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CRONICA / ENTREVISTA

Parabéns Brasília - Por Maria da Fonseca

Cheguei ao Rio de Janeiro em 10 de Outubro de 1956. Oito dias antes, o Presidente do Brasil Juscelino Kubitschek de Oliveira tinha dito, ao visitar pela primeira vez o local vazio onde seria construída Brasília por sua ordem :
«Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu País e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino».

BRASIL - SUA DESCOBERTA - Por António Cambeta (Macau / Tailândia)

O termo descoberta do Brasil se refere à chegada, em 22 de abril de 1500, da frota comandada por Pedro Álvares Cabral ao território onde hoje se encontra o Brasil. A palavra «descoberta» é usada nesse caso em uma perspectiva eurocêntrica, referindo-se estritamente à chegada de europeus às terras do atual Brasil, que já eram habitadas por vários povos indígenas.

Crónicas «Ver e Sentir» - Por Cristina Maia Caetano - (XLVIII)

Por vezes, pergunto-me quais serão os limites humanos de e para cada indivíduo. Outras vezes, penso em causas e na remoção de efeitos. Outras ainda, arisco em tentativa de definições.

Santa Bárbara e os nomes - in Memórias de Ilha - Por Manuel Fragata de Morais

Há dias, vi na Televisão Pública de Angola (TPA) uma senhora lamentar-se que não haviam permitido que a sua filha fosse registada com o nome por ela escolhido, o de Giovânia Bárbara. A desgostosa mãe, reclamava que lhe tinha sido vetado o uso de Bárbara, tendo que registar a filha com o nome de Giovânia X (não me recordo do nome que substituiu o Bárbara).

Histórias da Vida Real - Crónica por Martim Afonso Fernandes - «ORELHAS DE GATO» 

Na minha infância éramos seis irmãos, três homens e três mulheres. Nossa mãe gostava de cozinhar e também de fazer doces e salgados variados e especiais. Como era costume tomar-se um delicioso café à tarde, sempre havia alguma novidade gostosa para acompanha-lo.
Certa tarde nossa mãe fez «orelhas de gato». A massa é de farinha de trigo com açucar e leite .

Coluna: Antônio Carlos Affonso dos Santos. ACAS, o Caipira Urbano. - VIA-CRUCIS SEVERINA e Histórias que os Pescadores Contam

O Severino chegou a São Paulo. Mal podia controlar sua ansiedade. Um enxame de gente. Sentiu vontade de urinar. Viu o cartaz da rodoviária: «sanitários - masculino». Entrou. Urinou. Dirigiu-se ao lavatório. Olhou-se no espelho: estava abatido!
Também pudera; três dias e três noites viajando! O dinheiro era pouco, difícil se alimentar bem. Saudade de um sururu de capote e pirão, carregado na pimenta malagueta. Severino sorriu. Ensaboou-se cabeça, rosto e braços.

CORONEL FABRICIANO - Assombração - BENEDITO FRANCO

Mikhail Vassilievitch Lomonossov escreveu:

Carlos V, imperador, aconselhava a falar: com Deus em espanhol, com os amigos em francês, com os inimigos em alemão, com as damas em italiano. Mas se Carlos V conhecesse a língua russa, diria, certamente, que em russo se pode falar com todos: com Deus, com os amigos, com os inimigos, com as damas, porque a língua russa tem a majestade do espanhol, a vivacidade do francês, a força do alemão, a leveza do italiano e, além disso, a riqueza, a expressividade e a concisão do latim e do grego.

Sociedade em decadência.- Por Haroldo P. Barboza

A sucessão de escândalos nacionais envolvendo figuras deprimentes da nossa política forma uma pirâmide de lama fétida que está corroendo as estruturas das entidades atualmente desacreditadas. Principalmente as câmaras públicas seguidas de perto pelos palácios regionais da Justiça. E atropelando por fora, chegam os sindicatos que outrora defenderam os interesses dos trabalhadores e que agora defendem os empresários .

COLUNA DE ROSA PENA - Cegos e desdentados 

Será que o menino João teve esse calvário para acordar os donos da situação dessa nação? 
Será que esse pequenino Messias teve que morrer preso na cruz de um cinto, martelado nos pregos do descaso, arrastado no asfalto da estupidez da exclusão, para que finalmente os reis da Judiação percebam que já passou há muito o momento de verdadeiras providências? 


REGULARES / SEMANAIS 

COLUNA UM - Daniel Teixeira - O 25 de Abril em espinhos de rosas

Existe toda uma relutância natural em analisar-se de uma forma critica este evento que acabou (deu a machada final) num sistema de prática política que moralmente e historicamente não tinha qualquer razão para subsistir. Como se sabe mantinha-se com a vertente repressiva em relevo maior, e é isso - o acabamento dessa repressão que normalmente se realça - mas o sistema de representação corporativa que lhe estava por detrás não tinha simplesmente passado de moda; em termos de prática era um anacronismo.

Coluna de Arlete Piedade - Pessoas que nos Honram - Prof. Mário Matta e Silva

Hoje queremos falar-vos de um notável homem de cultura, professor, jornalista e poeta, que aos 68 anos mantém-se activo, desdobrando-se em várias frentes. Leciona História na ULTI - Universidade da Terceira Idade de Lisboa, onde acompanha os alunos em diversas viagens de estudo, e ainda mantém uma tertúlia poética chamada Mensagem, onde desenvolve temas poéticos com os seus alunos. Baseado em poemas de autores consagrados, fazem glosas, ou seja cada um dos versos ou frases do poema, serve de base a um novo poema que é finalizado com a frase ou verso que lhe deu origem.

A COLUNA DE JORGE M. PINTO - CASOS AO ACASO - INVEJINHAS !!!! - PRATICAMENTE A JACTO
INVEJINHAS !!!!

- Existiu um administrador de circunscrição de 2ª classe que, por ser licenciado em direito, tinha ingressado no Quadro Administrativo diretamente na categoria sem ter passado pelos demais degraus e que na 2ª classe se manteve por todo o resto da sua existência.
Com proveito ou não, tinha fama de excêntrico, pelo que, habitualmente, andava por circunscrições de 3ª e de 2ª , nunca tendo chegado a administrar nenhuma de 1ª classe.
Sentia-se e dizia-se preterido e discriminado, porque via os seus pares serem guindados aos postos imediatos e a ele, nem sequer a 1ª classe lhe davam.

 
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