pagina seguinte
 
poesia
 
cronicas
 
contos
 
cultura
 
educação
 
agenda cultural
 
humor
 
ambiente
 
solidariedade
 
assuntos europeus
 
ciência
 
tecnologia
 
colunas/empresa
 
biografias
 
 
 





Elder Law Resources

FREE Standard Shipping on $49+

 EDIÇAO Nº84 , 5º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010      EDIÇAO Nº84, 5º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010     EDIÇAO Nº84, 5º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010      EDIÇAO Nº84, 5º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010

COMENTARIOS GERAIS       COMENTARIOS TEXTO A TEXTO NO FINAL DE CADA ARTIGO.        COMENTE !        QUEREMOS OUVIR A SUA VOZ.         VEJA O NOSSO LIVRO DE VISITAS.

LINKS E SITES        Passe o rato para parar o scroll       OS NOSSOS FAVORITOS   JA TEMOS UMA RADIO   A RADIO RAIZONLINE   OS MELHORES BLOGS    SEJA LEITOR E OUVINTE RAIZONLINE

MANTENHA O NOSSO JORNAL SEMPRE  INDEPENDENTE - BLOG UM - BLOG DOIS - BLOG TRES - BLOG QUATRO - Siga o seu noticiário dia a dia. Agora lendo, em breve lendo e ouvindo!    

RÃ?DIO RAIZONLINEEmail Blog UmMotor de BuscaNewsletter Estante VirtualLivro de Visitas Anuncios Gratis Homepage Blog DoisColaboradores Blog Tres


FEEDS


Crónicas «Ver e Sentir»

Por Cristina Maia Caetano

(LV)

Um belo sol!
Um belo dia!
Quanta cor brilhava!
Quanto doce movimento havia!
Ah! Como o dia estava mesmo perfeito!

«Bem-Aventurado» caminhava confiante e graciosamente!
Como era dono do seu mundo!
E que bem, que isso lhe sabia!
Passito a passito, as suas patitas galgoreavam as pedras da calçada uma a uma, suave, suavemente...

Como o seu reflexo na sua ondulante sombra, transmitia segurança e protecção!
Como se sentia mimado e venturoso!
E, como se sentia deveras amado!

Passito a passito, nem a sua comprida linguita saída da boca avassalada ao tórrido calor, o perturbava!
Sabia, que água aparecer iria,
Sabia, que a sua querida doninha, tudo lhe providenciaria,

Sem de nada suspeitar, passito a passito, feliz e contente, caminhava e caminhava....
Nem quando em cima de um providencial tejadilho de um carro logo ali estacionado se encontrou, «Bem-Aventurado» se moveu...
Ele bem sabia, que a sua doninha, também a sua protecção certamente lhe providenciaria!

De soslaio, olhava perplexo para aquele enorme cão, que a tudo a um lobo se assemelhava. Como era portador de uns belos mas ameaçadores olhos azuis!
Porque estaria tão zangado com ele?
«Bem-Aventurado» não conseguia compreender!
Seria simples inveja de tão amado ser?
Ou seria apenas e, tão apenas, a tão aclamada «natureza», que do fervilhar do sangue do canzarrão, para todos os músculos do seu ser pulava e pulava?

Providencialmente, com o seu lindo cãozito em cima do forçado apoio, cuidadosa dona, rapidamente um relance de olhos deu. Mesmo ao lado, num outro carro, a quem o supremo calor, as janelas abertas tinha, um bondoso senhor, daí rapidamente saltou e, destemido aos apelos de ajuda prontamente acorreu.

Sob o olhar atónito do protegido cãozito e da sua doninha, como o boçal canzarrão ao generoso senhor se atirou!
Felizmente, mais uma vez, o bondoso senhor não esmoreceu!

De braço dorido, mas felizmente não ferido, uma brecha de desatenção do canzarrão, o complacente senhor bem aproveitou!
Com gestos rápidos e seguros, rapidamente «Bem-Aventurado» se viu sentado no banco do carro, mesmo ao lado deste generoso condutor, atento aos passos protectores que a sua doninha, continuava a manter na calçada, apressando o passo para melhor acompanhar o lentíssimo andamento do veiculo.

Doninha, bem percebia, que a sua imagem na retina do seu amado cãozito, atentamente se mantinha.
Finalmente, transferido a são e salvo para o carro da sua dona, como bem «Bem-Aventurado» se portou!

Como o doce cãozito nem um só latido proferiu!
Afinal, ele sabia que estava a ser salvo!
Ele, nos seus instintos confiou!
Ele, bem sabia, que naquele momento, o bondoso senhor, o seu anjinho da guarda era!

Ele também sabia e bem compreendia que o canzarrão, afinal não era mau! Era apenas e somente mais um produto de uma sociedade num fervilhar de constantes atropelos!

Lembrem-se pois, de pensarem carinhosamente no assunto, com a certeza que coincidências não existem, e que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...

 

COMENTE ESTE TEXTO