Pagª 29 - EDIÇAO NºXLVIII , IV NUMERO  DE NOVEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

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Contos da Horta Comunitária 713 Norte, com 103 espécies de ervas medicinais e ornamentais e 19 espécies de animais silvestres livres, na área pública em frente ao Bloco B residencial da 713 Norte - Brasília.

Por Sandra Fayad

AMOR DISTANTE

Recebi o e-mail de uma moça do Rio de Janeiro que tem o mesmo nome da minha mãe. A mensagem dizia:
«Bom dia,
Faço parte de um grupo que se reúne uma vez por mês, para mentalização p/o Planeta. Gostaria de saber se posso utilizar o seu texto «Mãe - Terra».

Respondi que sim. Quis saber sobre o grupo, a proposta, o funcionamento, os resultados esperados, ao que ela respondeu:

«... Somos um pequeno grupo de 6 pessoas. Nos reunimos na casa de uma das componentes, em Vila Isabel, no RJ.

Eramos um grupo fazendo Yoga. Um dia eu disse para a professora que poderíamos aproveitar um dia de aula para fazermos uma mentalização em prol do Planeta. As pessoas gostaram da idéia e fizemos uma vez.

Algum tempo depois alguém cobrou a continuidade, e aí resolvemos fazer sempre no primeiro sábado de cada mês, sempre num mesmo horário. Estamos fazendo isto há 6 meses.

Nós nos sentimos muito bem, doando, humildemente, um pouquinho de amor. Cada mês o trabalho fica por conta de uma pessoa do grupo, porque não queremos líderes. Cada um dá um pouco de si. Fazemos uma meditação para nos acalmarmos e depois um tempo mentalizando e mandando luzes para a nossa Mãe-Terra.

Muito obrigada pela atenção.

Abraços Fraternos».

Na sequência, trocamos fotos e vários outros e-mails. Geni comprou o livro Animais que Plantam Gente e, ainda, enviou doação em dinheiro para compra de adubo e prateleiras de plástico.

Certo dia, eu disse às plantas e animais que habitam a Horta:

- Longe daqui, há um grupo de humanas que lhes enviam declarações de amor e presentes. Parabéns, meninas!

Eis aí uma nova atividade a favor do Planeta:


Cuidar da Mãe Terra
Vai além da lida com ela.
Se a sabes vítima de guerra
E podes ouvir sua querela
Mentaliza-lhe saúde e paz
Pelas frestas de tua janela.


http://www.sandrafayad.prosaeverso.net/



Poema de João Furtado

AMOR DE MAE



A imAgem de ti ficou, em,
Minha Mãe querida
O teu AmOr por mim
Repleto de caRinho e ternura!

DeitaDa eternamente, nesta campa, esta o teu corpo
EntrE os anjos vagueia o teu espírito, mãe!

Minhas lágriMas és delas dona, mãe
A paz e a Alegria antes vivida
Estou Esperando ainda, mas sinto, jamais terei!

 

 

 

 


O MEU PRIMEIRO LIVRO‏  Lançamento a 27 de Novembro

Por João Pereira Furtado

A Editora Temas Originais acaba de publicar o meu primeiro livro «A Arvore de Fruta-Pão e Outros Contos».

O lançamento foi feito na Cidade da Praia, no dia 27 de Novembro, pelas 18:30h, na Biblioteca Nacional .

Veja aqui fotos do evento.

http://www.temas-originais.pt/autores/joao_furtado.htm

Juntei poemas e prosas feitas
Os contos em mim foram inspirados
A brincar com as minhas adversidades,
O não ser poeta me ajudou um pouco!

Passei as minhas insónias para o papel
Escrevi sobre o que sou e o que devia ser
Revejo-me n «A Arvore de Fruta-Pão», meu sono perdido
E o meu sonho que acordado tive
Imaginei musas inspiradoras
Rosas perfumadas e borboletas voláteis
Armei armadilhas de amor e lágrimas chorei!

Caminhei sentado no computador
Ouvi vozes ecoando no meu deserto
Resplandeceu o sol nas noites minhas
Resguardado pelo amor virtual
Esmaguei penas jamais usadas e
Imaginei coisas que nunca escrevi
A sorte várias vezes minha inimiga foi!

Faltou-me arte e talento nunca foi de sobra
Umas vezes bloqueei meus pensamentos
Raras vezes escrevi sem erros, mas
Tive sempre a única certeza
A perseverança dá bons e belos frutos
Dito e pensado agarrei e continuei
O livro que vão ler, prova é de tudo!

A árvore da fruta pão

(Contos)

Sinopse: «João conta episódios vividos na sua infância (...) Próprio de quem tenha vivido a infância em ambiente de adulto. (...) falo das crianças filhas de cabo-verdianos, nas roças ou em ambientes próximos delas, nascem já a viver o ambiente dos adultos. Não têm tempo para viver como crianças.» Jorge O. S. Silva (do «A Modo de Prefácio»)

ISBN: 978-989-8261-46-5