«RATOS
descontentes viram-se contra GATOS gordos».
Por Adm. Marizete Furbino (Ver Mini Curriculum)
«Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água.» (Thomas Fuller)
As bases da administração do séc. XIX foram ditadas por Taylor, Fayol e Ford, onde o empregado era visto como indivíduo resistente, cujos esforços precisavam ser predefinidos, monitorados, e sancionados. No séc.XIX – viu-se a emergência do empreendedor de negócios.
A partir do séc.XX – viu-se a emergência do empreendedor de vida, aquele
indivíduo que participa ativamente da construção e sustentação de uma identidade
própria, aquele indivíduo que sabe aonde quer chegar consciente de seu percurso
e sabedor de seus objetivos e metas. No séc.XXI – o indivíduo que faz parte da
empresa não será visto como um objeto e sim como sujeito valioso de toda
história organizacional. Além do bom atendimento, querem e exigem consideração.
A gestão se baseará em compartilhamento de poder, confiança, negociação,
reciprocidade, compromisso e envolvimento.
Presas às rápidas mudanças, as micro e macro empresas enfrentam grandes desafios
à sua consolidação no mercado, sentem necessidades emergentes de adequação, caso
contrário estarão fadadas ao fracasso. Os funcionários, agora denominados
colaboradores, sentem necessidade de participar ativamente do processo de
gestão, dando suas contribuições, opiniões e sugestões, enfim, exigem ciência de
onde trabalhar na empresa, o que fazer, como, quando e porque fazem tais ações.
São conscientes que fazem parte da empresa, são na verdade colaboradores
empreendedores, fazendo jus ao título de «colaborador». E preciso que não haja
descontentamento por parte de quaisquer Stakeholder, pois, isso poderá
comprometer toda organização.
A organização do séc.XXI é consciente de que o maior capital dentro de uma
empresa chama-se capital intelectual, portanto considera as pessoas como seu
maior bem, um patrimônio intangível. Sabedora de que o conhecimento faz parte do
capital intelectual e que ele se concentra nas pessoas, valoriza em demasia cada
colaborador, desde o mais baixo escalão até a direção da organização, sem
distinção. Portanto, a empresa do séc. XXI considera seu colaborador como um ser
biopsicossocial, que possui anseios, necessidades e talentos próprios e que se
não cuidar bem deste patrimônio, corre o risco de naufragar no mercado, já que
cada profissional ali existente contribui e muito para o desenvolvimento
organizacional.
E é preciso que se tenha cuidado ao recrutar, selecionar e manter seus
colaboradores, investindo mais e mais nos mesmos, pois se sabe que, investindo
nas pessoas que fazem parte da organização, o gestor estará investindo na
própria empresa, uma vez que tais pessoas irão aplicar os conhecimentos
adquiridos em prol da empresa de que fazem parte, contribuindo assim, para que a
empresa se solidifique neste mercado cruel, onde a competitividade é tão
acirrada. Portanto, o capital humano, faz todo o diferencial para uma empresa,
constituindo-se em uma vantagem competitiva.
Concluímos que é de extrema importância, que a empresa reconheça os
colaboradores como um patrimônio intangível valioso, que a participação efetiva
dos mesmos é necessária para que a empresa tenha sucesso neste mercado cruel
onde a competitividade é tão acirrada.
Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG. Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br . Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado a autora e o site www.marizetefurbino.com e comunicada sua utilização através do e-mail marizetefurbino@yahoo.com.br
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EDIÇAO NºLXI
, III NUMERO DE MARÇO DE 2010 -
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