Pagª 2 - EDIÇAO NºXLV , I NUMERO  DE NOVEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

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COLUNA DE ABILIO LIMA

Abílio Lima é Engenheiro Agrário com larga experiência na sua área profissional e no campo da formação e desenvolvimento de projectos.

Tem como actividades principais a de Formador, de Consultor Técnico e a Prestação de Serviços e Apoio Técnico a Entidades do Sector Agrícola.

Para além da sua actividade profissional é Conferencista da Team Europa que é uma rede de conferencistas independentes da Comissão Europeia especialistas em temas específicos da União Europeia, existentes em diversos pontos do país e que estão disponíveis para intervir em conferências, seminários, debates, iniciativas nas escolas, acções de formação, ou para contribuir com artigos na imprensa e programas de rádio, nomeadamente a nível local.

Neste jornal Abílio Lima desenvolve a parte noticiosa e informativa dos eventos que têm lugar a nível comunitário relacionados directa ou indirectamente com Portugal ao mesmo tempo que presta os esclarecimentos que lhe forem solicitados sobre programas comunitários, formas de candidatura a programas comunitários e de uma forma geral tudo o que esteja relacionado com a União Europeia.

Ver curriculum resumido.

 

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Serviços financeiros: Comissão adopta propostas legislativas complementares para reforçar a supervisão financeira na UE

A Comissão Europeia adoptou a 26 de Outubro propostas legislativas complementares destinadas a reforçar ainda mais a supervisão financeira na Europa. Após a adopção, em 23 de Setembro último, de uma série de medidas legislativas para reforçar a fiscalização financeira na Europa, com a criação de um sistema europeu de supervisão financeira e de três novas autoridades europeias competentes na matéria, a Comissão propõe agora que sejam introduzidas alterações na legislação sobre serviços financeiros em vigor, de modo a que as novas autoridades possam funcionar eficazmente. As propostas apresentadas definem as competências destas autoridades, permitindo-lhes elaborar projectos de normas técnicas, solucionar litígios entre as autoridades nacionais de supervisão e facilitar a partilha de informações microprudenciais.  Desenvolvimento em IP/09/1582.

Estratégia de luta contra a sida na União Europeia e nos países vizinhos

A Comissão Europeia adoptou a 26 de Outubro a sua estratégia de luta contra a sida para o período 2009-2013 na União e nos seus países vizinhos. Embora já existam tratamentos eficazes contra a sida, não existe actualmente qualquer vacina. Entre 2001 e 2007, o número de vítimas da sida na União Europeia e nos seus países vizinhos passou de 1,5 para 2,2 milhões, das quais 730 000 residem na UE. Os 50 000 novos casos de seropositivos diagnosticados só na UE e países vizinhos no ano de 2007 demonstram que não se pode abrandar os esforços neste domínio. A nova estratégia da UE centra-se em três grandes áreas: prevenção e despistagem, grupos prioritários mais vulneráveis e regiões prioritárias, sendo acompanhada de um plano de acção que identifica as medidas concretas a adoptar, os grupos-alvo e os instrumentos a utilizar para avaliar os progressos registados. Desenvolvimento em IP/09/1583 e MEMO/09/479.

Nove em cada dez europeus querem acção urgente contra a pobreza

73% dos europeus consideram que a pobreza é um problema que se está a propagar nos respectivos países e 89% reclamam dos seus governos uma acção urgente para o combater. São estas as principais conclusões de um novo inquérito Eurobarómetro sobre as atitudes face à pobreza e à exclusão social, apresentado a 27 de Outubro pela Comissão Europeia.  Mais Desenvolvimento em IP/09/1585 e MEMO/09/480.

Relatório europeu sobre o desenvolvimento defende que importa «pensar primeiro nos mais vulneráveis»

O primeiro relatório europeu sobre o desenvolvimento foi divulgado por ocasião dos Dias Europeus do Desenvolvimento, que tiveram lugar em Estocolmo.  O relatório salienta as consequências desestabilizadoras do abrandamento económico mundial e formula recomendações sobre o caminho a seguir, apelando aos doadores para que cumpram os seus compromissos em matéria de ajuda ao desenvolvimento. Mais Desenvolvimento em IP/09/1589.

(Continua)

 

 


COLUNA DE TOM COELHO

Vida Associativa

Por Tom Coelho

(Ver Curriculum Resumido)

«Quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens.»
(Jean-Paul Sartre)

A vida associativa é um instrumento de exercício da sociabilidade. Por meio dela você conquista novos amigos, expande seus conhecimentos, exercita a liderança e atua como agente transformador da sociedade.

Passamos por mais uma crise. Falo sobre a crise econômica mundial cujo início ficou registrado com a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers em setembro de 2008.

Vários países entraram em recessão, situação na qual tecnicamente ocorre redução do nível de atividade por dois trimestres seguidos. Contudo, no último trimestre, muitas nações conseguiram reverter este quadro, anotando crescimento em suas economias.

O fato é que falar em crise está sempre na moda. O assunto é garantia de audiência, habitando os noticiários de jornais, revistas e programas televisivos.

Para alguns, é fato e não especulação, ilustrado por vendas em queda e desemprego em alta. Para outros, oportunidade ímpar e inesperada.

Em momentos como este o associativismo surge renovado como instrumento de apoio, mediação e promoção do desenvolvimento.

Um bom exemplo são os próprios sindicatos de trabalhadores, outrora vinculados à proteção de direitos e garantias, atualmente envolvidos com a manutenção do emprego sob um ponto de vista macroeconômico e social.

Para as empresas, as associações também evoluíram de meras defensoras de interesses corporativos para um ambiente de troca de experiências, debate de ideias e busca de soluções para problemas que se assemelham independentemente do porte e área de atuação das companhias.

As associações representam um fórum legítimo para a discussão de temas relacionados ao universo das relações empresariais.

Quando bem conduzidas, podem assumir uma postura de vanguarda e pioneirismo, reunindo especialistas de elevada qualificação para semear discussões e apontar caminhos para novas e instigantes questões.

A vida associativa é um instrumento de exercício da sociabilidade. Por meio dela você conquista novos amigos, expande seus conhecimentos, exercita a liderança e atua como agente transformador da sociedade.

Adicionalmente, aprende que por mais restrita que seja sua agenda, é sempre possível conciliar seu tempo com atividades que não geram ganhos financeiros, mas que plantam sementes para a posteridade.

No entanto, o bom proveito ocorre quando a atuação é efetiva, ou seja, não se limita à mera formalização da afiliação por meio de uma ficha de inscrição e a obtenção de uma carteirinha ou crachá. Integrar-se à gestão é, inclusive, praticar a cidadania.

Por isso, procure participar! Você poderá escolher associações industriais, como os Centro e Federações da Indústria; associações comerciais, como os CDLs; entidades de classe, como a AAPSA e a ABRH; organizações setoriais, como a Fundação Abrinq e o Instituto Ethos; organizações não governamentais, sindicatos diversos e outros.

Este é um bom caminho para enfrentar um mundo que seguramente ainda presenciará muitas e muitas crises, as quais serão superadas com maior desenvoltura por pessoas e companhias com visão cooperativista e associativa.

Tom Coelho

Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br.  Visite www.tomcoelho.com.br.