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POEMAS DE JOSE GERALDO MARTINEZ
O HOMEM NOVO...; MARIA...; ALMA PEREGRINA...;
O HOMEM NOVO...
Quantos labirintos percorri
que não tinham saÃda...
Ai de mim!
Becos que o destino
colocou em minha vida!
Punhais que me cravaram a alma,
daqueles que menos esperava!
Chagas sangrando sem calma,
abertas por quem eu amava...
Enfermidades e partidas...
Adeus à vida de queridos!
E, nestes percalços, sentida...
Saudade de tantos amigos!
Tombos gigantes,
buracos que pareciam sem fim...
Caminhos errantes,
na busca infinita de mim!
Parece que o mundo me esquecia
propositalmente!
E, para ele, morria sem qualquer
socorro!
E nas tragédias todas que passei,
não percebia:
Mais forte eu era em cada dia!
Agradeci a Deus o homem novo!
24/02/2010
«Atravesse todas suas ilusões e vai descobrir que você é apenas amor.»
(A.D)
MARIA...
Tu és bela!
Incrivelmente bela...
Ainda que uses a simplicidade
em te vestires e tenhas tua roupa singela.
E que tuas mãos tragam aspereza.
Teus cabelos um certo desalinho...
E cansada estejam as tuas pálpebras,
das lutas enfrentadas em teu caminho...
Tu és bela!
Incrivelmente bela...
Que te pese a idade,
alguma celulite ou sobrepeso,
a força da gravidade!
E este teu mundo que encanta?
Tens um olhar de quase santa,
quando cuidas das samambaias
e o sol te beija o rosto!
Quando varres o quintal parece
valsares no madrigal...
(Enquanto parto culto e pequeno!)
Recebes o beijo do vento no mês de agosto.
Quanto te abraças aos meus filhos,
faz-me lembrar da Virgem Maria...
(Choro nesta hora)
Tamanha é a alma que entregas,
resplandecente de alegria.
Como se foram teus...
Beija-os e os arruma!
E os entrega ao mundo cheia de medo,
até que desapareçam na longa rua...
Ah! Maria!
E os meus?
(Também quero!)
Beijos que usam teus lábios emprestados...
Parecendo dados por Deus!
Constrói teu altar
numa casa que não é tua?
Postas-te a rezar...
Enquanto eu, tão incrédulo,
parto para mais um dia!
Ah! Maria! Minha criada...
Se tu soubesses o quanto és amada!
Minha irmã, ama, empregada?
Qual nome te entrego...
Nossa Senhora de Fátima...
Santa Luzia, Santa Clara,
Santa Bárbara ou Santa Isabel?
Parto pequeno a terra que tu pisas...
Ah! Maria amada...
(Os negócios me esperam)
Quantas iguais a ti não morrem ignoradas?
22/02/2010
« Não diga seus sonhos ao mundo - sussurre -os ao amor.»
(Deepak Chopra)
ALMA PEREGRINA...
Abandona meu corpo, minha alma...
Peregrina e alada!
Voa a noite que descortina,
pousa ao colo da minha amada!
E dali seguem arredias...
A dançarem na amplidão estelar!
Ignoram a matéria tão pobre e vazia,
dos corpos deixados à luz do luar...
Ah! Como eu queria...
Não ser tão pequeno e carnal
ao limite deste olhar...
Resta-me humano e desolado,
pagar em terra os meus pecados,
ficando aqui a te esperar!
21/02/2010
«A vida é muito curta para ser pequena.»
(Disraeli)
