| pagina seguinte |
| poesia |
| cronicas |
| contos |
| cultura |
| educação |
| agenda cultural |
| humor |
| ambiente |
| solidariedade |
| assuntos europeus |
| ciência |
| tecnologia |
| colunas/empresa |
| biografias |
EDIÇAO NºLX
, II NUMERO DE MARÇO DE 2010 -
COMENTARIOS GERAIS
COMENTARIOS TEXTO A TEXTO NO FINAL DE CADA ARTIGO. COMENTE! QUEREMOS OUVIR A SUA VOZ.

Cecília Rodrigues
Biografia
...pouco há sobre mim que dizer...transformo-me em palavras ás vezes
frias...outras dizem aquilo que queria ser...também dizem, o que meus olhos
passeiam, e o que queriam ver...distorcem alguma veracidade, mas por uma boa
causa o ousa fazer...sou filha do Mar e do alecrim, dos rosmaninhos à beira da
estrada...cresci em meio à desfolhada...onde as andorinhas faziam verão...onde o
fado e a desgarrada inebriavam meu coração...desde cedo fui ver novos
horizontes...vi palmeiras e climas tropicais...matei a sede nos
coqueirais…bailei ao som de batuques …fui mãe, plantei uma árvore…construí
sonhos sem castelos…voltei à base …enfeitei-os de gladíolos amarelos numa
tarde mansa…e agora com palavras construo meus castelos de Esperança…!
Na biografia inacabada até ao último entardecer da vida! …
Cecília Rodrigues
Sou natural da Beira – Litoral província à Beira-mar plantada, Cidade: Oliveira de Azeméis (Portugal) a poucos km da praia do Furadouro, Torreira…e outras tantas lindas e azuis de areia fina …por conseguinte me identifico com o mar, sol, e nas asas da Gaivota me sinto voar.
Desde pequena Emigrei: 1º Fui ter com meu pai a Caracas (Venezuela) mais tarde meus pais mudaram-se para o Brasil onde fui ter com eles, uma vez que já me encontrava em Portugal. Lá vivi maior parte de minha vida, regressando anos depois, já com um filho nos braços de apenas 6 meses de idade, hoje, com 24 anos (2008) (Guto) .
Dedico-me nas horas livres a poesia e ao desporto, embora não seja poeta,
procuro transportar o que me vai na alma com veracidade e sentimento. Moro numa
cidade do centro de Portugal, terra natal de meu marido (Augusto) (Viseu),
cidade de paixão por adopção...amo a cidade e suas gentes.
(«Viseu Terra de Encanto» In «TERRA Lusíada»
Dedico-me ao ramo de Indústria Hoteleira:
www.visipanema.com
Tenebrosos dias ( Leandro vítima de bullying) - Por Cecília Rodrigues
Perco-me neste silêncio absurdo...
A violência anda á solta, me sufoca...
O dia é noite, a noite não tem luar ...
O sol não brilha, e o meu amanhecer fenece...
Dou um passo a flutuar ...
E lá que me sinto bem, junto ao céu,
Queria voar ...voar ...
Não tenho ninguém com quem conversar ...
Sinto-me encurralado, amargurado...
Que infância! Desconheço-me.
Não tenho idade, a minha mocidade ...
Está tão longe ...tão longe ...não consigo lá chegar.
Não consigo atravessar esta ponte de dor ...
São lençóis de chuva na minha carne...
Meu grito é silencioso, ninguém me ouve...
Onde está o amor?
Onde está aquela alva flor ...a quimera?
Onde está a linda Primavera?
(Estação que não é minha) ...
Só o tenebroso Inverno se me avizinha ...
Inverno, ou inferno?
- Não sei...estou perdido,
Esta ânsia, na minha infância...
Não tenho o colorido das aguarelas,
Nem o alarido das aves, nas minhas janelas.
Nem as ondas do mar se esbatem no meu umbigo...
Porquê meu Deus, traçou pra mim tal destino?
- Nem o meu Tua, me deixa ser seu peregrino...
Sinto-me cansado...perdido, amargurado...
Sou tão franzino...tão pequenino...
Porque querem eles ver-me torturado?
***
Hoje, vou por fim á minha lua...
Pôr fim, a minha vida já sem nexo,
Eles serão testemunhos, e o «Tua»
Será meu leito e eleito o meu complexo.
Aí serei eu, já livre e sem dor,
Meu rio que me viu nascer, crescer,
Imperecível será o meu amor ...
Por ti, meu «Tua», que me vês morrer.
Não sei se os poetas vão chorar, ou não
Se as rosas que deixei irão florir,
Se os campos que pisei, irão murchar;
Mas sei, não quero que chorem por mim !
Mandem flores pois estou a sorrir ...
Livre... já não podem me maltratar!
Cecília Rodrigues (também indignada
Em:«Retalhos da vida»
Nota da Redação: Bullying – O que é
A
propósito do triste caso do Leandro, jovem estudante, ainda uma criança de 12
anos, que chocou e emocionou o país, ao atirar-se ao rio Tua, com intenção de se
suicidar, e cujo corpo ainda não foi encontrado, e que foi vítima de bullying,
segundo ouvimos nas notícias das televisões e lemos nos jornais, quisemos saber
o que isso significa exatamente, para podermos esclarecer alguns leitores.
Essa palavra inglesa, vem de bully ou seja o «valentão» aquele que que procura uma vítima para atormentar, para fazer de «bode expiatório», seja qual for o pretexto encontrado, ou porque é gordo, ou porque é magro, ou porque é pequeno, enfim, o principal é que seja mais fraco e não se defenda, o que faz dele a vítima perfeita.
Quem pratica bullying é sempre o mais forte para atormentar o mais fraco. Os meios usados são diversos, desde agressões físicas, até agressões verbais, emocionais, sociais e sexuais, como insultos, chamar nomes ofensivos, rebaixar a pessoa, fazê-la sentir-se diminuída perante os outros e a família, fazendo-a acreditar que não tem valor, nem sabe fazer nada e ainda usá-la para práticas sexuais forçadas, isto tudo de forma repetida e continuada.
Os motivos para estas práticas são variados, mas devem-se fundamentalmente a famílias permissivas, que não conseguem controlar a agressividade das crianças, que quando crescem e vão para a escola, estão habituadas a que todos se curvem aos seus caprichos e não aprenderam em devido tempo a respeitar os outros e a viverem em sociedade. Mas também nas escolas há deficiências a nível de responsabilização e guarda dos alunos, já que sendo esta prática comum e antiga, embora só recentemente se tenha começado a usar este termo, só de há alguns anos para cá começou a ganhar mais visibilidade perante a opinião pública.
Então o que está a falhar nas famílias, para criar estes jovens capazes de tanta
violência gratuita?
Embora em Portugal, este caso seja o primeiro conhecido com consequências tão
trágicas, nos Estados Unidos já houve casos de jovens que também vítimas deste
tipo de violência, se suicidaram. E outros que encurralados escolheram atirar a
matar nos colegas, em massacres com elevado número de vitimas em escolas e
universidades.
Portanto o que falha? Qual o motivo destes comportamentos? Como podem ser evitados?
Arlete Piedade