Pagª 32 - EDIÇAO NºXLIII , III NUMERO  DE OUTUBRO DE 2009 - COMENTARIOS Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

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Histórias da Vida Real

Crónicas por Martim Afonso Fernandes

No Brasil, Mulher não vota em mulher e negro não vota em negro.

A mulher no Brasil está começando a acordar. A grande campanha nacional que vem se desencadeando contra a violência que ataca o sexo feminino está a dar resultados e a abrir os olhos e as bocas.

Antes da Lei Maria da Penha, a mulher violentada tinha dúvidas quanto a dar queixas, coberta de medo pela represália e pela impunidade. Muitos algozes não estavam preocupados, pois a propina falava mais alto.

Hoje, com a lei em atividade, junto ao Estatuto da Mulher, a Delegacia e o Juizado Feminino, além das denúncias anônimas, as mulheres estão a viver com mais tranqüilidade.

A concorrencia, a disputa de vagas no trabalho e nos concursos públicos estão quase a aproximar em condições de igualdade as mulheres e os homens. São dois pesos e duas medidas, as mulheres pesam e medem muito mais que a maioria dos homens. A começar pela maternidade.

A vergonha que ora cabe ao Brasil sob a corrupção, os escândalos no Congresso Nacional e os atos secretos no Senado, todos continuam impunes e com o apoio dos partidos que formam a base aliada do Governo. Não dá para se ter uma esperança de um Congresso seleto, honesto e na verdade democrático, porque democracia é só uma palavra. A minoria das mulheres estão em atividades parlamentares.

O bloco de oposição no país e mesmo os políticos da base de apoio que contrariam a vergonha e a imoralidade, quando assumem as denúncias vem as ameaças chamadas ético - parlamentares ou partidárias.

Os espaços para as mulheres dentro da política brasileira vem se abrindo e crescendo o mínimo possível, para que elas tenham seus papéis a desempenhar dentro do Executivo, Legislativo e do Judiciário. A culpa é delas mesmas porque pelo rescenceamento no Brasil há muito mais mulheres do que homens. Teriam que unir-se.

E elas, seriam uma força se, organizadas jogassem no lixo a sigla partidária e votassem nas pessoas sem o vício de ser um político profissional e eterno. Nossos parlamentares, prefeituras, governos estaduais e federal, teriam um ar de casa limpa, sem denúncia e divulgação de corrupção.

A imprensa , divulga a corrupção quase todos os dias, além da nossa honrada e eficiente Polícia Federal, incansável, prendendo corruptos envolvidos com política e outros assuntos que dizem respeito ao Congresso Nacional.

Por que as coisas andam assim?
Por que no Brasil mulher não vota em mulher? É por isso que elas vão passar bastante tempo para a classe ter mais força e crédito.

O mesmo acontece com o negro no Brasil. Negro não vota em negro.

Acredito que a quantidade de mulheres exercendo atividades na política, o número seja bem maior do que os negros, que também como os índios foram muito explorados.

Hoje vemos negros ilustres, atuando mais nos bastidores do que na frente; pois é preciso a grande união e conscientização para que eles ocupem seus espaços que são de direito e de fato.

Como se já não bastasse a discriminação nas vagas das universidades, na sociedade. Há uma maioria de negros ilustres que dão exemplo neste país e no exterior.

Dr. Joaqum Barboza, é Ministro do Supremo. O Senador Paulo Paim é um exemplo de político, com dignidade e capacidade para ser até Presidente da República. Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, hoje como Barack Obama é conhecido pelo mundo todo.

E assim, muitos e muitos negros brasileiros são mais conhecidos no exterior do que em sua própria pátria. Nossos irmãos negros precisam acordar e unir-se para ajudar a salvar nosso Brasil, porque do jeito que está indo nosso Congresso Nacional, com o continuísmo dos políticos profissionais, esperamos para o futuro uma renovação, precisando mais de 70% de mulheres, negros e jovens.

Hoje vive nosso Congresso em um marasmo de ranços, partidos políticos só para terem vantagem e ajudarem o ostracismo e travar o andamento de leis.

Criam pizzarias nas horas em que mais se precisa de limpar e expurgar os maus políticos.

Assim concluo: No Brasil negro não vota em negro e mulher não vota em mulher.

Precisamos mudar.

 

 


ENTRE DESEJOS E PRAZERES

Poema de João Furtado

 

 

 

Entre desejos e prazeres
No mar da felicidade
Temos o nosso segredo escondido
Repleto de sonhos e imaginação
Estamos, tu e eu abraçados eternamente!

Destino nosso se cruzou para sempre
Encontramo-nos por acaso
Sem saber o que nos reservava
Enfim, foi apenas um encontro
Jamais esperado jamais desejado
O fruto desta paixão que me consome
Será que o destino já sabia?

Eu e tu, tu e eu, enfim nós os dois!

Pensamentos unidos por sonhos
Rosto sorrindo e vontades desejadas
Amor cantado e nunca vivido
Zelosa vida de ansiedade
Estas pequenas e eternas coisas
Refazem das cinzas
Eternas vontades perdidas
Só nós sabemos os nossos segredos, mulher!

João Furtado
06 de Outubro de 2009

 

Amor de Poeta

Poema de Armando Sousa

 

 

A poesia nasce da ânsia de viver
Poesia vem à mente misturada de emoção
A ternura e poesia faz-nos o amor rever
O doce da poesia dá calma ao coração.
O amor dum poeta é diferente, é sem fim
E um espaço no infinito que não se vê
Podem ser insectos nas flores do jardim
Serão beijos trocados e doçura com você.
O poeta ama o encontro e estalar do beijo
Ama um olhar de alguém que espera
Ama a beleza da chuva ou do lampejo
Ama dias risonhos e meigos da primavera.
A lua do poeta é mais doce, tem mais luar
O céu é imenso, o azul mais azulinho
Nesta imensidão, cabeças unidas a sonhar
As mãos percorrendo o corpo de mansinho.
O poeta descreve recordações de infância
Mas segue no futuro amando-o sem vacilar
Segue enfrente, não pensa na distancia
Mas um dia ruído de saudades, quer voltar.
O poeta leva outra língua no pensamento
O poeta procura sons e rimas de amor
Mesmo sol, luar, estrelas no firmamento
Disposto a vencer, com alegria e seu suor.
Para o poeta os enigmas são pequeninos
A simplicidade são as peças da adivinha
Muito amor meiguices e mil carinhos
Uma mulher, pão e filhos: uma casinha.

Armando Sousa