Pagª 20 - EDIÇAO NºXLIV , IV NUMERO  DE OUTUBRO DE 2009 - COMENTARIOS Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

 

 

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 Riquezas mal distribuídas atrofiam a liberdade e impedem a generosidade

Alerta o Bispo de Aveiro na cerimónia que encerrou Semana Nacional de Educação Cristã

O olhar triste de tanta gente que connosco cruza nos caminhos da vida deve-se tantas vezes ao excesso de riquezas mal distribuídas que atrofiam a liberdade e impedem a generosidade.

Este foi, no momento que atravessamos, o alerta do Bispo de Aveiro e membro da Comissão Episcopal da Educação Cristã, D. António Francisco dos Santos, proferido na homilia da eucaristia conclusiva da semana nacional dedicada a este tema, celebrada na igreja matriz da Gafanha da Nazaré, neste Domingo.

Depois de sublinhar a importância que a Igreja Católica dá à família, à escola e à comunidade, «como elos essenciais da sociedade e servidores da educação das crianças, dos jovens e dos adultos», D. António afirmou que a «vida das nossas terras tem mais sentido e maior encanto com a presença e com o trabalho das escolas ao longo do ano lectivo e com a acção pastoral das comunidades».

Lembrou «quanto recebemos da família, da escola e da comunidade onde nascemos, crescemos e vivemos», sendo certo que elas «modelam o nosso ser e o nosso agir», preparando-nos para o futuro «como pessoas, como cidadãos e como crentes».

O Bispo de Aveiro, ao dirigir-se aos sacerdotes, recomendou que todos devem dar especial atenção à catequese em todas as idades, fazendo dela «uma actividade prioritária, suscitando e alimentando nas comunidades uma verdadeira paixão» pela transmissão da fé, nos diversos espaços catequéticos.

D. António Francisco considerou particularmente importante no ministério dos sacerdotes e na acção da Igreja «uma articulação e relação entre a comunidade, a escola e a família».

E acrescentou: «Este diálogo deve implicar um trabalho conjunto entre párocos, famílias, catequistas, professores de Educação Moral e Religiosa Católica e outros agentes educativos, a fim de se apoiarem na sua missão, de lhes proporcionarem um enquadramento comunitário e de procurarem uma maior harmonia entre as acções pastorais, desenvolvidas nas famílias, nas escolas e nas paróquias.»

O prelado aveirense ainda manifestou a esperança de que neste trabalho e nesta missão haja «abertura e co-responsabilidade em todos os que hoje vão ser eleitos para o serviço das autarquias locais».

E frisou que a educação, estando cada vez mais vinculada às autarquias locais «como serviço de proximidade», deve merecer, a quantos exercem este serviço, «uma progressiva atenção na certeza de que da qualidade do serviço educativo depende o bem das crianças e dos jovens e a construção do bem comum».

 

 

 

 

 

 


    
VER E SENTIR


                  
Cristina Maia Caetano
   (XXXVIII)

Incolor e sem cheiro!
Oh! Hipotética substância impalpável!
Oh! Material que todo o espaço enches!
Oh! Substância subtil dos corpos celestes, onde estás tu?
Onde pairas tu? E afinal… quem és tu na realidade?

Designado como espaço sideral com os seus campos eléctrico, magnético e gravítico, o éter é um líquido extremamente volátil e inflamável.

Outros, há que se refiram ao éter como sendo eterno, sem princípio nem fim. Imortal, pois! E nem o seu cheiro forte e picante, produzido pela acção do álcool e de um ácido interfere na sua temporalidade!

E aqui, e neste ponto… torna-se necessário entender que se por um lado, a natureza do éter é etérea, impalpável, pura, celeste e sublime constituindo o quinto elemento da natureza para além do ar, terra, água e fogo, por outro, existe também a substância utilizada na medicina, que entorpece os sentidos humanos, invertendo a ordem natural da natureza…

Tal como a própria vida, o homem continua e, continua a alterar químicos tão naturais, única e exclusivamente para servir os seus intuitos…

Nem se lembra,
Nem quer saber,
Que os físicos no séc. XVIII, insistiram na existência do éter como indispensável à propagação da luz. Já no séc. XX, verificou-se que a natureza da luz, constituída por grãos de luz ou fotões, não necessitava de um meio de propagação. Uma nova teoria sobre o éter, pois…

No acto da conversão em substância, é possível a insensibilidade resultante da aplicação do éter, e a intoxicação a um passo, um breve e singelo passo… onde o estado de alheação através de inalações de éter é por demais evidente… tal como se de uma displicência se tornasse, desfizesse ou simplesmente evaporar-se…
Mas certo, certo …
E que…
Nas narinas impregnadas deste cheiro,
Nas retinas desfocadas pelo desmaio,
O éter permanece também eterno,
Parecendo prolongar-se indefinidamente,
Misturando-se com a vida do espírito além da morte
Tal como um eterno Deus!

Lembrem-se pois, de pensarem carinhosamente no assunto e com a certeza que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...