|
POESIA DE JOEL LIRA
Desassossegado…; Não esqueço o teu nome!; Coisinha sem Graça
nenhuma!
Desassossegado…
Tenho pena do chefe do coração
quando diz também p’ra ele está mau…
Com sorriso sério – cara de pau -
diz dos cortes impostos à nação…
Fiquei triste por saber, excelência,
Que p’ra si é doloroso; - O tanas!
Será que terá de nos pedir clemência,
nesta ingrata republica das bananas?
O povo quase descalço, está calado…
Por que não se muda a letra do fado,
que a ninguém serve já tal refrão?!
Mais sacrifícios deixam o povo irado!
Cá estou eu a ser desassossegado:
Há por aqui muito pobre já sem pão?!
Joellira
Soneto ( estad’alma)
22.01.2012
Não esqueço o teu nome!
Tenho amores, paixões, fartas ilusões,
Castigos proibidos de juventude
No baú da alma, recordações,
D’azafama da minha inquietude.
Continuo a crescer e sem parar,
Mantenho acesa a chama do amor,
Qu’ ilumina a senda do verbo amar
Dando ênfase a todo o meu fulgor!
Amei mil nomes, pessoas brilhantes,
Todas presentemente caminhantes,
Nesta estrada que o destino me deu.
Mas entre os amores vividos, perdidos,
Há alguns que jamais serão esquecidos:
Um desses lindos nomes é o teu!
Joellira
( Estados d’alma )
04-01.2012
Coisinha sem Graça nenhuma!
Por graça,
Encontrei na Rua da Graça o meu amigo Graço, primo da Dona
Graça,
Por sinal, mulher muito engraçada para uns e, para outros, sem
graça nenhuma…
Mas para mim tem graça a mais quando a vejo passar com as saias
em dia de vento malandro…
Ao cumprimentar o meu amigo Graço,
Obviamente que tinha de falar da Graça, sua prima…
Estávamos nós parados na rua da Graça enquanto víamos o
eléctrico a subir para a Graça,
Perguntara-lhe com graça:
- Olha lá ó Graço a tua prima Graça,
ainda continua a manter a sua «graça» fechadinha a sete chaves?
Ou já perdeu a «gracinha»?
Ele, sem graça nenhuma respondeu-me gracejando….
O que é que tu queres dizer com isso de: - «Perdeu a gracinha»?
Respondi-lhe: - ó Graço, não percas a graça, pois graça tu já
não tens nenhuma…. Tem lá calma contigo.
Continuei… A tua prima Graça não tinha namorado o graçola do
grazino do Garcez, o tal que gramava a tua prima Graça?
E?.... ( respondeu-me ele outra vez sem graça nenhuma ) que
queres dizer com isso de… perdeu a gracinha?
Respondi-lhe: Bom, deixa lá isso. Já vi que não achaste graça
nenhuma a esta graça da tua Prima Graça…
Fiquei a saber que ela já perdeu a «graça» e, sem pitada de
graça eu não a quero nem de graça!!!!
Fica com ela e guarda-a no alto da Graça, ó Graço!
Nisto, a Dona Graça que tinha saído do eléctrico que ia para a
GRACA, sorrateiramente, sentiu por baixo das pernas cheiinha de
graça um ventinho malandreco e disse-me sorrindo: Olha filho, se
estás a falar de mim bem podes ficar com a tua graça guardada a
sete chaves que de mim não levas nada daqui… Cuspindo para o
chão disse: E eu não te quero nem de graça!
Disse-lhe: - Bolas, Graça!!!! Mas que coisinha sem sal e sem
graça!!!
Vê se alteras no bilhete de identidade a tua graça, porque essa
de dizeres que a tua graça, chama-se Graça já chateia e, como já
perdeste a tua gracinha há muito, ficaste mesmo sem graça
nenhuma…
Xau!
Joellira
13.1.2012
|