Pagª 2 - EDIÇAO NºXLIV
, IV NUMERO DE OUTUBRO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
COLUNA DE ABILIO LIMA
Tem como actividades principais a de Formador, de Consultor Técnico e a
Prestação de Serviços e Apoio Técnico a Entidades do Sector Agrícola.
Para além da sua actividade profissional é Conferencista da Team Europa que
é uma rede de conferencistas independentes da Comissão Europeia
especialistas em temas específicos da União Europeia, existentes em diversos
pontos do país e que estão disponíveis para intervir em conferências,
seminários, debates, iniciativas nas escolas, acções de formação, ou para
contribuir com artigos na imprensa e programas de rádio, nomeadamente a
nível local.
Abílio
Lima é Engenheiro Agrário com larga experiência na sua área profissional e
no campo da formação e desenvolvimento de projectos.
Neste jornal Abílio Lima desenvolve a parte noticiosa e informativa dos
eventos que têm lugar a nível comunitário relacionados directa ou
indirectamente com Portugal ao mesmo tempo que presta os esclarecimentos
que lhe forem solicitados sobre programas comunitários, formas de
candidatura a programas comunitários e de uma forma geral tudo o que esteja
relacionado com a União Europeia.

Regras financeiras da UE: a sua opinião interessa-nos
No âmbito da segunda reavaliação das regras financeiras aplicáveis aos programas financiados pela UE, a Comissão Europeia lançou a 19 de Outubro uma consulta pública em que convida os beneficiários e gestores de fundos públicos a darem o seu parecer sobre a forma de aumentar a eficácia das regras em matéria de subvenções e de contratos. Esta consulta aberta oferece a possibilidade a todas as partes interessadas de comunicarem a sua experiência prática para que a Comissão possa melhorar o acesso às subvenções e simplificar a gestão dos processos financeiros. Estes aspectos são tanto mais importantes na medida em que a UE começa a preparar a introdução de uma nova geração de programas em 2014. Mais Desenvolvimento em IP/09/1542.
Rendimentos dos valores mobiliários: Comissão recomenda a simplificação dos procedimentos de concessão das reduções das retenções na fonte operadas nos rendimentos transnacionais
A Comissão adoptou uma recomendação em que descreve a forma como os Estados Membros poderão permitir aos investidores residentes na UE obterem mais facilmente uma redução da retenção na fonte operada nos rendimentos provenientes dos dividendos, juros e outros rendimentos de valores mobiliários gerados noutros Estados Membros. A Comissão propõe, além disso, medidas destinadas a eliminar os entraves fiscais relacionados com os investimentos em valores mobiliários das instituições financeiras e proteger as receitas fiscais dos riscos de erro ou de fraude. A recomendação destina-se a permitir aos Estados-Membros evitar que os procedimentos para atestar o direito a uma redução da retenção na fonte entravem o funcionamento do mercado único. Mais Informações em IP/09/1543 e MEMO/09/462
Preparação do Eurogrupo e do Conselho informal dos Ministros da Economia e Finanças, em 19 e 20 de Outubro
Os ministros deverão avaliar e dar seguimento ao resultado das reuniões anuais do FMI em Istambul, nomeadamente sobre a governação do FMI e a melhor forma de reforçar a representação da zona euro no Fundo e no G20. A Cimeira de Pittsburgh designou o G20 como o principal fórum para a cooperação económica internacional e aceitou lançar um novo processo de supervisão económica intitulado "Um quadro para um crescimento forte, sustentável e equilibrado". Os ministros da zona euro irão preparar um contributo sobre o crescimento equilibrado para o novo Quadro, que deve ser lançado na próxima reunião ministerial do G20, em 6 e 7 de Novembro, na Escócia. Desenvolvimento em MEMO/09/461.
Apesar da recessão, nove em cada dez europeus continuam a apoiar firmemente a ajuda ao desenvolvimento
Nas vésperas da quarta edição das Jornadas Europeias do Desenvolvimento, um Relatório Eurobarómetro Especial intitulado «A ajuda ao desenvolvimento em período de crise económica» revela que a actual crise económica não influenciou o apoio da opinião pública europeia à ajuda concedida ao desenvolvimento, que continua a ser elevado. Mais Info em IP/09/1540.
COLUNA DE TOM COELHO

Vida Associativa
Por Tom Coelho
«Quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que
o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável
por todos os homens.»
(Jean-Paul Sartre)
A vida associativa é um instrumento de exercício da sociabilidade. Por meio dela você conquista novos amigos, expande seus conhecimentos, exercita a liderança e atua como agente transformador da sociedade.
Passamos por mais uma crise. Falo sobre a crise econômica mundial cujo início ficou registrado com a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers em setembro de 2008.
Vários países entraram em recessão, situação na qual tecnicamente ocorre redução
do nível de atividade por dois trimestres seguidos. Contudo, no último
trimestre, muitas nações conseguiram reverter este quadro, anotando crescimento
em suas economias.
O fato é que falar em crise está sempre na moda. O assunto é garantia de
audiência, habitando os noticiários de jornais, revistas e programas
televisivos.
Para alguns, é fato e não especulação, ilustrado por vendas em
queda e desemprego em alta. Para outros, oportunidade ímpar e inesperada.
Em momentos como este o associativismo surge renovado como instrumento de apoio,
mediação e promoção do desenvolvimento.
Um bom exemplo são os próprios sindicatos de trabalhadores, outrora vinculados à
proteção de direitos e garantias, atualmente envolvidos com a manutenção do
emprego sob um ponto de vista macroeconômico e social.
Para as empresas, as associações também evoluíram de meras defensoras de
interesses corporativos para um ambiente de troca de experiências, debate de
ideias e busca de soluções para problemas que se assemelham independentemente do
porte e área de atuação das companhias.
As associações representam um fórum legítimo para a discussão de temas
relacionados ao universo das relações empresariais.
Quando bem conduzidas, podem assumir uma postura de vanguarda e pioneirismo,
reunindo especialistas de elevada qualificação para semear discussões e apontar
caminhos para novas e instigantes questões.
A vida associativa é um instrumento de exercício da sociabilidade. Por meio dela
você conquista novos amigos, expande seus conhecimentos, exercita a liderança e
atua como agente transformador da sociedade.
Adicionalmente, aprende que por mais restrita que seja sua agenda, é sempre
possível conciliar seu tempo com atividades que não geram ganhos financeiros,
mas que plantam sementes para a posteridade.
No entanto, o bom proveito ocorre quando a atuação é efetiva, ou seja, não se
limita à mera formalização da afiliação por meio de uma ficha de inscrição e a
obtenção de uma carteirinha ou crachá. Integrar-se à gestão é, inclusive,
praticar a cidadania.
Por isso, procure participar! Você poderá escolher associações industriais, como
os Centro e Federações da Indústria; associações comerciais, como os CDLs;
entidades de classe, como a AAPSA e a ABRH; organizações setoriais, como a
Fundação Abrinq e o Instituto Ethos; organizações não governamentais, sindicatos
diversos e outros.
Este é um bom caminho para enfrentar um mundo que seguramente ainda presenciará
muitas e muitas crises, as quais serão superadas com maior desenvoltura por
pessoas e companhias com visão cooperativista e associativa.
Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite www.tomcoelho.com.br.