Pagª 20 - EDIÇAO NºXLV , I NUMERO  DE NOVEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

 

 

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 Arlete Piedade almoça com colaboradoras do Raizonline

Provando que se pode passar do virtual para o real, a nossa chefe de redacção deslocou-se a Lisboa no passado dia 18 de Outubro, domingo, e aproveitou a oportunidade para um encontro ao vivo, almoçando com as nossas queridas colaboradoras, as distintas poetisas Maria da Fonseca e Ilona Bastos.

Estas senhoras, que acabam de inscrever vários dos seus trabalhos na nossa Selecção de Textos, cuja lista estamos a  divulgar progressivamente, são mãe e filha e se uma alia a idade a uma vivacidade de espírito e agilidade mental e física invejável, a outra prova que a poesia está nas mais pequenas coisas do quotidiano, basta olhar e sentir a poesia na alma e deixá-la aflorar nas letras com que se escreve e transmite aos outros, os que têm o privilégio de ler e sobretudo emocionar-se.

Damos pois os parabéns a estas nossas queridas poetisas e amigas, pelo seu talento, amizade e simpatia com que receberam a nossa chefe de redacção, a também poetisa e escritora Arlete Piedade.

Redacção do Raizonline

 

CAVALGADA NOTURNA

Poema de Sá de Freitas

Talvez tu possas ver passar garboso,
(Em calma noite, cálida, enluarada),
Um cavaleiro à sós, pela envernada,
A dominar o seu corcel fogoso...

Talvez, ao som de um violão plangente,
Ouças alguém romântico cantando
Uma canção de amor ou declamando,
Um poema ou um verso simplesmente.

Não temas e nem fujas nessa hora,
Nem rezes pra que chegue logo a aurora,
E tudo passe, então, com a claridade.

Pois quem está ali fazendo flerte,
Sou eu que lá do Espaço vim pra ver-te,
Para curar a dor de uma saudade.

 

 

 

 

 

 


    
VER E SENTIR


                  
Cristina Maia Caetano
   (XXXIX)

Poderá, alguém, entender o amor sem o ter experimentado?

Poderá alguém nessas circunstâncias dizer que ele existe?

Que é fundamental para a vida?

Sem tal puro sentimento, creio firmemente que tal magnífica e inspirada linguagem difícil de entender, é! Da mesma forma, creio firmemente que no dia em o amor se experiencia, nada mais, o mesmo será!

Agora… Olhem bem para a vossa vida, para todos os seres que convosco partilham esta dádiva. E observem… Estudem e analisem!

Certamente que muitas são as coincidências com as interrogações referidas. Também certamente, muitas são as dúvidas, os receios e ansiedades de não se conseguir: amar e ser amado!

Acredito, inabalavelmente, que cada um de nós merece ter amor e merece amar-se. Merece conhecer-se profundamente, dar a si mesmo oportunidade de tal ternurento sentimento vir ao seu encontro, evadi-lo, transformá-lo e transmuta-lo para uma infinitamente vida mais aprazível!

E isto… tudo isto…

Única e simplesmente porque dentro de cada um de nós está a escolha; Única e simplesmente porque quem ama, amado é;
Única e simplesmente porque os limites humanos do indivíduo devem ser bem conhecidos por cada um de nós;
Única e simplesmente porque amar é alegria;
Única e simplesmente porque o amor é a própria energia da vida e jamais mal algum fará a alguém!

Reparem pois bem, muito bem: – depende de nós, única e exclusivamente de nós! Da nossa atitude, da nossa crença, da nossa vontade…

Assim sendo, muitas e muitas são as vezes que penso no «amor» como se do próprio milagre da vida se tratasse. Outras, penso que se trata de uma eficaz forma de Deus se manifestar com mais nitidez e rapidez na nossa vida.

Diversas, também, são as vezes que comparo o «amor», com uma experiência mística onde as palavras não cabem e muito menos definições racionais.

Mas sem dúvida, é o sentimento perfeito para apreender e compreender o som do silêncio e a profunda voz entre cada batida do coração!

Certa que o «amor» nem sempre respeita o raciocínio comum; certa que o «amor» não respeita definições pré-concebidas e muito menos segue critérios técnicos; certa que o «amor» pode e deve contactar, estimular e relembrar o lado místico da vida, lembrem-se pois, de pensarem carinhosamente no assunto e com a certeza que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos…