Pagª 12 - EDIÇAO NºXLIII
, III NUMERO DE OUTUBRO DE 2009 - COMENTARIOS
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Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
O encantamento vai tomando conta das pessoas quando o barco se aproxima da Estatua da Liberdade, este icone doado pelo governo frances ao governo dos Estados Unidos.

A Liberdade Iluminando o Mundo, mais conhecida como Estátua da Liberdade, está na entrada do porto de Nova York desde 28 de outubro de 1886, sendo reconhecida em todo o mundo como um símbolo dos Estados Unidos.
Comemora o centenário da assinatura da Declaração da Independência dos Estados Unidos e é um gesto de amizade da França para com os Estados Unidos. Projetada e construída pelo escultor alsaciano Frédéric Auguste Bartholdi (1834-1904), que supostamente usou sua mãe como modelo.
Para a construção da estrutura metálica interna da estátua, Bartholdi contou com a assistência do engenheiro francês Gustave Eiffel (mesmo projetista da Torre Eifel). Foi um presente dado por Napoleão III, como prémio aos Estados Unidos após uma batalha vencida contra a Inglaterra.
O historiador francês Edouard de Laboulaye foi quem primeiro propôs a idéia do presente, e o povo francês arrecadou os fundos para que, em 1875, a equipe do escultor Frédéric Auguste Bartholdi começasse a trabalhar na estátua colossal.

O projeto sofreu várias demoras porque naquela época não era politicamente conveniente que, na França imperial, se comemorassem as virtudes da ascendente república norte-americana. Não obstante, com a queda do Imperador Napoleão III, em 1871, revitalizou-se a idéia dum presente aos Estados Unidos. Em julho daquele ano, Bartholdi fez uma viagem aos Estados Unidos e encontrou o que ele julgava ser o local ideal para a futura estátua - uma ilhota na baía de Nova York, posteriormente chamada Ilha da Liberdade (batizada oficialmente como ilha Liberty em 1956).
Cheio de entusiasmo, Bartholdi levou avante seus planos para uma imponente estátua. Tornou-se patente que ele incorporara símbolos da Maçonaria em seu projeto - a tocha, o livro em sua mão esquerda, e o diadema de sete espigões em torno da cabeça, como também a tão evidente inspiração ligada à deusa Sophia, que compõem o monumento como um todo. Isto, talvez, não era uma grande surpresa, visto ele ser maçom.
Segundo os iluministas, por meio desta foi dado «sabedoria» nos ideais da Revolução Francesa. O presente monumental foi, portanto, uma lembrança do apoio intelectual dado pelos americanos aos franceses em sua revolução, em 1789.
Cromolitógrafo da Currier & Ives publicado um ano antes da estátua ser erguida. Manhattan e a Ponte do Brooklyn são vistas em segundo plano.
Funcionou como farol de 1886 a 1902, sendo o primeiro farol a ter utilizado energia elétrica. O ato de sabotagem dos alemães na Primeira Guerra Mundial, conhecido como a explosão Black Tom, causou um prejuízo de US$ 100.000, danificando a saia e a tocha. Desde então não é mais permitida a visitação da tocha.
Um primeiro modelo da estátua, em escala menor, foi construído em 1870. Esta primeira estátua está agora no Jardin du Luxembourg em Paris. A estátua sofreu uma grande reforma em comeração do seu centenário.
A estátua foi reinaugurada em 3 de julho de 1986, ao custo de 69,8 milhões de dólares. Foi feita uma limpeza geral na estátua e sua coroa, corroída pelo tempo, foi substituida. A coroa original está exposta no saguão. Na festa da restauração, foi feita a maior queima de fogos de artifício já vista nos Estados Unidos até então.
Depois do atentado terrorista contra o World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, que resultou no desabamento das torres gêmeas, a visitação a coroa foi proibida, por motivos de segurança.
Porém, em 4 de julho de 2009, a visitação a coroa foi reaberta, depois de 8 anos fechada ao público.A estátua mede 46,50 metros (92,99 m contando o pedestal). Apenas seu nariz mede 1,37 metro.
O conjunto pesa um total de 24.635 t, das quais 28 t são cobre, 113 t são aço, e 24.493 t de concreto no pedestal. Com as suas 24.635 t, é actualmente a estátua mais pesada do mundo, segundo o Guiness. Ficou entre os semi-finalistas do concurso das sete maravilhas do mundo moderno.
São 167 degraus de entrada até o topo do pedestal. Depois são mais 168 degraus até a cabeça. Por fim, outros 54 degraus levam à tocha. A coloração verde-azul é causada por reações químicas, o que produziu sais de cobre e criou a atual tonalidade.
Registros históricos não fazem qualquer menção da fonte de fios de cobre usados na Estátua da Liberdade, mas se suspeita que sejam provenientes da Noruega.
Frase escrita no pedestal antigamente:
«Venham a mim as massas exaustas, pobres e confusas ansiando por respirar liberdade. Venham a mim os desabrigados, os que estão sob a tempestade. Eu os guio com minha tocha.»
UM PASSEIO PELO RIO HUDSON A ESTATUA DA LIBERDADE
Escrito
por Arlete Brasil Deretti Fernandes
Fotos de Tiago Deretti Fernandes
Uma maneira muito agradável de se ver um panorama geral da cidade de Nova York é realizando um lindíssimo passeio de barco pelo imponente Rio Hudson.

A vista é maravilhosa e a beleza natural e histórica do trajeto é muito
especial.
Os passeios comuns levam uma hora e quinze para ir até a Estatua da Liberdade e
a Ellis Island sem desembarcar, duas horas para fazer um semi-círculo no sul da
ilha e três horas para a volta completa.
Na Ilha da Liberdade há um restaurante de onde se apreciam pássaros ousados
voando por todos os lados e águas balançando em suaves ondinhas .
Na Ellis Island, situa-se o Museu da Imigração.

O guia turístico é muito simpático e vai discorrendo sobre os pontos de
interesse e contando fatos curiosos.
O tour de duas horas é o mais interessante para o turista em geral, em termos de
tempo e locais observados. O barco parte do Pier 83 no Hudson River, lado oeste
da cidade e ruma ao Sul, fazendo o contorno na ilha até aproximadamente a Sede
da ONU e retornando pelo mesmo caminho.

Neste passeio podem ser vistos, entre outros: Chelsea Piers, Jacob K. Javits
Convention Center, Battery Park City, World Traden Center - Ground Zero (o guia
explicou detalhadamente onde estava cada uma das torres), Pier A, Estátua da
Liberdade, Ellis Island, Governor's Island, Piers 16 e 17, South Street Seaport,
Ponte do Brooklyn, Ponte Manhattan, Ponte Williamsburg, Empire State Building e
o Chrysler Building.
O Rio Hudson corta o estado de Nova York, nos Estados Unidos da América, e no
final de seu trajeto forma a fronteira entre o estado de Nova York e o estado de
Nova Jérsei. Seu estuário está localizado na cidade de Nova York.

É um rio muito escuro. Já teve 200 metros de profundidade, mas com a chegada do
homem e o início do assoreamento por sedimentos, hoje tem no máximo 50 metros de
profundidade.
No dia 15 de janeiro de 2009 um airbus, da empresa US Airways, com mais de 150
passageiros, fez um pouso de emergência no rio, na altura da cidade de Nova
York, e graças à experiência do piloto não houve nenhuma morte ou registro de
feridos. O avião pousou tão bem que flutuou na água e os passageiros puderam
sair dele e ficaram em pé na asa do airbus. Se não fosse a ação rápida da
polícia portuária, todos os passageiros teriam morrido de hipotermia, já que era
fim do dia e época de inverno intenso nos Estados Unidos, portanto, a água do
rio estava congelante.

Deslizar de barco por este rio é percorrer com emocão um cenário agradável e
muito belo. Os turistas de varias nacionalidades admiram encantados a travessia
enquanto ouvem do guia turístico as explicacoes sobre acontecimentos que estao
gravados na beleza e encantamento de ver de um lado os prédios de Nova York e na
outra margem admirar os predios de Nova Jersey.
O guia narrava que Frank Sinatra, estando em Nova Jersey olhava para Nova York,
e foi aí que se inspirou para compor a imortal cancao: Nova York, Nova York.
