EDIÇAO NºLIII
, II NUMERO DE JANEIRO DE 2010 -
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Brasil, honra tua história!
Por Patricia Neme
Brasil, honra tua história!
Meus pés deslizam
em passadas reverentes
pelo chão de Mariana,
de Ouro Preto, Tiradentes,
solo santo, chão mineiro.
Minas de história, soberana valentia,
vidas ceifadas pela fúria da opressão;
Inconfidência... grito de cidadania,
força da terra onde o Brasil se faz Nação.
Minas de igrejas, Padre-Nosso... Ave-Maria...
Minas de fé – remove montes na oração.
De porta aberta, em acolhida, noite e dia,
ao forasteiro, branco ou negro, sempre irmão.
Ruas barrocas ladeirando-se em cidade,
relembram sonho – Liberdade inda que tarde!,
ao sacro chão das verdes matas das Gerais.
Ao solo pátrio – por miséria avassalado,
volte, meu Deus, este país a ser tocado
pela paixão de inconfidentes ideais!
E meu olhares
se esparramam ternamente
na memória da história
e me prostro ante a grandeza
dos entalhes refinados
feitos pelo mutilado,
cujas mãos, não eram mãos.
Entalhe em pedra,
ou pintura nas paredes,
esculturas em madeira,
foi tecida a liberdade
sob a cor da santidade.
Tantos segredos
da conjuração mineira,
para sempre eternizada
no requinte dos detalhes,
livre de profanos ares...
E vou andando,
embrenhando-me na noite,
no silêncio enluarado,
com meus pés beijando o chão...
E peço ao Pai,
que a grandeza inconfidente,
que minh’alma contagia,
seja a voz de toda a gente
desta terra brasileira.
Para que, um dia,
mesmo que em fase tardia,
nós sejamos uma Pátria
livre de corrupção,
de injustiça e servidão.
Basta de fome,
não se aguenta essa miséria...
Que foi feito da saúde?
Falta escola, falta pão!
Votos perdidos,
só votamos em brandidos...
Nosso orgulho jaz por terra,
e a vergonha, mais profunda,
cobre a face da nação!
Minhas viagens pelo metrô de Sampa
Por
Valdeck Almeida de Jesus
Moro em Salvador e tenho irmãos em São Paulo. Todo final de
ano eu passo vinte dias na capital paulista, sem contar uma ou mais viagens que
faço para esta cidade. O metrô é meu amigo do peito. Circular por Sampa de
ônibus ou de carro tem sido uma dificuldade mesmo para nativos. Imagine para um
nordestino «cabra da peste» não acostumado com o trânsito!
Passeio de norte a sul, de leste a oeste, pego trem, metrô e ônibus... já viajei da capital da Bahia para São Paulo, de carro, por duas vezes, desde 1993, ano de minha primeira visita...
Mas, metrô, sem sombra de dúvida, é uma mão na roda, quebra o galho de todo
mundo.
A cidade dos paulistas é impensável sem o metrô... Lindo, ágil, barato e,
principalmente, seguro. Conheço o metrô de Nova York e o de Madri. Sem dúvida, o
de São Paulo é o mais limpo.
A última vez que utilizei a malha metroviária foi quando saí do Largo Treze até
a Zona Norte, pagando apenas uma tarifa. Peguei o mapa na internet e segui as
orientações.
Pelo horário e distância, se eu utilizasse outro meio de transporte não chegaria
a tempo ao lançamento do livro «Universo Paulistano», uma coletânea de contos do
qual eu faço parte.
Vida longa ao metrô, que o governo do estado invista sempre mais e mais, como
vem fazendo ao longo dos últimos anos, para que a população inteira possa
desfrutar da cidade, possa ir e vir do trabalho, do lazer, das compras, do
médico etc. com rapidez e eficiência...
Espero morar em São Paulo, no futuro. Vou escolher uma residência ao lado de uma
estação de metrô, para que eu possa ter acesso a qualquer ponto da cidade via
subterrânea.
E vou realizar este sonho, tenho certeza. Aí, não escreverei mais um conto, mas um livro sobre minha nova terra natal e gritarei a todos os paulistas: tenham orgulho de serem dessa cidade e cuidem bem do maior bem que a cidade possui: a malha metroviária, que se expande e cresce junto com São Paulo.
Vocês, paulistas e paulistanos, estão interligados, estão umbilicalmente interligados pelas vias arteriais do metrô...
Viva Sampa, vida o transporte do futuro, vida o metrô! Pra sempre!
Valdeck Almeida de Jesus