de Agosto é marcado por uma série de festividades, com apresentações de grupos musicais tradicionais e outras actividades típicas.

Apenas com o desejo de fazer um filme sobre o assunto, o diretor parte com sua equipe em busca de um roteiro e atores dispostos a interpretar os personagens.

Enfrentando diversas dúvidas e a falta de dinheiro, é criada a história de um triângulo amoroso formado por um homem, sua filha e o primo da moça.

O filme «Aquele querido mês de Agosto», segunda longa-metragem do realizador Miguel Gomes, foi o candidato de Portugal a uma nomeação para o Oscar de melhor filme estrangeiro do ano passado.

Misto de documentário e ficção, «Aquele querido mês de Agosto» adopta o título de uma canção do cantor Dino Meira e foi rodado em aldeias de Arganil, Oliveira do Hospital, Góis e Tábua durante as festas de Verão e com atores não profissionais.

 

Aquele Querido Mês de Agosto

Sinopse

No coração de Portugal, serrano, o mês de Agosto multiplica os populares e as actividades. Regressam à terra, lançam foguetes, controlam fogos, cantam karaoke, atiram-se da ponte, caçam javalis, bebem cerveja, fazem filhos.

Se o realizador e a equipa do filme tivessem ido directamente ao assunto, resistindo aos bailaricos, reduzir-se-ia a sinopse: «Aquele Querido Mês de Agosto acompanha as relações sentimentais entre pai, filha e o primo desta, músicos numa banda de baile». Amor e música, portanto.

 

Bio-filmografia do realizador

Miguel Gomes, nasce em Lisboa em 1972. Estuda na Escola Superior de Teatro e Cinema e trabalha como crítico de cinema na imprensa portuguesa entre 1996 e 2000.

Realiza várias curtas metragens premiadas em festivais como Oberhausen, Belfort ou Vila do Conde e exibidas em Locarno, Roterdão, Buenos Aires ou Viena.

Realiza em 2004 a sua primeira longa metragem, A CARA QUE MERECES. Em 2008, estreia o seu último filme, AQUELE QUERIDO MES DE AGOSTO, na Quinzena dos Realizadores em Cannes, posteriormente exibido em mais de quarenta festivais internacionais onde recebe mais de uma dezena de prémios.

São efectuadas mostras integrais dos filmes do realizador na Viennale (Aústria) em 2008, no Bafici (Argentina) e no Centro de Artes e Imaxes da Corunha (Espanha) em 2009. Prepara actualmente um novo projecto de longa metragem, «Aurora».

AQUELE QUERIDO MES DE AGOSTO [2008] • CANTICO DAS CRIATURAS [2006] • A CARA QUE MERECES [2004] • PRE-EVOLUTION SOCCER’S ONE MINUTE AFTER A GOLDEN GOAL IN THE MASTER LEAGUE [2003] • KALKITOS [2002] • TRINTA E UM [2002] • INVENTARIO DE NATAL [2002] • ENTRETANTO [2002]

 

 

Doação de órgãos é um acto de solidariedade

Comissão Nacional da Pastoral da Saúde defende a sensibilização para a doação de órgãos, quer em vida ou após a morte, considerando que esta é uma «forma privilegiada de solidariedade».

Nas conclusões do XXII Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, que terminou esta quinta-feira em Fátima, com o tema «Transplante de órgãos, doação para a vida», sustenta-se «que se sensibilizem as populações para a doação de órgãos numa sociedade que se quer solidária».

A comissão preconiza mesmo a elaboração de material de informação que «dê notícia das muitas situações clínicas em que a transplantação de órgãos proporciona às pessoas que eram doentes quer a cura das suas limitações quer a qualidade de vida que sempre desejaram ter».

«Este material será depois posto à disposição das comunidades cristãs, que querem colaborar na difusão da ideia de que a doação de órgãos é uma expressão privilegiada da solidariedade», referem as conclusões.

O documento sugere também aos núcleos paroquiais da Pastoral da Saúde, «já presentes em muitas comunidades cristãs, que criem grupos de dadores de sangue e, simultaneamente, grupos que se proponham estudar as situações em que muitas pessoas se podem tornar dadores de sangue e dadores de órgãos em vida ou depois da morte».

Por outro lado, a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde considera ser necessário «valorizar o papel dos capelães e outros agentes de assistência espiritual e religiosa, nos hospitais e centros de transplante, em diálogo interdisciplinar com as equipas técnicas».

Neste aspecto, salienta que razões de natureza espiritual e religiosa «podem, por vezes, ajudar a vencer as dificuldades infundadas quer quanto à transplantação, quer quanto à doação de órgãos».

O documento final do encontro, que reúne desde segunda-feira 600 pessoas, congratula-se ainda com a colaboração entre a Pastoral da Saúde e a Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação nesta iniciativa, assim como da actividade que querem desenvolver «para criar em Portugal uma nova mentalidade, no campo da doação de órgãos, uma autêntica cultura de solidariedade».