Pagª 40 - EDIÇAO NºXLI
, I NUMERO DE OUTUBRO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade.
Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti
Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
A Gestualidade não Linguística
Por
Daniel Teixeira
O conceito de gesto, de gestualidade, de linguagem e / ou comunicação gestual
não foge ao mundo equívoco que envolve toda a linguagem. Tal como há palavras
que nada significam por si sós, e que apenas adquirem significado quando juntas
com outras palavras, existem também interjeições que, de certa forma, se podem
considerar despidas de significado e que, mesmo juntas a palavras nada
significam enquanto tal. São estas manifestações involuntárias verbais.
As suas correspondentes, na gestualidade, são as atitudes ou actos também
involuntários. Esta questão carece no entanto de uma explicação mais detalhada.
Se as palavras e os gestos involuntários nada significam porque nada podem
significar porquê se lhes atribui então um significado ?! Lembremo-nos das
palavras de Neleu. Os actos de Augias foram referidos à posteriori e foram
retratados por palavras. Qual é então a diferença entre aquilo que é linguagem e
aquilo que não o sendo desde logo passa a ser do domínio da linguagem ?!
Desde muito cedo na sua vida o homem sentiu vontade de interpretar aquilo que se
passava à sua volta. Dessas interpretações algumas têm uma ligação forte com a
realidade, outras são apenas suposições através das quais se afirma que o acto
ou a palavra «x» afirma «y ou z».
A génese do acto ou palavra involuntários tem de ser entendida para se poder
definir aquilo que é, ou não, linguagem.
A linguagem é um processo lógico e ordenado de símbolos ( verbais,
gestuais, simplesmente sonoros, plásticos, etc.) que tem por fito o
estabelecimento de comunicação. Ora, parece-nos lógico que, para que exista
comunicação, tenha de haver um emissor e um receptor. Logo, a ausência de um dos
dois inviabiliza a denominação de comunicação e, logo, inviabiliza a
possibilidade de existência de linguagem.
Se a comunicação, por si, não é linguagem, muito menos será linguagem aquilo que
não é comunicado. É claro que temos presente também alguns dos conceitos mais
recentes sobre linguagem e comunicação advindas sobretudo da Escola de Palo Alto
(Califórnia) que asseguram a constante da linguagem e da comunicação. Mas sobre
este assunto debateremos em trabalhos separados e direccionados para a
comunicação, a relação, etc.
Não vamos aqui deter-nos sobre o aspecto em que o emissor é também o receptor
(quando se fala para nós mesmos) porque falaremos desta questão à frente, mas
vamos sim referir-nos agora ao aspecto inverso, ou seja, quando, no processo
chamado de comunicativo, o receptor é simultaneamente o emissor.
E o que acontece quando se interpreta algo (gesto ou palavra) sem que exista a
garantia de que a palavra ou gesto praticado por outrem tenha aquele significado
que o observador (receptor) interpreta com a sua subjectividade, exercendo em
simultâneo o papel de emissor, pelo menos de uma forma opinativa. Este problema
não se põe na situação inversa «quando falamos com os nossos botões» porque o
interpretado corresponde integralmente e quase infalivelmente ao emitido.
A intervenção da vontade humana torna-se condição essencial para que exista
linguagem: e, mais importante que isso, é essencial que essa vontade seja
manifestada, ou , por outras palavras, que essa vontade seja comunicada. Ora,
conforme depreenderemos facilmente, a interpretação das palavras ou gestos de
outrem, quando estas estão fora do sistema lógico de símbolos que constitui a
linguagem, é, pelo menos, uma interpretação abusiva. E é isso que acontece por
vezes com a interpretação de gestos ou palavras ( ou simplesmente unidades
fónicas = fonemas ) involuntários.
A intervenção da vontade humana define-se normalmente através do termo
premeditação, que conforme ele mesmo nos indica, em termos etimológicos, define
uma pré-determinação, uma pré-definição, uma pré-racionalização, breve, uma
escolha. A intervenção da vontade humana implica a existência de um julgamento
(sopesamento) prévio do acto a praticar seja ele gesto ou articulação de palavra
(s).
Os gestos reflexos, instintivos, e outras manifestações gestuais, quando
involuntárias, ou quando carecem da vontade do indivíduo (ainda que esta não
seja uma vontade absolutamente livre e arbitrária), não constituem, na verdade,
linguagem, mesmo que outros posteriormente venham a interpretá-los como tal. O
termo linguagem, para ser utilizado, implica a existência de um processo lógico,
ordenado, racional. Tudo o que saia destes parâmetros não pode ser considerado
linguagem.
Contudo, e conforme já referimos, a questão nem sempre é vista desta forma
linear. Para além de produzir linguagem processando logicamente, ordenadamente e
racionalmente um conjunto simbólico, o homem procura interpretar manifestações
que, não sendo volitivas, lhe aparecem como sendo processos de linguagem.
Nalguns animais ( nos gestos ou grunhidos de alguns animais ) se inspirou o
homem para a construção de uma parte primária do seu vocabulário. Mas, o facto
de se adquirir e tomar posse de um conjunto de manifestações ( verbais ou
gestuais ) implica a «passagem» pelo processo cognitivo humano, ou seja,
assume-se como sendo nosso aquilo que por outros foi inspirado, passando a ser
nosso ( característico da humanidade).
Mas, e regressando ao aspecto que temos vindo a defender neste capítulo, existe
sempre utilização abusiva de manifestações que, mesmo interpretadas com todas as
características da racionalidade, não são processos linguísticos ou processos
susceptíveis de serem integrados num processo linguístico.
Se «DROGA» fosse bacana, não tinha o nome que tem.

Por Deth Haak - «A Poetisa dos Ventos»
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins - RN ; Cônsul Poeta Del Mundo – RN; Embaixadora Universal da Paz
A coisa saiu do controle… Será que é normal político roubar, traficante mandar, em um País sem saúde, educação e o povo a morrer de fome?… Isto é pior ainda, porque já é o reflexo de uma situação onde o crime ocupa o espaço que deveria ter sido ocupado pelo governo.
Se nossos governantes morassem em invasões, educassem seus filhos em escolas
publicas, utilizassem o sistema único de saúde e ganhassem salário mínimo… Só
assim teríamos políticos sérios e conseqüentemente uma sociedade sem exclusão. A
gente não quer só comida!
E realmente uma questão difícil! As leis arcaicas de nosso país abriram brechas,
para a situação em que vivemos hoje, o tráfico de drogas se tornou poderoso, com
a proliferação de policiais e políticos corruptos e outros e outros que se dizem
poderosos, pela existência de leis frágeis, e sem falar no arcabouço
penitenciário.

A questão das drogas vem do alto poder, uma estrutura criminosa que sai de
dentro de salas bem refrigeradas nos arranha céus das grandes capitais,
comandada pela advocacia sólida, e com caixa financeiro invejável.
Combater essa droga somente reformulando leis, unir as policias e sair a campo,
com cães perdigueiros que ao invés de gansos cacem os poderosos independente de
fronteiras.
Durante anos, o poder público estadual, municipal e federal se mantiveram
ausentes das comunidades periféricas, os investimentos focaram o tecido social
de maior poder aquisitivo sem exigir contrapartida social, mantendo a margem e
sem investimentos áreas imprescindíveis, como educação, saúde, geração de
empregos qualificação profissional cultura e lazer.
Nas periferias onde a pobreza endêmica criou o terreno fértil para propagação da
marginalidade e da violência semeada pelo vil poder no canteiro das drogas.
Solução?
Medidas sócias educativas e policialescas, investir em segurança com prevenção.
Os pilares da Sociedade ruiram, a instituição familiar faliu. Dar a esse povo
abandonado o que eles precisam para esperançar o futuro. Os pais desta geração
abriram mão da responsabilidade de educar, confundiram-se os menos
desavisados...
Liberdade com Libertinagem não coaduna com a sociedade atual. A dificuldade está
em que vivemos numa sociedade deformada, faltam-nos bons exemplos, não só da
classe política que nos representa, como, também, das famílias, que não têm mais
tempo de conviver com os filhos, pois, na maioria dos casos, a luta pela
sobrevivência impõe o ritmo da vida.
Assim caminhamos, sem civismo sem moral... Aqui cito um conceito do jurista Rui Barbosa, «Pátria è a reunião de varias famílias organizadas»... ???????????

Mordaz, ataco qualquer governo que dispense a educação, mas não isento os pais como participes. Talvez o governo esteja, justamente, tirando proveito da irresponsabilidade.
Hoje, algumas sociedades são medidas pela quantidade de prisões de segurança máxima. Claro, o governo sabe que não dando educação liberando drogas e o jogo, é esse o resultado.
Que por aqui, nas casas legislativas o assunto já se discute se licitas ou
ilícitas, o caminho è a cadeia, pois ela è pensada para a «solução» do resultado
final dos desgovernos dos países e/ou dos Estados.
A sociedade espera, sim por que é virtude dos menos favorecidos se entregarem a
própria sorte condenarem a si mesmos, é comum se ouvir. Deus proverá... É sabido
que lares abastados sofrem do mesmo mal.