| pagina seguinte |
| poesia |
| cronicas |
| contos |
| cultura |
| educação |
| agenda cultural |
| humor |
| ambiente |
| solidariedade |
| assuntos europeus |
| ciência |
| tecnologia |
| colunas/empresa |
| biografias |
EDIÇAO NºLXIII
, V NUMERO DE MARÇO DE 2010 -
COMENTARIOS GERAIS
COMENTARIOS TEXTO A TEXTO NO FINAL DE CADA ARTIGO. COMENTE ! QUEREMOS OUVIR A SUA VOZ.
LINKS E SITES - OS NOSSOS FAVORITOS
POESIA DE SANDRA FAYAD
Crença, Ilusão
Não me apresse quando a felicidade chegar...
Não! Não quero ser rápida, não quero ser ás.
Não acelere meu ritmo, não me exija nada!
Deixe-me lerda, iludida com o amor. Em paz!
Não! Não me apresse quando a alegria pousar.
...
Pouse-me nas asas do beija-flor quando ela partir.
Deixe que me sacudam e carreguem para bem distante...
Sobreviverei talvez... Não tente me dissuadir
Com conselhos de lerdeza, sem ritmo. Sou errante...
A voar na velocidade da luz... para não ruir.
Bsb, 29/01/2009
DEPENDE
Se me sinto bem amada,
A chuva fina que insistentemente cai lá fora
É suave cúmplice do amor eterno.
As folhas secas cobrindo o chão de outono
São lençóis macios para as noites de inverno.
Sob o sol do meio-dia, bailam as cores da vida,
E seu calor solda os pontos rompidos da alma ferida.
Mas se me sinto mal amada,
O astro brilhante que desponta no horizonte
É tão ardente quanto o fogo do inferno.
O tom forte do arvoredo verdejante
Simboliza minha vida de elefante:
Lenta, trombuda, pesada
E coberta de pele acinzentada.
Colhendo Romãs
Alguma coisa mudou
mas é assim mesmo.
A vida não pára...
nem pra chuva cair
nem pro sol brilhar.
E quem sou eu pra reclamar
da falta dos seus poemas?
O domingo será iluminado
dificilmente frio ou nublado.
Como faço nessas manhãs
vou caminhar no Eixão.
Se tiver algum pé dando sopa
vou colher umas romãs.
Há também mangas, amoras,
jacas e seriguelas
ao alcance da mão,
no coração da cidade,
pra alimentar a alegria
espantar a nostalgia
e trazer felicidade.