EDIÇAO NºLXI , III NUMERO  DE MARÇO DE 2010 - COMENTARIOS GERAIS

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COLUNA UM

Daniel Teixeira

O jornal, efemérides e leitores

Esta minha crónica, para quem reparou, não saiu no número anterior. As razões para isso são fáceis de explicar...Em termos de organização esta página está antes da página / Coluna de Arlete Piedade - que como todos sabem, é a Chefe de Redacção deste jornal. Aliás esta informação está logo na primeira página ( isto para quem aqui chega pela primeira vez).

Acontece assim que eu achei que sendo 2ª feira passada o Dia da Mulher, e tendo a Arlete como convidada de coluna a nossa amiga e poetisa Maria da Fonseca, uma pessoa que sempre respeitámos e respeitamos muito, achei eu que uma forma (mais uma) de melhor homenagear essa página e o seu conteúdo seria a de a deixar passar para a minha frente na leitura. Podia-se fazer de outra forma, seria um facto, mas era mais complicado em termos daquelas pequenas coisas que fazem a «antropologia» da imprensa: o Director (mesmo interino como é o meu caso) está sempre na primeira linha, para o melhor e para o pior.

E se muitas vezes é para «o melhor» que ele está na primeira linha, para receber felicitações e criticas positivas que se estendem por norma aos outros colaboradores, ele também está na primeira linha para «o pior», quer dizer, para receber as críticas negativas. E se acaba por lhe calhar em rifa uma pessoa menos formada ou menos inconformada, é ele que vai guardando dentro daquele sótão secreto da sua alma essas mesmas  criticas e apresenta pessoalmente desculpas quando é razão para isso. Breve, o Director (mesmo interino - repito) guarda, assume, põe «água na fervura», defende o conteúdo de alguns temas considerados mais ou menos polémicos, intermedeia os conflitos. Por ser o primeiro a «dar a cara» tem de estar na primeira página de leitura.

Ora isto que escrevi serve para introduzir um tema que não sendo completamente de importância extrema é no entanto um sinal que gostaríamos de partilhar com os nossos amigos colaboradores e leitores: temos recebido referências bastante elogiosas ao novo formato e aos sempre novos conteúdos do jornal RAIZONLINE. Temos recebido contactos para parcerias, troca de links, temos sido citados em Blogs e outros sites.

Não falamos daquilo que possa acontecer «cá fora», quer dizer, fora da Net porque não damos muita relevância para o nosso trabalho aos meios externos à Net, isto sem qualquer desconsideração ou menor consideração pelos mesmos. Todos os indicadores apontam para a supremacia crescente da Net em termos de frequências e tempos de permanência e leitura pelo que nos sentimos perfeitamente bem dentro dela.

Trabalhamos contudo com um «público alvo» (como eu odeio estas terminologias!) muito diversificado em termos de funcionalidade dos meios que utilizamos: computadores. A educação para a informática, mesmo em funções básicas, é ainda um bebé. Para mais uma parte substancial das pessoas está muito longe em termos de formação pessoal (e por vezes económica) da possibilidade de obtenção de competências neste plano.

Os números de computadores crescem nos diversos países, é um facto, mas de pouco servem sem uma eficiente rede de banda larga ou mesmo uma eficiente rede de servidores. A multiplicidade de países de língua portuguesa, na sua grande parte recentemente saídos do colonialismo exaustor, poucas condições económicas e culturais vão tendo assim em tão pouco tempo para ir resolvendo as suas dificuldades neste campo. Cerca de 30 anos, na maior parte dos casos agravados por um percurso de lutas internas para disputas de poderes, muitas vezes poderes de quase nada, ou de muito pouco, têm amputado a possibilidade de desenvolvimento neste campo uma vez que outras necessidades maiores ainda estão para ser resolvidas: a alimentação, a saúde, a cidadania, os direitos políticos...enfim.

As nossas comunidades no estrangeiro, na sua esmagadora maioria preenchidas por mão de obra, têm também outras preocupações mais prementes do que aquelas que seriam as ideais para um acesso informático às suas raízes. Assim e vendo-se o nosso contador de bandeiras presente no nosso Blog , que é já nesta altura um espelho quase fiel da realidade do mundo da lusofonia e se tivermos em conta o seu curto historial, veremos os números: os computadores (IP's) Brasileiros parecem estar em vias de estabilização, quando no início apareciam numa relação esmagadora com os Portugueses (quase 70% contra 28%) para números mais razoáveis em termos de distribuição para 55% contra 36%.

A estabilização nota-se também nos nossos leitores e colaboradores do Canadá (temos 17 computadores que ligam para nós no Canadá) enquanto que a subida lenta mas progressiva dos nossos leitores nos EUA vai acontecendo paulatinamente, o mesmo acontecendo com Espanha, Alemanha, Angola, França e Reino Unido. Angola esta que é para nós não propriamente um surpresa, mas que se torna mais notada dada a pouca frequência de Moçambique.

Enfim...estando perto da realidade, tal como a analisamos, estamos com a cobertura possível. O resto, ter maiores números, acredito francamente que não depende de nós mas sim das faladas condições envolventes.       

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