Pagª 44 - EDIÇAO Nº LII, I NUMERO DE
JANEIRO DE 2010 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
Causos e Causídicos
Por
Antônio Carlos Affonso dos Santos.
ACAS, o Caipira Urbano.
Quem é o doutor Madureira?. Ele é promotor de justiça em Matozinhos, interior de São Paulo e teve contato com um caso que, embora pareça inverossímil, é a mais pura expressão da verdade.
Não é que o réu, Sr. Leonídio de Tal, fora acusado de um crime!. O crime era um assassinato doloso. A vítima do Leonídio, Petronilho de Tal, morrera por obra de uma estocada de um espeto de churrasco no peito, que ostentava ainda muitos dias depois do evento, sangue de uma picanha mal passada, junto com as manchas outras, do sangue da vítima.
O Dr. Madureira acusava o réu, cujo advogado de defesa alegava legítima defesa da honra. Conforme a douta explicação do Dr. Madureira, professor emérito de direito Penal, a honra é pessoal e não se transfere. Segundo ele, o que o réu teve foi orgulho e amor ferido.
O Dr. José Pedreira, defensor do réu, passou a relatar o ocorrido sob sua ótica: meu constituinte, Leonídio de Tal, ficou muito surpreso quando ao voltar para casa, encontrou a esposa, da qual jamais suspeitara, completamente nua, com o vizinho, Sr. Petronilho, dentro do banheiro da casa.
O réu pôs a porta abaixo com fúria,
uma vez que nestas circunstâncias é muito difícil racionalizar... . O Dr.
Madureira foi obrigado a concordar com o Dr. José Pedreira, ainda que tomado de
surpresa. E continuou o Dr. José Pedreira ...e se não bastasse o Sr. Petronilho
estar traindo o réu, com a esposa do infeliz...
-Protesto, gritou o Madureira, no que o juiz Luiz Xavier disse:
- Protesto aceito!.
Pois bem, continuou o José Pedreira, ele estava traindo o réu com a esposa do mesmo e, ao ouvir os passos, meteu-se no banheiro da casa, onde a amante, após o coito estava tomando banho.
Com a chegada intempestiva do réu, a vítima sentiu uma vontade irresistível de defecar - vítima que foi de desinteria de origem nervosa - passando a castigar a porcelana da casa do réu, no mesmo instante e em que o réu flagrou a vítima na mais antiga posição de esforço ventral e intestinal.
O juiz teve que pedir ordem no recinto, para acalmar os presentes que riam a plenos pulmões. O próprio Madureira quase não agüentou a imagem poética profetizada pelo Dr. Pedreira, ao relatar a vítima surpreendida no banheiro, com o réu portando um espeto de churrasco, com dois ou três pedaços de picanha mal passadas, ainda respingando sangue, o qual misturou-se com o da vítima após ser devidamente espetado.
Conhecedor de todas as evidências, o júri popular terminou por absolver o réu por unanimidade. Após o veredicto, ouviu-se amiúde dos sete jurados que era uma coisa muito feia o fato da vítima ter castigado a porcelana na casa do réu, e o que ele fez no banheiro era muito mais grave do que fez na cama.
Veredicto anunciado, o Dr. Madureira aproximou-se do Dr. Pedreira, para ouvir seu comentário, não sem antes pronunciar-lhe aos ouvidos: Ex Lege.
O Dr. Pedreira externava seu inconformismo aos parentes da vítima. Fazia-o, talvez devido ao fato de que faria a exação o mais rápido possível, e o executado perdeu a causa, sendo ele o defensor. Afirmava que não haviam respeitado o princípio do contraditório. Não lhe foi dada a oportunidade de contudo o quanto foi dito ou provado contra seu cliente.
Ele queria procrastinar o julgamento, para poder preparar o processo preparatório, aplicando o princípio da concentração.
Achava que sua falha foi a de não exigir writ; para seu cliente, pois para ele sua tese de defesa era extremamente convincente. Hic Jacet Lepus, dizia ele.
O seu cliente fora encontrado todo cagado, nu e morto no banheiro do réu; parecia impossível o júri não absolver o réu, lamentou.
O Dr. Madureira, sarcasticamente, sorriu e foi embora, pois data
máxima vênia, esperava um fim bem mais limpo para o caso.
ACAS
Lembranças de Infância
Hoje estou bem com a vida
Voltei ao berço da infância
Sorvi do sal, à esperança
Dos ares, à suave bonança.
Fui rever bem de pertinho
Os atalhos do meu caminho
Um bando de passarinhos
No lago junto aos moinhos.
Veio á mente, á lembrança
Os meus sonhos de criança...
No tempo em que eu usava tranças
Trançadas de fé e esperança.
Lá está a árvore gigante
Com o seu sorriso primaveril?
Viçosa e deslumbrante
Que os anos não destruiu.
Os coqueiros frutuosos
A casa em que o ?baixinho? nasceu
Que continua um ?menino?
Vê-se que nunca cresceu?
A lagoa de águas claras
As salinas onde muito eu andei
Que mesmo estando em ruínas
Suas lágrimas são cristalinas...
Continuação de Kopenhagen, clima e C02 dúvidas e manipulações em torno do tema. Por: Se Gyn - Ver início.
Todavia, a repórter do Fantástico (rede Globo) afirma, em plena Antártida - arrogando um conhecimento do qual não se sabe de onde ela tirou, que o derretimento das calotas polares é resultado, sim, da ação humana sobre a terra. Quanta autoridade e confiança!
A tal corrente de pesquisadores (gente que tem formação e, uma vida dedicada à pesquisa na área), porém, tem uma outra tese a respeito. Dizem que a as variações de temperaturas na atmosfera terrestre estão intimamente vinculadas ao que ocorre na superfície do sol - à variação do surgimento de manchas e tempestades solares, da qual decorre uma dantesca emissão de partículas energéticas carregadas pelo espaço, corresponde uma variação da temperatura atmosférica e à variação do clima.
E, eles assinalam, com base nas informações tabuladas ao longo de anos: o sol entrou num período de calmaria em sua atividade, depois da década de 80.
Vejam bem que, conforme tal tese, a discussão em torno da variação da temperatura e do clima na terra depende de um outro fator, de natureza cósmica, e não há, nem haverá nada que possamos fazer, posto que a terra é refém eterna do sol, cumprindo um elíptico de gratidão e medo, ao seu redor.
Assim, de acordo com tais pesquisadores, no que toca ao clima, a ação humana é incapaz de promover qualquer alteração relevante, em especial quanto à variação de temperatura dos oceanos. E quanto aos eventos ocorridos no sol, só mesmo o Criador poderia intervir.
Sou um cara desconfiado - principalmente em assuntos, onde entram políticos, ONGs e, interesses escusos (caso das verbas destinadas à pesquisa científica). Por isso, andei visitando sites onde se encontram dados de gente responsável que rema contra a maré da opinião banal ou, bovina. E, fico com a opinião desses caras.
Por isso, estou descansado. Imagino que o mundo não vai acabar num período tão próximo ou, pelos motivos que anunciam. E vai dar tempo de tocar a vidinha e vier bons momentos, escrever uns textos, sonhar com a um publicação de um livro de hai-cais e, pegar uns netos no colo, antes que tudo vá para o beleléu - ou eu vá.
Embora desconfie de gente, eu não duvido da vida e, gosto de viver. Ou, como diria o outro: «ratos e urubus do ambientalismo, desgrudem do meu sapato, que eu quero passar e viver, em paz e confiante!»
E o combate ao aumento populacional descontrolado, o combate à fome, a preservação da natureza, das florestas, das ararinhas, das ariranhas, das aranhas, do modo de vida ancestral, o controle do aumento populacional etc?
Em termos, sou a favor. Mas, diante da minha visão realista da relação do homem com o meio natural e da satisfação das necessidades humanas, tenho lá meus reparos contra certos exageros, noves fora malandragens e arcaísmos. Mas, isso é assunto pra outra crônica.
Agora, me deem licença, pois vou continuar minha vida (compromissos profissionais incluídos) sem temer o fim do mundo, nem duvidar da capacidade do homem na resolução de seus problemas.
O que deseja essa gente e essas organizações tão voluntaristas? Como já escrevi por aqui, o que elas desejam e exercer poder e controle sobre novas vidas e escolhas, mediante um espécie de poder espúrio - nem que, para isso, tenham de sustentar teorias questionáveis, senão, risíveis.
A transformação é uma das leis ancestrais que governam o universo, desde o momento primordial. Não poderia ser diferente com o clima da Terra, esse diminuto grão de areia que flutua ao redor de uma pequena estrela, dentro da via Láctea.
Como é patético e cômico ver um pesquisador brasileiro - repetindo maquinalmente o que já disseram alhures, falando no suposto problema decorrente dos arrotos e peidos de vacas, que agora são classificadas como ancestrais e ameaçadoras emissoras de CO2 para a atmosfera terrestre!
Nos anos 70 do século passado, a tese ameaçadora era oposta à atual: diziam que a Terra ia congelar e, que a humanidade poderia desaparecer sob uma nova e terrível Era do Gelo. E, muita gente boa afiançava a tese furada, entre eles, o astrofísico Carl Sagan, o conhecido apresentador da série Cosmos. Pesquise por aí e, você vai achar material sobre isso.
Dias atrás, explodiu na Internet a notícia da subtração de uma série de e-mails
entre cientistas ligados à pesquisa ambiental, que tratavam da tabulação de
dados referentes à análise de eventos climáticos e que seriam usados na
conferência de Copenhague, cujo resultado não era lá, dos mais apocalípticos.
Pois, é - no mundo dos cientistas também tem isso de paixões, política,
deslealdades e, coisas do gênero...
Kopenhagen, só me lembra chocolate - por causa de uma famosa marca de chocolate
brasileiro. E o delicioso chocolate, me lembro, leva leite de mimosas vaquinhas,
que emitem - oh, não!, CO2.
Só fico mais tranquilo, porque eu e você, hipotético leitor, eventuais
consumidores de chocolate, oh, sim!, também emitimos.
Minha militância ecológica é tímida e diletante. Em todos os lugares que ja habitei ou habito, planto árvores (em especial, as frutíferas que convidam pássaros para o lugar) e procuro reservar um espaço onde possa contemplar uma fração de natureza. Sempre funciona: insetos, animaizinhos e, pássaros vão se achegando, gostando, ficando...
Sempre que tenho tempo, colho sementes das árvores que embelezam minha cidade e, faço mudas, num cantinho do quintal. Quando estão de bom tamanho, as espalho pela vizinhança e, por onde vou.
Muita gente já sabe desta prática e, aparece em casa, para levar mudas de árvores, para serem plantadas em Goiânia ou, pelo interior afora.
Sou filho de uma família que é, na origem, de agricultores. Havendo possibilidade, participo de causas coletivas em favor do meio ambiente - desde que não sejam causas cuja resolução impliquem no afastamento do homem de seu meio e local de subsistência.
E, acredito, sem demagogia, que um equilíbrio entre necessidades humanas e a causa ambiental é possível...
Na minha vida urbana, porém, não estou disposto a descartar os confortos que a cidade me oferece, embora procure reduzir os excessos.
Foi uma luta de muitas gerações para conseguirmos esse conforto - e, entendo que
o merecemos.
Alguém aí, abre mão da Internet? Atrás da Internet tem um universo inteiro de
fabricação e consumo...
E nosso dever ético procurar melhorar o mundo, de todas as formas - inclusive no campo ambiental, por uma questão ética. Mas, ao fazer isso, não podemos esquecer do fundamento ético nas ações...
Se-Gyn