Poesia de Sanio Aguiar Morgado
SERRAS DA LUA, OS OLHOS, DESENCONTRO, DO AMOR
SERRAS DA LUA
Serras da lua,
sem ovelhas,
nem carneiros
ou framboesas.
Serras da lua,
sem latas,
nem sapatos
ou trilhos.
Serras da lua,
sem antenas,
nem mirantes
e cachoeiras.
Serras da lua,
onde nascem
somente poesias,
poesias lunáticas.
Serras da lua,
apenas pedras,
e entre elas as
pedras que atirei.
Serras da lua,
onde estão as ruas,
casas e todos que
não mais encontrei.
OS OLHOS
Meus olhos
estavam perdidos
numa esquina.
Ao encontrá-los,
levei-os embora
para a minha cara.
Estavam magros,
molhados, famintos e
com muitas saudades.
DESENCONTRO
As paixões
partem das estações,
quantos olhares levam
consigo um breve amor.
Há quem chegue de algum
lugar e os que partem
sem saber nunca se
um dia irão voltar.
Alguém espera o
tempo certo, menos
eu, que não irei
a nenhum lugar.
Quero viajar no teu coração,
como passageiro desconhecido
deste autocarro fantasma,
em que cidade poderei te encontrar?
DO AMOR
Só me sinto
um ser completo
quando estou
perto de ti.
Quando digo
que te amo e
tu me chamas
- Meu amor.
E se estou sozinho,
sinto tua presença,
as nossas almas formam
um corpo só.
Somos metades
indivisíveis, de
uma luz verdadeira,
um único ser.
A fé maior
desta vida passageira,
princípio e o fim
da razão de viver.
| pagina seguinte |
| poesia |
| cronicas |
| contos |
| cultura |
| educação |
| agenda cultural |
| humor |
| ambiente |
| solidariedade |
| assuntos europeus |
| ciência |
| tecnologia |
| colunas/empresa |
| biografias |
