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Poesia de Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

 

(Ver curriculum resumido da autora)

 

 

Perdas; Feliz Aniversário!; Namoro de antanho 

 

Perdas

Bolhinhas de sabão, o vento está tão forte!
Vai levá-las prá longe, distante do além.
Bolhinhas de sabão, como eu não tenho sorte!
Vocês estão levando os meus sonhos também...

Se todas vão partindo em busca de aventura,
de novas coisas belas, mundos mais risonhos,
de que me vale tudo? Somente a desventura
já chora de tristeza ao me roubarem sonhos...

Bolhinhas de sabão, bolhinhas de sabão!..
Já não me escutam mais. Partiram na ilusão,
tal qual num dia, há tempos, eu também parti...

Mas, tudo era tão triste e eu pude regressar...
Bolhinhas de sabão!!! é tarde. Vão-se estourar,
evaporando os sonhos que jamais vivi!


Meus primeiros versos alexandrinos, aos dezesseis anos de idade.
Sílvia Mota.

 

Feliz Aniversário! 

és bela tão formosa, encanto cristalino,
Não és qualquer sentido ou ilusão fugaz;
Resguardas ao teu canto um tom alexandrino,
Flor lírica e sublime - um sonho só de Paz!

Ao elemento Terra abrigas teu destino,
Trafegas docemente e às Luas és fullgás;
Alcanças cada verbo, és culta, trato fino,
Luz plena multicor – um dom que não desfaz!

O amor em ti verdade é tom de realeza,
E ao léu, tal qual refrão, exclamo no Infinito -
Ninguém te oculta o Sol – és plena de beleza!

Crepito de alegria, transmuto-me em canário
E uníssona ao Universo aplaudo em canto escrito -
Zodíaco feliz – é teu aniversário!

 

Namoro de antanho

à janela da donzela, habitava tanto sonho,
pois antevia nas ruas, muito ardor e emoção!
Somente ela sabia, somente ela sentia, quão bisonho
e sedutor era o delírio escondido num canto do coração...

Rosto rúbio, bem formosa, baton vermelho na boca,
corpete justo à cintura, de rendas feitas a mão,
espreitava todo dia, vestido cobrindo a pernoca,
o moço do terno branco – a saudar - chapéu na mão!

Olhavam prá todo lado, certificando-se, então,
se o pai feroz, ciumento, não assistiria ao enlevo
de quem recebe do amado, tal qual numa aparição,
a rosa vermelha, prenúncio, de um pecado em relevo...

Promessa de se casar sanava qualquer pensamento,
mas, beijar, somente em sonho... e se soubessem sonhar!
De tudo - só permitido - de mãos dadas caminhar!

Ai! Só pura e pura emoção! Nem de longe o advento
do «Ficar», furor de boca, do agarrar, sentir tesão!
Fetiche era engrandecer, o sonho vivido ao portão!


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