Pagª 12 - EDIÇAO NºXLVIII
, IV NUMERO DE NOVEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
Explorar a energia no mar a partir do vento

EDP quer instalar WindFloat
O oceano representa o recurso mais extenso do planeta, que pode ser aproveitado em termos energéticos não apenas quando as ondas rebentam na costa.
A exploração da energia eólica offshore, em alto mar, pode ser um importante contributo para o cumprimento das metas comunitárias de incorporação de fontes renováveis na produção e electricidade.
Segundo a Associação Europeia da Energia Eólica, o desenvolvimento de cerca de 5
por cento da área do Mar do Norte permitiria à energia eólica offshore abastecer
quase um quarto das necessidades eléctricas da União Europeia. No entanto, há
ainda vários obstáculos tecnológicos a ultrapassar.
No caso de Portugal, «existe um potencial eólico tecnicamente sustentável entre
2500 MW e 3500 MW», garante Ana Estanqueiro, investigadora do Instituto Nacional
de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI).
Mas este potencial depende da evolução tecnológica das fundações para profundidades entre 20 e 40 metros, devido à configuração da costa portuguesa. «O País não tem as melhores condições para a eólica offshore, porque a costa afunda abruptamente.
Os parques têm de estar a 10 ou 15 Km da costa para não serem visíveis, e têm de ser colocados a profundidades com o máximo de 40 metros», explica António Vidigal, CEO da EDP Inovação.
EDP quer instalar WindFloat
As empresas já estão de olho nesta oportunidade. Actualmente, a EDP Inovação está a desenvolver um projecto – o WindFloat – com a norte-americana Principle Power, que consiste na demonstração de uma tecnologia de exploração da eólica offshore na costa portuguesa.
O modelo que a EDP está a trabalhar não é de fundação no fundo do mar, ao
contrário do offshore «clássico». «A tecnologia desenvolvida baseia-se numa
solução flutuante, estimando-se uma futura capacidade de geração de energia
eléctrica de, aproximadamente, 5 MW por dispositivo», explica fonte oficial da
eléctrica ao AmbienteOnline. Os dispositivos flutuantes aguentam as maiores
tempestades e são menos invasivos, com menor impacto visual.
Alla Weinstein, da Principle Power Portugal, afirmou que o consórcio está ainda
a analisar qual será o melhor local da costa portuguesa para instalar as
infra-estruturas, sendo que as zonas oeste e sul se apresentam como mais
favoráveis.
«O principal problema agora é logístico», referiu a também presidente da Associação Europeia de Energia das Ondas, à margem da conferência «Powering the future – Marine energy opportunities», organizada pelo Centro de Energia das Ondas, em 5 de Novembro, no Centro Cultural de Belém. A responsável adiantou que espera ter as infra-estruturas instaladas em 2011, para iniciar a exploração.
Criação do Instituto da Energia Offshore
Para apoiar o desenvolvimento de infra-estruturas, competências e recursos nesta área, o Pólo de Competitividade e Tecnologia da Energia (PCTE), recentemente constituído, pretende criar o Instituto da Energia Offshore, que irá complementar a actividade do Centro de Energia das Ondas, já existente.
O objectivo é «assegurar a viabilidade dos serviços relacionados com o offshore
em Portugal», explicou Custódio Miguens, presidente do PCTE, na mesma
conferência.
O novo instituto apoiará a criação de laboratórios, zonas de teste,
equipamentos, e irá fazer a avaliação do «potencial industrial» da energia
eólica offshore no País.
Este é, refere Custódio Miguens, o «objectivo mais ambicioso» do PCTE. O pólo
foi fundado pela EDP, Efacec, Galp Energia, Martifer e MIT Portugal, e está
ainda em fase de organização, mas deverá começar a trabalhar no terreno em 2010.
As questões legais e financeiras que ainda limitam a aposta na eólica offshore
vão também estar na agenda de trabalhos do Instituto de Energia Offshore.
O desenvolvimento desta tecnologia exige condições económicas mais favoráveis, nomeadamente ao nível das «tarifas de retribuição destes sistemas, que noutros países são cerca de 70 por cento a 100 por cento superiores às praticadas para a energia produzida por parques eólicos em terra», explica Ana Estanqueiro.
Os parques eólicos offshore produzem mais 40 por cento de energia do que os onshore, mas, em contrapartida, os custos de construção de uma infra-estrutura destas no mar são 50 por cento mais elevados que em terra.
Coluna de Ricardo Dorés

Com formação acadêmica em Direito e especialização em Marketing, ocupou no mercado as posições de Diretor de Unidades de Negócios, Gerente de Unidade de Negócio, Gerente Nacional de Vendas, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, Gerente de Treinamento de Vendas, Supervisor de Vendas, em empresas multinacionais e nacionais de grande porte, tais como: 3M, Pfizer, Glaxo, IMB, Itaú Seguros, dentre outras. É, há 10 anos, consultor empresarial e palestrante.
Contato ricardo@salesresults.com.br
Ser Líder ou não ser
«Quem quiser ser líder deve ser primeiro servidor. Se você quiser liderar, deve servir». (Jesus Cristo)
Existem pessoas que tornam-se líderes com o tempo, por meio de treinamentos e vivência nas situações diárias que enfrentam e solucionam, outras, já nascem com instinto de liderança, que começa a fluir desde a infância, nas brincadeiras de rua ou nas turmas de colégio.
E preciso ter em mente que liderar não é gerenciar. Lideram-se pessoas e gerenciam-se coisas. Para ser um bom líder é preciso dar para receber, ouvir para ser ouvido, tratar a sua equipe como você gostaria de ser tratado, pois desta forma haverá harmonia no ambiente de trabalho, além de um melhor desempenho de seus colaboradores.
O verdadeiro líder é facilmente reconhecido pela forma como conduz sua equipe, exercendo influência pessoal, motivando-a a ser forte, fazendo-a trabalhar em um objetivo comum, de boa vontade e de bom grado.
Uma característica fundamental de um líder é saber equilibrar o uso do poder e da autoridade, lembrando sempre do lado humano e do bom relacionamento com sua equipe, identificando suas exigências físicas ou psicológicas. O líder não pode se considerar um ser superior perante os seus colaboradores, deve sim, integrar-se à sua equipe tornando-a una, sem divisão de poder.
Não deve fazer uso de seu posto ou cargo para liderar, pois será tido como um líder ditatorial, fazendo uso do poder que possui, causando temor às pessoas, por meio de ameaças e coação. Este líder não sobreviverá com o passar do tempo.
Sua equipe o obedecerá por temer a perda de emprego e não por estar feliz e motivada a fazer o que ele ordena, gerando uma insatisfação constante no ambiente de trabalho, o qual deve ser um ambiente seguro, onde as pessoas possam cometer erros sem o medo de receber advertências de forma grosseira. Para conseguir disciplina no ambiente de trabalho, deve existir orientação e treinamento, não punição.
Outrossim, o líder também não pode ser paternalista, ou seja, aquele que faz tudo sozinho, por ser muito afável e não se impor perante sua equipe, distribuindo uniformemente as atividades para atingir os objetivos da empresa, trabalhando junto com ela. Deve ser ponderado, manter um equilíbrio hierárquico e ser democrático.
Um líder deve conduzir sua equipe, com palavras e ações, inspirando segurança, por possuir uma visão mais abrangente, orientando-a para o caminho certo a ser seguido, que ele conhece bem e melhor, além de identificar as suas necessidades e satisfazê-las, por meio do diálogo, amizade e compreensão e ter uma consciência crítica bem desenvolvida.
Deve incentivar e dar condições para o desenvolvimento da equipe, planejando e organizando ações para ajudar a sua formação e, desta forma, remover as barreiras existentes, criando pontes para que possam servir aos clientes e atingir seus objetivos. É preciso agir para obter bons resultados.
O que o líder dá aos liderados, normalmente, é o que ele recebe em troca, mantendo, assim, sua equipe como sua aliada e, principalmente, trabalhando efetivamente como equipe, aumentando a auto-estima das pessoas, fazendo-as sentirem-se satisfeitas consigo. Não atua isoladamente, e não procura destacar-se, os resultados é que se destacam.
Conduz e estimula formando um time unido, que joga em conjunto, forma uma equipe
unida, usando o poder de persuasão e influência sobre as pessoas sem precisar
apelar para o uso do poder ditatorial e recebe mútua colaboração, onde todos
produzem o seu melhor.
Ricardo Dorés