Pagª 50 - EDIÇAO NºXXXVIII , II NUMERO  DE SETEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

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«Projetos de Leitura» estará
na 14ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro

 

«É uma grande inverdade o estigma de que o brasileiro não gosta de ler. O resultado dos projetos e a manifestação dos envolvidos me levam a crer que podemos fazer do Brasil um país de leitores.»

O «Projetos de Leitura», do escritor Laé de Souza, que tem como objetivo incentivar o hábito da leitura, participará da 14ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Riocentro, de 10 a 20 de setembro de 2009, no estande 20 localizado na Rua «O», próximo da Floresta dos Livros.

O público poderá adquirir uma ou mais obras de Laé de Souza pelo valor unitário de R$ 5,00, enquanto que professores e estudantes pagarão o valor unitário de R$ 4,50.

Estarão à disposição as obras Nos Bastidores do Cotidiano (edição regular e em braile), Acredite se Quiser!, Acontece..., Espiando o Mundo pela Fechadura e Coisas de Homem & Coisas de Mulher, crônicas curtas que retratam o cotidiano das pessoas comuns e as complexidades das relações humanas em linguagem coloquial e abordagem bem-humorada, além dos infantis «Quinho e o seu cãozinho – Um cãozinho especial», «Radar, o cãozinho» e «Quinho», com belas ilustrações e publicados pela Editora Ecoarte.

Além da comercialização dos livros a preços populares, haverá distribuição de material informativo sobre o «Projetos de Leitura» para educadores, secretários de cultura e de educação municipais e estaduais e para o público em geral.

Laé de Souza é autor de vários projetos de leitura focados nas escolas da rede pública, parques, praças, hospitais, transportes coletivos e outros, em execução há dez anos, apoiados pelas leis de incentivo à cultura, sempre com o intuito de formar leitores de todas as etnias, faixas etárias, credos e classes sociais.

Segundo o escritor, «É uma grande inverdade o estigma de que o brasileiro não gosta de ler. O resultado dos projetos e a manifestação dos envolvidos me levam a crer que podemos fazer do Brasil um país de leitores.»

Conheça os projetos no site
www.projetosdeleitura.com.br

 

Madre Teresa, 12 anos depois

 

Agnes Gonxha Bojaxhiu, a futura madre Teresa, nasceu no dia 26 de Agosto de 1910 em Skopje, Macedonia, numa família de origem albanesa. Agnes deixou a sua casa em setembro de 1928, entrando no convento de Loreto em Rathfarnam, (Dublim), Irlanda, onde foi acolhida como postulante no dia 12 de Outubro e recebeu o nome de Teresa, como a sua padroeira, Santa Teresa de Lisieux.

Foi enviada pela congregação do Loreto para a Índia e chegou a Calcutá no dia 6 de Janeiro de 1929. Tendo apenas chegado lá, entrou no noviciado de Loreto, em Darjeerling. Fez a profissão perpétua como irmã do Loreto no dia 24 de Maio de 1937, e daquele dia em diante foi chamada Madre Teresa.

No dia 10 de Setembro de 1946, no comboio que a conduzia de Calcutá para Darjeeling, Madre Tereza recebeu aquilo que ela chamou «chamamento no chamamento», que teria feito nascer a família dos Missionários da Caridade, Irmãs, Irmãos, Padres e Colaboradores.

Ao longo dos anos 50 e no inicio dos anos 60, Madre Teresa estendeu a obra das Missionárias da Caridade seja internamente dentro Calcutá, seja em toda a Índia. No dia 1 de Fevereiro de 1965, Paulo VI concedeu à Congregação o «Decretum Laudis», elevando-a a direito pontifício. A primeira casa de missão aberta fora de Calcutá foi em Cocorote, na Venezuela em 1965. Do final dos anos 60 até 1980, as Missionárias da Caridade cresceram seja em número de casas de missão abertas em todo o mundo, seja no número dos seus membros.

Em 1979, Madre Teresa recebeu o Prémio Nobel da Paz, como reconhecimento pelo seu trabalho.

No final dos anos 80 e durante os anos 90, não obstante os crescentes problemas de saúde, Madre Teresa continuou a viajar pelo mundo para a profissão das noviças, para abrir novas casas de missão e para servir os pobres e aqueles que tinham sido atingidos por diversas calamidades.

Às 9h30 da noite do dia 5 de Setembro de 1997, ela morreu na Casa Geral. No dia 13 de Setembro teve um funeral de Estado e o seu corpo foi conduzido num longo cortejo através as estradas de Calcutá. Chefes de Estado e de Governo, Rainhas e enviados especiais chegaram para representar os países de todo o mundo.

Foi beatificada por João Paulo II a 19 de Outubro de 2003, após o Papa polaco ter dispensado o período de espera de 5 anos para a abertura da Causa de Canonização.


 

 

 

 

 

 


Alargamento da rede pública de creches não resolve o problema da natalidade

  

Famílias Numerosas não concordam com Sócrates

O alargamento da rede pública de creches não resolve o problema de natalidade do país. Esta é a tese da Associação de Famílias Numerosas em reacção ao anúncio feito este fim-de-semana pelo Primeiro-ministro. Em período pré-eleitoral, José Sócrates promete a criação de uma rede pública de guarda de crianças para ajudar jovens casais com filhos.

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas lembra estudos que concluem que os apoios sociais directos, como o aumento do abono de família, são factor essencial na promoção da natalidade. Fernando Castro lamenta que a maioria socialista insista em medidas que, do seu ponto de vista, contrariam a vontade das famílias:

«O PS continua a ignorar a vontade dos portugueses. Nós encomendámos um estudo, que foi apresentado em Maio, e as creches surgiram como prioridades de terceira ordem. As de primeira ordem eram os pais poderem estar mais tempo com os filhos e isso faz-se através de um abono de família a sério ao nível dos restantes países europeus, mais apoio social directo, para que os pais possam ser pais».

O Estudo : Número de Filhos

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas divulgou a, 10 de Maio de 2009, o estudo «Número de Filhos» elaborado com a coordenação científica do Professor Doutor Eduardo Brito Henriques, do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa. O objectivo é identificar qual o número de filhos que as mulheres portuguesas gostariam de ter e quais os obstáculos sentidos para que tal não aconteça.

Algumas das conclusões deste estudo referem que:

O número desejado de filhos é francamente superior a 2.1 em todas as faixas etárias;
Mais de 50% das jovens entre os 18 e os 24 anos gostaria de ter 3 ou mais filhos;
Um quarto das mulheres até aos 30 anos gostaria de ter 4 ou mais filhos;
Em termos de conjugalidade, as pessoas que estão em união de facto parecem desejar ter menos filhos do que as casadas;
As maiores diferenças entre o nº desejado de filhos e os que pensam vir a ter estão nas mulheres entre os 25 anos e 34 anos;
Muito vincada a percepção de que os filhos são caros e que as pessoas não têm condições para suportar alimentação, vestuário e despesas escolares;
A seguir às questões financeiras, a possibilidade de ter um trabalho que permita continuar a acompanhar os filhos é a questão mais significativa, seguida das questões ligadas á Habitação;
As questões relacionadas com mais licenças de trabalho são percepcionadas pelas mulheres como de última ordem;
Nas várias áreas os apoios financeiros pela via das deduções em imposto são os preferidos Dedução das despesas essenciais dos filhos e dedução nos impostos à habitação;
Em termos de apoios escolares foi em média considerado mais importante o pagamento aos pais para colocação dos filhos na escola/creche à sua escolha;
Em termos gerais, é significativo que todas as medidas tenham colhido bons resultados, parecendo mostrar a diversidade de necessidades e de opções da população. Esta diversidade é transversal a todas as idades, escolhas partidárias e escalão de rendimento.

O estudo pode ser consultado em http://www.apfn.com.pt/Relatorio_APFN_Numero_de_filhos.pdf 

 

Pesquisadores portugueses fazem nova descoberta no combate à malária

Uma equipa de investigadores portugueses do Instituto Gulbenkian de Ciência descobriu que o uso de uma enzima produzida pelo corpo humano pode ajudar a combater a malária. Esta enzima, de acordo com entrevista publicada no jornal Público, anula a reacção do sistema imunitário que acaba por destruir células quando a malária ataca o corpo.

De acordo com os resultados da pesquisa agora divulgados, os tecidos do organismo podem anular a acção à reacção do sistema imunitário que destrói as células do figado quando tenta matar o plasmódio, o parasita da malária.

Nesta altura, a enzima M Oxigenase 1, produzida nos tecidos do organismo, quando são expostos a um stress oxidativo, fica com a capacidade de destruir os grupos de ferro muito tóxico libertados pela hemoglobina na corrente sanguínea, uma consequência da entrada da malária no corpo.

De acordo com o chefe da equipa de pesquisadores, Miguel Soares, copiando o efeito da enzima pode ser aumentada a protecção do organismo, reduzindo-se assim o número de vítimas desta doença, que provoca a morte a mais de um milhão pessoas por ano.