Pagª 20 - EDIÇAO NºXLIV
, IV NUMERO DE OUTUBRO DE 2009 - COMENTARIOS
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Riquezas mal distribuídas atrofiam a liberdade e impedem a generosidade
Alerta o Bispo de Aveiro na cerimónia que encerrou Semana Nacional de Educação Cristã
O olhar triste de tanta gente que connosco cruza nos caminhos da vida deve-se tantas vezes ao excesso de riquezas mal distribuídas que atrofiam a liberdade e impedem a generosidade.
Este foi, no momento que atravessamos, o alerta do Bispo de Aveiro e membro da
Comissão Episcopal da Educação Cristã, D. António Francisco dos Santos,
proferido na homilia da eucaristia conclusiva da semana nacional dedicada a este
tema, celebrada na igreja matriz da Gafanha da Nazaré, neste Domingo.
Depois de sublinhar a importância que a Igreja Católica dá à família, à escola e
à comunidade, «como elos essenciais da sociedade e servidores da educação das
crianças, dos jovens e dos adultos», D. António afirmou que a «vida das nossas
terras tem mais sentido e maior encanto com a presença e com o trabalho das
escolas ao longo do ano lectivo e com a acção pastoral das comunidades».
Lembrou «quanto recebemos da família, da escola e da comunidade onde nascemos,
crescemos e vivemos», sendo certo que elas «modelam o nosso ser e o nosso agir»,
preparando-nos para o futuro «como pessoas, como cidadãos e como crentes».
O Bispo de Aveiro, ao dirigir-se aos sacerdotes, recomendou que todos devem dar
especial atenção à catequese em todas as idades, fazendo dela «uma actividade
prioritária, suscitando e alimentando nas comunidades uma verdadeira paixão»
pela transmissão da fé, nos diversos espaços catequéticos.
D. António Francisco considerou particularmente importante no ministério dos
sacerdotes e na acção da Igreja «uma articulação e relação entre a comunidade, a
escola e a família».
E acrescentou: «Este diálogo deve implicar um trabalho conjunto entre párocos,
famílias, catequistas, professores de Educação Moral e Religiosa Católica e
outros agentes educativos, a fim de se apoiarem na sua missão, de lhes
proporcionarem um enquadramento comunitário e de procurarem uma maior harmonia
entre as acções pastorais, desenvolvidas nas famílias, nas escolas e nas
paróquias.»
O prelado aveirense ainda manifestou a esperança de que neste trabalho e nesta
missão haja «abertura e co-responsabilidade em todos os que hoje vão ser eleitos
para o serviço das autarquias locais».
E frisou que a educação, estando cada vez mais vinculada às autarquias locais «como serviço de proximidade», deve merecer, a quantos exercem este serviço, «uma progressiva atenção na certeza de que da qualidade do serviço educativo depende o bem das crianças e dos jovens e a construção do bem comum».
Incolor e sem cheiro!
VER E SENTIR
Cristina Maia Caetano
(XXXVIII)
Oh! Hipotética substância impalpável!
Oh! Material que todo o espaço enches!
Oh! Substância subtil dos corpos celestes, onde estás tu?
Onde pairas tu? E afinal… quem és tu na realidade?
Designado como espaço sideral com os seus campos eléctrico, magnético e
gravítico, o éter é um líquido extremamente volátil e inflamável.
Outros, há que se refiram ao éter como sendo eterno, sem princípio nem
fim. Imortal, pois! E nem o seu cheiro forte e picante, produzido pela
acção do álcool e de um ácido interfere na sua temporalidade!
E aqui, e neste ponto… torna-se necessário entender que se por um lado,
a natureza do éter é etérea, impalpável, pura, celeste e sublime
constituindo o quinto elemento da natureza para além do ar, terra, água
e fogo, por outro, existe também a substância utilizada na medicina, que
entorpece os sentidos humanos, invertendo a ordem natural da natureza…
Tal como a própria vida, o homem continua e, continua a alterar químicos
tão naturais, única e exclusivamente para servir os seus intuitos…
Nem se lembra,
Nem quer saber,
Que os físicos no séc. XVIII, insistiram na existência do éter como
indispensável à propagação da luz. Já no séc. XX, verificou-se que a
natureza da luz, constituída por grãos de luz ou fotões, não necessitava
de um meio de propagação. Uma nova teoria sobre o éter, pois…
No acto da conversão em substância, é possível a insensibilidade
resultante da aplicação do éter, e a intoxicação a um passo, um breve e
singelo passo… onde o estado de alheação através de inalações de éter é
por demais evidente… tal como se de uma displicência se tornasse,
desfizesse ou simplesmente evaporar-se…
Mas certo, certo …
E que…
Nas narinas impregnadas deste cheiro,
Nas retinas desfocadas pelo desmaio,
O éter permanece também eterno,
Parecendo prolongar-se indefinidamente,
Misturando-se com a vida do espírito além da morte
Tal como um eterno Deus!
Lembrem-se pois, de pensarem carinhosamente no assunto e com a certeza
que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...