EDIÇAO NºLIII , II NUMERO  DE JANEIRO DE 2010 - COMENTARIOS

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Colunas de Francis Raposo Ferreira

A Cada Manhã

A cada manhã temos a chance
E a oportunidade de recomeçar!
Recomeçar os sonhos adiados,
Sonhos algures esquecidos
Sonhos que sonhámos realizar,
E que foram ficando adormecidos
Mas que são ideais preservados.
Poderemos esperar até quando…
Até que um toc-toc na porta
Deixe nossos corpos transpirando,
Transpirando plenos de ansiedade,
Ansiedade de ter como presente,
Presente, ali na nossa frente,
Esse teu corpo cansado, arfando,
Arfando de vontade de entrar,
E ir assim entrando, entrando,
Entrando e dando-nos à vontade.
Mas esperar até quando…
Esperar até a eternidade
Para fazer da tua a minha …
…Felicidade


Sou Louco

Não me enganem mais

Dizem que sou louco,
não seremos todos iguais,
talvez eu seja mais, um pouco,
«Mas não me enganem mais.»

Não me importo da minha loucura,
é ela que me dá as forças essenciais
para continuar a minha procura
e gritar: «Não me enganem mais»

Tenho visto tanta barbaridade
cometida por ilustres intelectuais
que mentem como se falassem verdade.

Tenho sentido dentro de mim
a vontade de gritar: «Não me enganem mais»
Sou louco. Sou Poeta e sou feliz assim.

 

 



A Minha arvore de Natal

Qualquer árvore natural
Se desenvolve pela raiz,
Na minha árvore de Natal
Foi isso mesmo que fiz.

Comecei por tempos antigos,
A recordar velhas amizades,
Foi bom visitar velhos amigos,
Cheguei a sentir saudades.

Amigos, nem todos são iguais,
Mas amizade é bem essencial
Só aqui tenho duzentos e tais,
Muitos só deste mundo virtual.

Esta árvore não aspira a nada,
A não ser desejar Feliz Natal,
Daí que numa simples Quadra
Me dirija a todo este pessoal.

«Um Santo e Feliz Natal»
A todos venho aqui desejar.
Espero que não levem a mal
Por só assim me expressar.

Nestes tempos de dificuldades,
Desejo-vos um ano de 2010,
Repleto de verdadeiras amizades
E tudo de bom para vocês.

Natal festeja o nascimento de Jesus,
Numa festa de cariz familiar,
Que a nossa amizade seja a luz
Que nunca deixaremos apagar.

Francis Raposo Ferreira



Sonho de Natal

 

Belinha não era bela só de nome, ela era, mesmo, uma miúda de quem toda a gente gostava, além de ser uma miúda bonita, ela era extremamente prestável, sempre pronta a ajudar quem precisasse, fosse na escola ou fosse na sua vida diária.
 

Acabada a escola, Belinha começou a trabalhar e rapidamente conquistou a simpatia de colegas e superiores hierárquicos, ela estava sempre pronta para fazer todas as tarefas que lhe pedissem, nunca olhando às horas e também nunca exigindo qualquer recompensa monetária para essa sua entrega.
 

Foi neste meio-termo que Belinha começou a namorar com aquele que era o dono do seu coração, ela só tinha olhos para o seu amor.
 

Os anos foram passando e a vida foi mudando, Belinha foi-se apercebendo que muitos dos seus sonhos começavam a cair como se fossem simples folhas de árvore, e ela ainda era uma jovem na força da vida, a sua saúde começava a dar-lhe muitas preocupações e aqueles, que sempre lhe tinham dado palmadinhas nas costas e aproveitado da sua disponibilidade, abandonavam-na agora, logo agora que ela mais precisava, chegando mesmo ao ponto de a tentarem machucar psicologicamente para que ela se fosse embora, mas também a sua vida familiar se tornava uma preocupação para ela, não que lhe causassem desgostos, ela é que sentia muitas dificuldades para conseguir manter o ritmo que sempre mantivera, ou pelo menos não o conseguia fazer sem um grande sofrimento físico.
 

(Continua)