Pagª 20 - EDIÇAO NºXLVII
, III NUMERO DE NOVEMBRO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
Arlete Piedade almoça com colaboradoras do Raizonline

Provando que se pode passar do virtual para o real, a nossa chefe de redacção deslocou-se a Lisboa no passado dia 18 de Outubro, domingo, e aproveitou a oportunidade para um encontro ao vivo, almoçando com as nossas queridas colaboradoras, as distintas poetisas Maria da Fonseca e Ilona Bastos.

Estas senhoras, que acabam de inscrever vários dos seus trabalhos na nossa
Selecção de Textos, cuja lista estamos a divulgar progressivamente, são
mãe e filha e se uma alia a idade a uma vivacidade de espírito e agilidade
mental e física invejável, a outra prova que a poesia está nas mais pequenas
coisas do quotidiano, basta olhar e sentir a poesia na alma e deixá-la aflorar
nas letras com que se escreve e transmite aos outros, os que têm o privilégio de
ler e sobretudo emocionar-se.
Damos pois os parabéns a estas nossas queridas poetisas e amigas, pelo seu
talento, amizade e simpatia com que receberam a nossa chefe de redacção, a
também poetisa e escritora Arlete Piedade.
Redacção do Raizonline
Poema de Sá de Freitas
Talvez tu possas ver passar garboso,
(Em calma noite, cálida, enluarada),
Um cavaleiro à sós, pela envernada,
A dominar o seu corcel fogoso...
Talvez, ao som de um violão plangente,
Ouças alguém romântico cantando
Uma canção de amor ou declamando,
Um poema ou um verso simplesmente.
Não temas e nem fujas nessa hora,
Nem rezes pra que chegue logo a aurora,
E tudo passe, então, com a claridade.
Pois quem está ali fazendo flerte,
Sou eu que lá do Espaço vim pra ver-te,
Para curar a dor de uma saudade.
Há quem diga, que todas as criaturas da natureza falam connosco,
transmitem conhecimentos e mensagens pretendem nos dar. São no entanto
poucos, muito poucos os indivíduos que nisso acreditam.
Em contrapartida, muitos são aqueles que acreditam que os animais podem
ser comparados a robots, apenas agindo por meio de instintos estúpidos.
Não querem saber, que simplesmente os animais podem reflectir o nosso
próprio nível de consciência e expectativa!
Não querem saber, que se o nosso nível de vibração for baixo, os animais
limitar-se-ão a estar connosco, desempenhando apenas as suas funções
ecológicas habituais. Assim, quando um qualquer céptico biólogo reduz o
comportamento animal a um instinto irracional, não repara na restrição
que ele próprio colocou ao animal!
Aspectos, esses, que no decurso da evolução, nós mesmos desenvolvemos
quando éramos esses mesmos animais. Aspectos, esses, que infelizmente
perdemos! Pois… é verdade… aqui é indispensável crer na reencarnação!
Ou, simplesmente e apenas sermos sensíveis para outras realidades menos
reveladoras…
E é, ainda, como se experimentássemos o modo como cada espécie vê o
mundo, aspecto, esse, importante na senda da consciência espiritual
total!
Por outro lado, também é certo, que existem algumas espécies que nem
sequer estamos perto de alcançar!
Por isso, ser tão importante preservar todas as formas de vida da Terra,
não só porque fazem parte de uma estável ecosfera, mas também, porque,
representam aspectos de nós próprios que ainda não recordámos!
VER E SENTIR
Cristina Maia Caetano
(XL)
Quando a vibração energética se altera em qualquer corpo e gestos
humanos, os actos dos animais que passam a contactar com esse ser,
tornam-se cada vez mais sincrónicos, misteriosos e até instrutivos. E
então… misteriosamente, é como se os animais passassem a representar
partes de nós próprios com que precisamos de contactar.
O que no entanto, é certo, é que se prosseguirmos no mesmo molde de
pensamentos, se pensarmos no modo como a vida progrediu, espécie a
espécie, poderemos de maneira mais simples, imaginar que a nossa
consciência passou por cada um dos animais à medida que este
representava o ponto final do desenvolvimento da vida e, em seguida,
pulava para o próximo.
Continuando a ponderar «nestes conhecimentos», é natural considerar-se,
que quando surge um determinado animal, em dado momento da vida de um
qualquer humano, pode, simplesmente significar que poderemos estar
prontos para integrar de novo a sua consciência nos conhecimentos que em
nós despertam.
Lembrem-se pois, de pensarem carinhosamente no assunto e com a certeza
que o melhor, é mesmo não fazerem-se julgamentos...