site stats

Radio Raizonline   Banco de Poesia    Email    Portal   Motor de Busca  Newsletter   Livro de Visitas   Anuncios     Homepage    Feed

poesia
 
cronicas
 
contos
 
cultura
 
educação
 
agenda cultural
 
humor
 
ambiente
 
solidariedade
 
assuntos europeus
 
ciência
 
tecnologia
 
colunas/empresa
 
biografias
 
 
 
Free counters!



 POESIA DE ARLETE DERETTI

Canção da Chuva (Solo) e Duo: Arlete Brasil Deretti Fernandes & Hildebrando Menezes

 

 

Canção da chuva

Chuva benfazeja a escorrer pela vidraça,
Sacia a sede da terra, momento de magia.
Dança um tango na noite, pura fantasia,
Junto aos fantasmas que a sombra cria.
Pingos tamborilam no telhado, brincam e
Cantam com a voz do vento esta melodia.

 

O colchão, é suave repouso de meu corpo
Enquanto viajo no espaço, para além.
Fixo o olhar a uma restea de luz do poste
Que desce qual jorro de uma ravina
Que brota da entranha da terra e cresce,
E se espande a beirar matas e colinas.

 

Sem ferir-se a água fere a pedra dura
Num longo tempo, gota após gota,
O imenso rio se avoluma e murmura
O mistério que existe em cada ser.
Em cada seixo que rola para o mar,
Em cada vida e em cada criatura.

 

Duo: Arlete Brasil Deretti Fernandes & Hildebrando Menezes

 

Chuva benfazeja a escorrer pela vidraça,
Sacia a sede da terra, momento de magia
Alimenta o chão como o leite às crianças
é à força da natureza quando ela procria

 

Dança um tango na noite, pura fantasia
Emoldura quadros que a tudo encanta
Seu poder transformador logo contagia
São as lágrimas do céu que não se conta

 

Junto aos fantasmas que a sombra cria
Mistérios da alma que junto escorrem
Lava impurezas que o sol depois irradia
Quando não assola e a tudo descobrem

 

Pingos tamborilam no telhado, brincam e
Que calam e nos embalam sussurrando
Cantam com a voz do vento esta melodia
Dá um sono gostoso que vem bocejando

 

O colchão é suave repouso de meu corpo
Enquanto viajo no espaço, para além...
Fico calmo e em paz a tudo contemplo
Dissipa as dores de lembranças que vem


Fixo o olhar a uma réstia de luz do poste
Que desce qual jorro de uma ravina...
Então percebo o som nativo que persiste
Tão selvagem como o vôo da ave de rapina

 

Que brota da entranha da terra e cresce,
E se expande a beirar matas e colinas
Sentimentos transbordam e aparecem
Pelas frestas, tocas, bordas e encostas

 

Formam-se veias suaves que deságuam
Sem ferir-se a água fere a pedra dura
Num longo tempo, gota após gota,
O imenso rio se avoluma e murmura

 

Em cada vida e em cada criatura
O mistério que existe em cada ser
Parecem fragmentos a desvendar-se
Em cada seixo que rola para o mar...

 

Duo: Arlete Brasil Deretti Fernandes & Hildebrando Menezes

 

COMENTE

 

 

COMENTE