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EDIÇAO NºLX
, II NUMERO DE MARÇO DE 2010 -
COMENTARIOS GERAIS
COMENTARIOS TEXTO A TEXTO NO FINAL DE CADA ARTIGO. COMENTE! QUEREMOS OUVIR A SUA VOZ.
COLUNA DE JORGE VICENTE

tablista indiano makarand s. tulankar
enquanto não aparecem os poemas, enquanto as palavras dos outros não me assaltam, espero partilhar com todos vós as virtudes do som. tenho ouvido um disco muito interessante, da autoria do tablista indiano makarand s. tulankar.
esse tablista já tocou diversas vezes em portugal, a acompanhar o sitarista
paulo sousa. o disco que eu ouvi dele, rhythm experience, creio que seja um
disco de tourné, aqueles discos que só se vendem nas datas dos concertos e
que servem para apresentar o trabalho ao vivo dos artistas.
neste disco, tulankar toca com os mais diversos artistas e explora todo o
género de música indiana, desde o dhun até à música electrónica, passando
pela já tradicional música clássica indiana.
só é pena não encontrar muitas informações acerca deste tablista, que é espantoso, salvo aquelas que dizem respeito aos concertos com paulo sousa.

recomendações: «La amore extream»
«Solo - tabla»
«Flute - light dhun» (especialmente esta)
«Sarod - light dhun»
«Tabla - Rela»
valley of the dolls, mark robson

muitos admiradores da sétima arte poderão não concordar comigo, mas eu
considero o vale das bonecas (valley of the dolls, em
inglês) um grande filme. não consegui perceber a razão porque o consideram
um clássico do trash americano. definam-me trash.
definam-me o que é um mau filme. definam-me o que é um filme pulp.
provavelmente, ninguém vai conseguir explicar até porque agora, quando vemos
os filmes saídos de hollywood, não conseguimos ter pontos de referência.
valley of the dolls bateria qualquer um.
talvez o que irrita muitos dos críticos é o facto do filme ser uma seta
direccionada para o meio fascinante, mas tremendamente cruel do show
business norte-americano. as bonecas são o nome que as actrizes davam (dão?)
às drogas (the «dolls», the «pills») e este filme é uma seta, embora dê uma
visão quase estilística ao consumo de drogas: parecia quase uma coisa
bonita, da moda. algo que poderia funcionar num filme saído dos estúdios, um
mega-sucesso sensacionalista. isso irritaria os críticos até porque a vida
de devassidão das estrelas não interessam a ninguém: é a antítese de boa
arte e boa cultura. no entanto, valley of the dolls tem aquela
coisa mágica que os bons filmes devem ter: carisma e personalidade, coisa
que muitos dos filmes menores de al pacino e robert de niro nem sequer têm.
Jorge Vicente