Pagª 1 - EDIÇAO NºXLIII
, III NUMERO DE OUTUBRO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
Pelo dia da Criança
Por
: Haroldo P. Barboza
Tempo de criança
Cabeças vazias de preconceitos adultos (adulterados) e cheias de curiosidades.
Tempo de aprender. Sem fórmulas para decorar. Não ainda lendo grossos livros
cheios de teorias questionáveis. Começar com os de colorir, claro.
Aprender através de mensagens embutidas em divertidas ações coletivas
diversificadas.
Brincando com disciplina e limites, seguindo normas e respeitando os demais
colegas.
Sem gastar dinheiro com brinquedos industrializados.
Usando a imaginação para criar artefatos com objetos destinados ao lixo de luxo.
Sem computador, para poder exercitar plenamente todos os sentidos naturais.
Explorar SUA inteligência. NAO a programada dentro da máquina.
Competições sem a ânsia de vencer a qualquer custo.
Desenvolvendo o espírito de cooperação mútua e incentivo amigo.
Sem agressividade. Sem danos físicos, mentais e materiais.
Habilidade e paciência superando a força, a favor da inteligência.
Brinque com seus filhos para fazê-los sair um pouquinho do computador repleto de
jogos agressivos e explosivos para que percebam que existe vida saudável fora
das telas de LCD ou de plasma.
Divertimentos e leves brincadeiras de quintal, de rua, de pátio de edifício, de
área de vila, de corredor de prédio (se o síndico deixar), de tapete da sala, de
quarto, de cama de hospital. Para serem compartilhados pela família, pelas
mamães, por colegas no recreio, na festa de aniversário! De 4 a 12 anos!
Preservando a saúde física e mental dos participantes.
Vamos trazer de volta a gostosa convivência e criatividade das diversões em
grupo! Chega de comprar brinquedos caros que perdem a graça no dia seguinte!
Vamos deixar de ser escravos das máquinas. Vamos relembrar o trenzinho com
caixas de fósforos engatadas.
Devemos enaltecer o SER que é uma riqueza eterna. TER apenas nos atende até que
outro objeto mais moderno surja para ofuscar o mais antigo, adquirido há 15
dias.
Na vida do jovem, a alegria espontânea valoriza a formação do cidadão.
Inocência saudável
Quem vive sob o signo da ganância
Certamente teve péssima infância
Quem já perdeu a esperança
Jamais aprendeu a ser criança.
Para ler todas as publicações de Haroldo P. Barboza.
Continuação da Coluna Um (Ver início)
Pode parecer contraditório dizer-se que se trabalha artesanalmente num meio como a Net, mas este nosso «artesanato», este nosso cinzelar, esta nossa forma de trabalhar quer apenas dizer que ao trabalharmos com pessoas, todas elas diferentes entre si, temos nós e têm elas para connosco esse mesmo comportamento de cinzelador, de minúcia, passado todo ele naquela minúcia que este mesmo meio permite.
Quem não vê caras não vê corações, diz-se, mas não acreditamos muito nisso. É possível estabelecer uma relação com alguma amizade através do trabalho continuado, mesmo sem entrar em grandes detalhes sobre a esfera pessoal de cada um, que aliás nem sequer fazem falta neste nosso meio que se completa e se contenta com aquilo que este mesmo meio fornece.
Temos estabelecido contactos frutuosos com as mais diversas pessoas, tendo por pano de fundo «apenas» a sinceridade dos objectivos e a nossa também sincera vontade de trabalharmos para um mundo melhor fazendo aquela pequena parte que nos cabe em sorte.
Mesmo que algumas vezes sejamos confrontados com a secular questão de se saber porquê fazer isto ou aquilo, porquê publicar isto ou aquilo, porquê assistir e saber coisas e factos que se passam em locais e em quadrantes geográficos que provavelmente nunca conheceremos in loco e cujas pessoas nunca conheceremos pessoalmente, embora essa questão ressalte para o nosso ecrã memorial por vezes, um facto parece ser igualmente certo, é que isso, a distância, não importa: interessa sim a relação afectiva que se cria e que nos enriquece a todos, que nos faz ser melhores, que nos mantém humanos, em suma.
Chimpanzés são altruístas quando solicitados
Investigação da Universidade de Quioto sugere que estes primatas são capazes de se ajudarem sem esperar nada em troca.
Os chimpanzés são capazes de prestar ajudar a um companheiro quando este a
solicita sem esperarem nada em troca. Esta é a principal conclusão do estudo
realizado em conjunto pelo Instituto de Investigação de Primatas e o Centro de
Investigação da Vida Selvagem, da Universidade de Quioto.
No artigo agora publicado na revista «PLoS ONE» a equipa liderada por Shinya
Yamamoto, explica que colocou chimpanzés em situações em que seria necessária a
inter-colaboração para cada um atingir um objectivo distinto.
Os cientistas fizeram então duas experiências. Na primeira, um animal tinha
acesso a uma palha e o outro a um pau. No entanto cada um necessitava do
instrumento do outro. Verificou-se que quando solicitados pelo companheiro,
cediam o instrumento.
Verificou-se também que mesmo sem esperarem reciprocidade continuavam a
ajudar-se tantas vezes quantas fossem solicitadas.
A palha, o pau e os recipientes de sumo
Na segunda experiência, colocaram chimpanzés em situações em que não era possível haver reciprocidade, pois um tinha o papel de doador e o outro de receptor, exclusivamente.
Os investigadores constataram que mesmo assim o doador cedia as ferramentas a
pedido do outro.
Como conclusão, os cientistas sublinham a evidência da ajuda altruísta entre os
chimpanzés, sem ganhos pessoais directos ou reciprocidade imediata.
O estudo sugere igualmente que, ao contrário do que acontece com o ser humano,
estes animais raramente realizam actos de altruísmo voluntário, sendo necessário
haver um pedido de ajuda.
Artigo:
Chimpanzees Help Each Other upon Request
Continuação da Crónica de Arlete Piedade - Dia Mundial da Osteoporose – 20 de Outubro (Ver Início)
As vítimas são especialmente pessoas idosas, mas a partir da idade de 50 anos aproximadamente, a doença começa-se a instalar progressivamente, devido á baixa progressiva de hormonas no corpo que até aí, tinham uma função protectora, pelo que é a partir da menopausa na mulher e da andropausa no homem, que a doença progride mais rapidamente, sendo também factores de risco, o consumo de bebidas alcoólicas, tabaco e café.
Esta doença é altamente incapacitante, e segundo dados da Direcção Geral de Saúde, estima-se que em Portugal existam 500 mil pessoas com esta doença e que apenas 200 mil dos doentes diagnosticados estejam a receber tratamento.
A DGS calcula ainda que cerca de 9500 portugueses sofram anualmente fracturas na anca devido à doença. Entre 20 a 30 por cento dos doentes com fractura da anca morrem no ano seguinte à rotura e cerca de 40 por cento destes doentes ficam com incapacidade grave, custando a doença ao Estado anualmente 52 milhões de euros em cuidados hospitalares.
São sintomas da osteoporose:
- Fracturas com pequenos traumatismos (especialmente das vértebras, anca e
punho)
- Perda de altura superior a 2,5 cm
- Aparecimento de corcunda ou ombros descaídos para a frente
- Dor nas costas, súbita, intensa e inexplicável
Na prevenção e tratamento, assume especial importância, o cálcio, seja como suplemento, seja fazendo parte da alimentação diária, já que o cálcio é um dos mais importantes elementos do corpo humano: todas as células necessitam de cálcio para funcionarem correctamente.
- No corpo humano o cálcio encontra-se em 3 locais:
- no esqueleto, o «armazém» onde se encontra guardado 95% do cálcio nas células
- no sangue, onde circula para as células e os orgãos que dele necessitam
O nosso corpo não consegue fabricar cálcio, por isso todo ele vem da alimentação
(ou de suplementos). Se faltar cálcio nas células ou no sangue o organismo vai
buscá-lo ao armazém: o esqueleto.
O cálcio é um dos responsáveis pela força e resistência dos ossos nas várias
etapas da vida:
- na infância e na adolescência: fundamental para o crescimento do esqueleto
- até aos 25-35 anos: importante para a obtenção do pico de massa óssea
- a partir dos 35 anos: necessário para repor a perda de osso que se começa a
verificar
- na gravidez e na amamentação as necessidades são maiores: cálcio para a mãe e
para o bebé
- após a menopausa: com a falta de estrogéneos é necessário para evitar a perda
rápida de osso
- depois dos 65 anos: a absorção pelo intestino é pior, pelo que é necessário
ingerir mais cálcio.
O leite e os seus derivados (p.ex. queijo, iogurte) são os alimentos mais ricos em cálcio da nossa alimentação.
Outros alimentos que também possuem uma grande quantidade de cálcio são os legumes verdes (p.ex. espinafres, brócolos) e alguns cereais, frutos secos e peixes (principalmente os que podem ser comidos com espinhas).
O cálcio dos lacticínios é mais facilmente absorvido pelo nosso organismo do que o cálcio de outros alimentos, pelo que o leite e derivados devem ser considerados os nossos principais fornecedores de cálcio.
Os vegetais verdes contêm oxalatos, um elemento que torna difícil a absorção do cálcio. O mesmo problema sucede com os cereais, por conterem fitatos. Mas atenção: isso não significa que os deva excluir da sua alimentação.
Se já tem osteoporose o seu médico irá receitar-lhe medicamentos, que podem ser de vários géneros e ter finalidades diferentes:
Medicamentos para aumentar a massa óssea
- Os medicamentos que aumentam a sua massa óssea, isto é, a quantidade de osso,
são os mais importantes no tratamento da osteoporose, porque vão reduzir o seu
risco de vir a ter uma fractura.
- Existem vários medicamentos com esta finalidade e apenas o seu médico sabe
qual é o mais indicado para si.
Estes medicamentos não a farão sentir-se melhor das suas dores nas costas ou de
outras queixas que tenha. Embora estejam a tornar os seus ossos mais fortes não
vai sentir nada, tal como não sentiu quando os seus ossos se foram tornando mais
fracos. E muito importante que cumpra a medicação de forma correcta mesmo que
não sinta nenhuma diferença.
Suplementos de cálcio e vitamina D
Se o seu médico verificar que a sua alimentação não contém a quantidade de cálcio suficiente pode receitar-lhe um suplemento de cálcio. Estes suplementos podem ter várias formas (p.ex. comprimidos, pastilhas para mastigar, pó para dissolver) e devem ser tomados após a refeição. Se tomar apenas uma dose por dia é preferível que o faça após o jantar. Embora alguns suplementos de cálcio já tenham vitamina D o seu médico pode achar melhor que faça um suplemento de vitamina D à parte. Nesse caso deve tomá-lo a uma hora diferente do suplemento de cálcio.
Não tenha medo de tomar cálcio a mais. O nosso organismo só absorve o que necessita e o restante é eliminado na urina. Mas atenção: se tiver pedra nos rins deve beber muita água para evitar que o cálcio na urina seja prejudicial. Ao contrário do que acontece com o cálcio é perigoso tomar vitamina D a mais. Por isso nunca faça mais do que a dose recomendada pelo seu médico.
Medicamentos para controlar a dor
No caso de ter dores nas costas provocadas pela osteoporose o seu médico pode receitar-lhe medicamentos para as dores (analgésicos).
Estes dados foram retirados do site da Associação Nacional Contra a Osteoporose. Para saber mais sobre esta doença, poderá consultar o site, clicando aqui
Se faz parte de algum dos grupos de risco, nomeadamente devido á idade, não deixe de se aconselhar com o seu médico, e previna-se desde já, fazendo uma alimentação rica em cálcio.
(Ver o Poema Mãe Negra e apresentação P.Point-pps)