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Coluna de Manuel Fragata de Morais

 

«Batuque Mukongo».  - Novo Livro de Fragata de Morais

PAGINA CULTURAL DO JORNAL DE ANGOLA

O escritor Fragata de Morais procedeu na quinta-feira (05/12/11), em Maputo, Moçambique, ao lançamento da sua mais recente obra, intitulada «Batuque Mukongo».

Manuel Augusto Fragata de Morais, de nome completo, diplomata de carreira e no momento emprestado à política, traz a público, em «Batuque Mukongo», as suas memórias em forma de poesia.

Na obra, os leitores têm a oportunidade de conhecer vários episódios da vida do autor, desde a sua infância na província do Uíge, a sua terra natal. «Batuque Mukongo» tem o prefácio assinado por José Luís Mendonça, conhecida figura da literatura angolana.

A apresentação do livro, na capital moçambicana, foi feita pelo professor universitário Nataniel Ngomane. O acto decorreu na Associação dos Escritores Moçambicanos, com sede no Instituto Superior de Artes e Cultura, tendo registado a presença de várias entidades locais e estrangeiras, com destaque para o embaixador de Angola em Moçambique, Isaías Jaime Vilinga, e do ex-representante moçambicano em Luanda, que cessou iguais funções no ano passado, António Matonse.

Na ocasião, o autor do livro informou que os leitores angolanos vão tomar contacto com a obra ainda no decurso deste mês, numa cerimónia que está a ser preparada pela União dos Escritores Angolanos.

«Batuque Mukongo» junta-se a outros títulos da lavra de Fragata de Morais, de que se destacam obras como «A Seiva», «Como Iam as Velhas Saber Disso», «Inkuna Minha Terra», «Jindunguices», «Momentos de Ilusão», «A Sonhar se fez verdade», «Antologia Panorâmica de Textos Dramáticos», «A Prece dos Mal Amados», «Sumaúma», «Memórias da Ilha-Crónicas» e «O Fantástico na Prosa Angolana».

Autor de peças de teatro

Também dramaturgo, entre os poucos existentes em Angola, os seus primeiros escritos aparecem na década de 1960, em Paris, onde frequentou a Universidade Internacional de Teatro, na qual trabalhou com André Louis Perinetti e Victor Garcia.

Na Holanda, a convite do STAUT da Academia de Artes Dramáticas, escreveu, realizou e encenou os seus trabalhos pioneiros de teatro infantil, que levaram o nome genérico de «Gupia».

Os mesmos foram apresentados no Holland Festival e no Berlin Kinder Und Jugendtheater, em 1971. No seu próprio grupo teatral, «The Frist Company», realizou, encenou e actuou nas peças «The Indian Wants the Bronx» de Israel Horowitz, «Fando e Lis» de Arrabal, bem como «The Hole», «Agonies» e «Sketches», todos de sua autoria.

Os seus contos e poemas foram publicados em revistas e jornais holandeses, estando incluídos em duas antologias, uma de escritores angolanos e outra de escritores de língua portuguesa. Cronista do Jornal de Angola, membro da União dos Escritores Angolanos, desempenhou as funções de Vice-Ministro da Educação e Cultura.

http://jornaldeangola.sapo.ao/ 

 

Leia o prefácio e alguns poemas deste livro na seguinte página.