site stats

Radio Raizonline   Banco de Poesia    Email    Portal   Motor de Busca  Newsletter   Livro de Visitas   Anuncios     Homepage    Feed

poesia
 
cronicas
 
contos
 
cultura
 
educação
 
agenda cultural
 
humor
 
ambiente
 
solidariedade
 
assuntos europeus
 
ciência
 
tecnologia
 
colunas/empresa
 
biografias
 
 
 
Desde 7 de Março de 2011
Free counters!
flag counter





 

Poesia de Maria da Fonseca

 

 

No Parque do Estoril; Apelo ao Menino Jesus; Lindos Dias de Janeiro

 

No Parque do Estoril

 

A noite está agradável,
E é grande o movimento.
Há luzes por todo o lado,
E não se levantou vento.

Na árvore de copa espessa
Escondem-se mil pardais.
Demos por isso ao Sol pôr,
Regressaram dos quintais.

Voavam muito ligeiros,
Sem qualquer hesitação.
Agora estão a dormir
Nesta noite de verão.

O ruído das pessoas,
Que enchem a esplanada,
Embala o seu descanso,
Não os incomoda nada.

Mas, aos sábados à noite,
Acordam bem assustados.
Solta-se o fogo na praia,
Com desenhos encantados.

Rápidos os pardalitos
Já voam em debandada.
Brincadeira ruidosa,
Que espanta a passarada.

Maria da Fonseca

 

Apelo ao Menino Jesus

 

O Natal da minha infância,
O Natal do meu Menino,
Tão frágil, tão pequenino,
Santo Deus, a que distância!

E venceste e resististe
Como Filho que és do Pai!
Senhor Deus, acompanhai
Este mundo em que investiste.

Criador do Universo,
Da Eternidade sem fim,
Mandaste teu Filho afim
De excluir o controverso.

Nem mais lutas, nem mais guerra,
Nem palavras que magoem,
As gentes que se perdoem
E haja Paz em toda a Terra.

Sermos todos sempre unidos,
Nos amarmos como irmãos,
Filhos do Pai e cristãos
Solidários, destemidos.

O Nosso Jesus Menino,
Ano após ano a nascer,
Venha o mundo proteger
Pra todo o sempre, Divino.

Maria da Fonseca

 

Lindos Dias de Janeiro

 

Os dias que maravilha!
Lindo o Sol no céu azul.
Tão pura e límpida a luz
Destes países ao Sul!

Despida das suas folhas,
Vive além a ameixieira.
E no ramo o melro pia
Pela sua companheira.

Vejo assim, com nitidez,
Seu esforço prà chamar.
Junta ao seu forte piado,
Suas penas a agitar.

- Não tem chovido em Janeiro, –
Clamam os agricultores.
Dizem ser ano de seca.
O Sol nimba as minhas flores.

E, mesmo em frente de mim,
Com toda a vivacidade
Dois pombos apaixonados
Fazem amor, de verdade.

O Inverno continua
Com este encanto sem par.
Só me custa e fico triste,
Quando o Sol se vai deitar.

Com a noite chega o frio.
A nossa respiração,
Na falta da fotossíntese,
Soma a da arborização...

é a hora do repouso
Pra todas as criaturas.
Faça Sol ou faça chuva,
Novo dia traz ternuras.

Os pardalitos alegres,
Quando espreito à janela,
Já brincam de ramo em ramo,
Na manhã húmida e bela.

Maria da Fonseca

 

COMENTE ESTES POEMAS