Pagª 21 - EDIÇAO NºXLV
, I NUMERO DE NOVEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
Pelo dia do Mestre
Um
dia basta?
Por Haroldo P. Barboza
Basicamente cada categoria tem seu dia no calendário cívico. Policiais, motoristas, médicos e professores (entre outros tantos) são lembrados pela sua importante participação na cadeia produtiva deste país. O «seu dia» deveria ser motivo de festa e alegria.
No entanto, serve para lembrar com tristeza os demais 364 dias do quanto são relegados e humilhados por normas que não reconhecem os valores que agregam à sociedade. No dia do Professor, cabe-nos uma breve meditação sobre as penúrias que nossa classe desfruta.
Prezados Mestres do Brasil!
Temos plena consciência de que esta laboriosa classe exerce preponderante papel
dentro de nossa sociedade. E esta, neste momento da história, encontra-se
perigosamente adoentada e sem um remédio imediato para recuperação de sua
dignidade esgarçada por sucessivas «normas» educacionais que a cada governo
reduz sua importância (e salário) enquanto aumenta a liberdade (falta de
respeito) dos alunos.
Atravessamos um período conturbado onde todas as áreas sociais (em todas as
esferas) encontram-se abandonadas pelas autoridades e trazendo enormes
transtornos a todos nós. Torna-se desnecessário ilustrar cada carência que
compromete nossa qualidade de vida cotidiana dentro de nosso imenso e maltratado
território. Certamente vocês se defrontam com várias delas ao longo do dia. É
angustiante, desgastante, intrigante e revoltante.
Especificamente aqui, temos consciência das dificuldades que vocês (meus
colegas) enfrentam (até mesmo na área privada) para desenvolver um trabalho
pleno para atender nossos herdeiros: falta de material (inclusive higiênico),
ambientes sem manutenção correta (quedas de quadros, cadeiras, janelas, reboco),
salários indignos (congelados, ao contrário das tarifas), desrespeito dos alunos
(protegidos por estranhos estatutos), diretrizes confusas e em muitas vezes,
falta de apoio gerencial superior.
Estamos perdendo o espaço de formadores de opinião para a boa formação do jovem
cidadão que troca suas palavras (assim como a dos líderes religiosos) pelo ruído
das armas que angustiam nossas famílias.
Situação desconfortável que vocês (principalmente mulheres ainda discriminadas
pelo sistema machista mundial) enfrentam com bravura por mais de 20 anos.
Coragem que nasce do amor que possuem pela digna profissão e pelo recebimento de
carinho por algumas doces crianças.
E ainda precisam aturar alguns pais distantes que só comparecem ao colégio
quando são chamados para explicar o mau comportamento dos filhos ocasionado por
uma orientação familiar deficiente. Ou para reclamar de uma unha quebrada do
filho que caiu da cadeira.
Temos a perfeita noção do quanto é difícil lutar para incutir algo de útil na
mente de nossos herdeiros, numa época em que eles são massacrados pela mídia que
invade nossos lares (tv e Internet) sem nenhum critério de respeito aos valores
morais, familiares e religiosos.
Até porque esta conduta não interessa aos vermes que se encastelaram no poder e
lucram com o caos moral que nos envolve e que nossa inércia não tem forças para
combater com a valentia necessária. Os (e as) chefes de família passam o dia
correndo atrás do sustento e deixam seus filhos sem apoio familiar, sendo
contaminados pelo cenário de sujeira, imoralidade e abandono que circundam as
soleiras de nossas casas.
Nós e outras categorias já esgotamos nossas paciências com este quadro que
oprime nossas famílias e que tende a se eternizar se não mudarmos nosso
comportamento aparentemente acomodado nestes últimos anos.
Não basta ficarmos indignados diante da mídia «amestrada» com as medidas
editadas freqüentemente e que basicamente beneficiam os poderosos grupos que
ditam as regras em nossa terra. Pela lucidez que temos a felicidade de possuir,
precisamos esclarecer com convicção aos que se relacionam conosco diariamente.
Precisamos nadar mesmo que em direção oposta das ondas maléficas.
Afinal de CONTAS, não somos nós que as pagamos? Então temos direito de definir
nossas necessidades e anseios. Algo que líderes governamentais jamais nos
permitiram realizar. Nossos atuais «representantes» públicos pisaram nas
procurações que lhes concedemos através do voto. Suas fotos freqüentam as
páginas policiais dos jornais.
Pelo fato de não fazermos parte de nenhum partido político nem de alguma
entidade relacionada a qualquer um deles (muitos não honram suas próprias
siglas), convidamos vocês para uma reflexão que nos possa fornecer uma luz
dentro da treva cívica que nos envolve.
Reúna seus pares e idealizem uma forma de combate que possa ser disseminada
entre seus alunos para salvar esta terra que será deles em breve.
Nas eleições municipais podemos iniciar a urgente faxina dentro da «casa do
povo» de cada município antes que a lama que brota dos palácios governamentais
penetre em nossos lares em grande escala. Em doses homeopáticas ela já pinga
através da falta de censura oficial e familiar que libera as telas de LCD sem
nenhum critério.
Precisamos engajar nesta empreitada os jovens que nos cercam, pois em síntese, é
para eles que ainda mantemos este país erguido (ainda que cambaleante). Quando
mudarmos de plano existencial, desejamos que eles se lembrem de nós com orgulho,
pelo legado positivo que deixaremos para eles.
Numa coisa estamos alinhados em pensamento: votar nos «mesmos» (e seus
herdeiros) que poluem o cenário político desde o início da década de 80
certamente não vai amenizar nossos problemas. Quanto mais resolvê-los!
Temos a total certeza que a classe dos Professores carrega na alma o orgulho de
ver SUA pátria crescendo e sabendo que sua atuação é a de maior peso nesta
batalha onde a poderosa arma que derruba a ignorância brota de seu espírito
valente: a palavra.
Haroldo P. Barboza – Matemática (infantil) / Informática (adultos) - Vila
Isabel/RJ
Autor do livro: Brinque e cresça feliz.
Nota 1: este texto foi enviado no início de março de 2008 a quase 20 entidades
relacionadas com os docentes do país. Nenhuma resposta (contra ou a favor) foi
devolvida. Silêncio total. Tudo está contaminado e anestesiado ou ainda existe
um fio de esperança? O tal túnel já desabou inteiramente? E a luz que existia
dentro dele ainda tremula no poço de vergonha que habitamos?
Nota 2: em linhas gerais, este «chamado» pode ser adaptado e enviado a outras
categorias profissionais que igualmente estão sendo menosprezadas e
desvalorizadas pelas políticas trabalhistas e sociais em voga em todas as
esferas. Pelo menos para testar se estão «satisfeitas» com o atual cenário ou
ainda possuem forças para lutar por sua dignidade, honrar sua tradição e passar
um belo exemplo aos seus herdeiros.
(Ver ao lado Ao Mestre com Carinho - Arlete Deretti Fernandes - Ver também Coluna de Arlete Piedade)
Grades protetoras
Ficção por Haroldo P. Barboza
Afonso, 6 anos, curioso, puxou a mão do pai e lhe perguntou:
- Paiê! Todos estes prédios de Esquesópolis (lugar onde o Povo esquece tudo com
facilidade) foram construídos no século XX?
- Sim, filhote. Em 2 meses vamos completar 98 anos da transferência da Capital
para cá! Antes, a capital era lá no Sudeste. A mudança foi para alguns elementos
ganharem dinheiro com a súbita valorização das terras do planalto central e para
os «legisladores» ficarem longe das pressões dos habitantes lúcidos que
combatiam a safadeza geral.
- Tem um bocado de coisa bonita por aqui, hein! Muito verde e pouca poluição. Se
bem que a vovó me disse que nos primeiros 10 anos não tinha semáforos nas
esquinas. Agora tem até favela em volta da capital.
- Estes pobres são herdeiros de uma geração de operários enganados que foram
trazidos para construir as suntuosas edificações e depois foram largados à sorte
e enxotados para as beiradas do perímetro central.
Os olhos espertos do garoto devoravam a paisagem com prazer. Os viadutos
entrelaçados o deixavam maravilhado. Por ser Domingo, seu pai chegou a parar o
carro em cima de um deles e colocou Afonso sentado no parapeito ainda não
aquecido pelo Sol das 9 horas.
- Paiê! Por que aqueles 2 prédios parecendo duas metades de laranja com duas
torres no meio estão cercados de grades? É para não entrar ladrões ali? Por que
as grades são novas?
- Há 4 anos, o Povo estava cansado das trambicagens que a maioria dos Defuntados e Sentadores realizavam em benefício próprio, em detrimento dos serviços básicos. Então, um deles (distraidamente) enviou um projeto à Câmara, propondo que todo sujeito que fosse eleito, no dia da posse, receberia uma pulseira eletrônica contendo seu CPF e o código de sua conta bancária, bem como o valor máximo a ser depositado nela mensalmente, isto é, seu salário. Valores acima deste, só com alvará da Justiça. Com isto, ele pretendia provar que a partir daquela legislatura, os representantes do Povo deixariam de receber propinas por votarem leis em benefício de grandes grupos danosos à sociedade.
- Esta lei foi aceita, paiê?
- Acredite se quiser: foi! Creio que estavam bêbados no dia da votação dela, em
função da seleção nacional ter vencido o campeonato mundial de «tiro ao pobre».
- E se o Palerma elementar tivesse contas espalhadas por outros bancos?
- Esta pulseira estava conectada a todos os bancos via GPS. Pelo número de
inscrição no Mistério da Fazendinha, cada vez que o incauto abria uma conta, ela
era automaticamente cadastrada na memória da pulseira com bateria iônica que
dura 8 anos.
- E se o pilantra perder a pulseira?
- Ela é chumbada no pulso do elemento. Só sai com maçarico a laser, que só
existe na Suécia. A operação demora 45 minutos. Quando ele é usado, uma câmera
de TV é acionada e todo o País assiste o evento. Se ele perder o braço num
acidente, chumbam outra em outro membro. E até no pescoço, se precisar. Se o
«parasita» conseguir retira-la sem a senha adequada, soa alarme na Fazendinha e
ele passa a ser procurado como fugitivo da Lei.
- Parece que esta pulseira é esperta mesmo, paiê! E se entrar um valor alto na
conta bancária do elemento dono da mesma?
- Soa um alarme na delegacia mais próxima e uma viatura recolhe o incauto numa
cela para que ele aguarde o julgamento sumário feito por um júri popular, que
efetua uma breve mas honesta investigação sobre o valor depositado. Sendo de
origem suspeita, o agraciado tem este valor descontado em prol do S.A.C.E. e o
culpado fica preso por 2 anos.
- O que é S.A.C.E.?
- Sociedade de Apoio Cultural ao Eleitor. O mais temido órgão por parte destes
que não sabem honrar o mandato que o Povo lhes concedeu.
- Desde que este esquema foi implantado muitas pessoas foram presas?
- Você nem imagina! As delegacias ficaram saturadas, sem espaço para abrigar
novos detentos. Por isto gradearam este complexo arquitetônico que você está
vendo. Não foi para evitar a entrada de ladrões, mas sim, a saída! Já ficam
presos aí mesmo!
A NOIVA DE PRETO - Conto por João Furtado - Continuação - (Ver inicio)
-«O Avião» em uma discoteca que fica perto do Aeroporto de Lisboa, um casco de
avião. Compraram e transformaram em uma discoteca…
-Sim…
-Ele esteve lá a se divertir e a rusga o pegou. Sabe, ele ainda não tem
documento e com isto de União Europeia há mais rigor. Ele até teve muita sorte,
foi aconselhado a deixar o Pais. O pior é quanto prendem e levam escoltado até
dentro do avião.
-Hum…
- Não diga a ninguém que ele vai ser repatriado.
- Esta bem! Oh, é verdade… Manda-me um vestido para o casamento.
-Esta bem, mando…
-Uma coisa simples, tá?
A rotina do Armando não havia se desviado nem um milímetro da previamente traçada há muitos anos. Continuava a sair cedo e a regressar tarde, quando regressasse. Continuava a gastar do que havia ganho na Europa com amigos, principalmente de sexo feminino. Não teve tempo nem para tratar dos «papeis» necessários para o casamento, foi um primo quem teve de fazer este trabalho. Ele tinha afazeres mais importantes para executar, a sua rotina habitual.
Se tivesse parado e reparado na Lolita, teria notado que ela estava cada vez mais triste, mas também, cada vez mais determinada à executar um plano que ninguém conhecia. Mas para Armando Soares outros valores mais importantes se sobreponham.
O Sábado estava muito próximo, era no dia seguinte e ainda ele não tinha se lembrado que não tinha escolhido nem madrinha, nem padrinho, foi o primo que o lembrou. Encontraram-se nos Orgãos, ele vinha da cidade da Praia com o «Patrol» cheio de meninas e o Primo que tinha ido visitar o José de Mato-Raia foi com este beber uma cerveja.
Foi precisamente no Mercado dos Orgãos. Enquanto comiam carne de porco frito e
bebiam cervejas e grogue o primo do Armando disse para este:
-Armando você não nos diz quem vai ser tua madrinha e teu padrinho?
-Ó pá! Sabes que não me lembrei nem da madrinha, nem do Padrinho?
-O casamento é amanha!
- Amanha?
-Ora, ora, o noivo não sabe se casa amanha, isto é mau!
-Esta bem, deixa ver!
O Armando meteu a mão esquerda no bolso e tirou o telemóvel e ia ligar, mas
notou que esta sem rede:
-Não tenho rede… posso ligar?
Perguntou para a moça que estava a servi-los se podia usar o telefone que estava
sobre o balcão. Era um telefone com um contador.
-Sim podes, mas se afastares alguns passos nessa direcção consegues ter rede.
O Armando seguiu o conselho providencial da moça e deu alguns passos para o lado
sul e conseguiu ligar:
-Alo Margô
-Oi Armando, tudo bem?
- Amanha estarás de trabalho?
-Não, estarei de folga, folga total, protegida pela Aviação Civil. - Concluiu
rindo.
-Então vais ser madrinha, vais ser minha madrinha!
-Eu? Tua madrinha? Não estás a delirar?
-Prepara-te, amanha as 15 Horas na Igreja dos Picos!
-Tenho opção de dizer não?
-Não, a única opção é sim e está tomada! Boa noite e sonhos felizes.
-Para ti também!
Desligou e tornou a ligar, alguém atendeu.
-Olá boa noite!
-Boa noite, preciso de ti!
-Então diga!
-Podes me servir de padrinho?
-Já sou teu padrinho, Armando!
-Vou me casar amanha e não procurei padrinho!
-Procura, estas a tempo, mas eu não, para bem de todos, nem devo estar presente!
Eu não existo! Evita ligar para mim… e se ligares…limpa o meu numero e troca o
teu. Já sabes como me fazer chegar as mãos, o teu novo número. Isto não é
brincadeira, como é o teu casamento…
-Esta bem, vou seguir as instruções, como sempre!
-Acho bem!
O Armando desligou a telemóvel, esta não, desta não esperava, ser repreendido
naquele momento, não. Abrir o telemóvel, tirou o chip e deitou fora. Voltou para
onde estavam os amigos a divertirem e disse para o primo:
-O padrinho vai ser tu! Vais ser meu padrinho, Zeverino.
A Lolita continuava a preparar-se sozinha. O casamento era amanha, Sábado, a tradição pedia que ela fosse sentar e ouvisse conselhos, mas ela disse que não podia. Que estava a se sentir mal e que precisava ficar sozinha. As mulheres acharam que ela estava grávida, ela não sabia se estava ou se não estava, mas para poder ficar sozinha, deu a entender que elas estavam certas. Deixaram-na ir «descansar».
Enquanto as famílias, os parentes mais próximos e os amigos se divertiam, comendo e bebendo, cantando e dançando, o noivo estava algures num hotel rodeado de meninas da Praia e ela a Lolita dava últimos retoques no vestido de noiva. A Lolita, que sabia coser, fez o seu próprio vestido e não mostrou a ninguém, nem mesmo a sua prima e grande amiga, Sofia!
Terminou. Deu os últimos retoques no vestido. Disse para consigo «serei forte, amanha, irei fazer tudo como planeie e ninguém irá conseguir me convencer». Cansada de ser forte chorou, chorou e chorou sobre o vestido adormeceu soluçando de tristeza e mágoa e de um destino que nunca sonhou para ela.
Na igreja o noivo, o Armando Soares, e todos estavam a espera da chegada da noiva. Tudo indicava que a festa ia ser rija, pela pompa e circunstancia que um acto tão nobre como aquele merecia.
Ouviram o carro chegar e parar à porta da Igreja, todos voltaram para ver a noiva no seu cortejo triunfal e viram…
A Lolita entrou nos braços do Francisco, que fez a questão de ir com metade da cara limpa e outra metade cheio de barbas que fazia lembrar o Fidel Castro, toda de negro até o véu. Mais parecia uma viúva que uma noiva. Foi como se um balde de água fria caísse sobre a cabeça daquela gente.
Para desanuviar um pouco o ambiente, o Padre durante a homilia diria que há
muitos e muitos anos, em Portugal, em geral e na sua terra, Trás-os-Montes, em
particular, os noivos vestiam-se de preto. O preto agoirava felicidade….
João Furtado
Praia, 16 de Julho de 2009
Ao Mestre com Carinho
Arlete
Deretti Fernandes
«Todo aquele que passa por nossa vida, não vai só,
Deixa um pouco de si e leva um pouco de nós».
No dia «15 de outubro» é a data em que comemoramos em nosso país o Dia do
Professor. Neste dia, em 1827 , Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um Decreto
Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil.
Foi somente em 1947, 120 anos após, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor. Iniciou-se a lembrança desta data em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como «Caetaninho».
O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça - inclusive dos pais. O discurso do professor Becker, além de ratificar a idéia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase «Professor é profissão. Educador é missão».
Até os dias de hoje, milhares de professores fazem seu trabalho com amor, com paixão, com muita dedicação. A empatia, a simpatia, a amizade surgida entre mestres e alunos é uma energia que alimenta nossos ideais de amor pela humanidade.
Ensinar, transmitir a outra criatura o conhecimento, dar-lhe orientação, é colaborar com o próprio Criador. Todas as pessoas consideradas de alta cultura e que atuam em cargos e profissões relevantes para uma Nação, como por exemplo, juízes em tribunais, médicos, senadores, governadores de Estado e até Presidentes da República, passaram por professores que os ensinaram desde as primeiras letras.
E difícil é compreendermos o porque da falta de valorização do magistério, em todos os níveis. Ao fazermos um estudo mais profundo, descobrimos como a História da Educação em nosso país teve e tem grandes mestres, mas por outro lado esteve e está atrelada a muitos outros interesses nada nobres.
Parabéns, professor!!!
Ver ao lado - acima - Pelo dia do Mestre - Um dia basta? - Por Haroldo P. Barboza - Ver também Coluna de Arlete Piedade
Tempo de menos
Poema
por Haroldo P. Barboza
4º. lugar – AMBEP 2009
O gasto perdura
O gesto padece
O gosto desfalece
A insistência é dura.
O mundo empobrece
A vida fica impura
A alma perde a ternura
A poesia entristece.
O clima tende a esquentar
O crime parece se banalizar
A heresia procura um fim.
O tempo manda envelhecer
O espírito almeja sobreviver
A verdade ordena: é assim!
Haroldo P. Barboza