Pagª 01 - EDIÇAO NºXXXV , IVº NUMERO DE AGOSTO DE 2009 - COMENTARIOS
Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.
Coluna
Um
Os muito pobres e os muito ricos
Daniel Teixeira
Há dias, não muitos, em conversa com um amigo, eu dava conta de uma frustração de expectativas que marcou um pouco a minha vida e que se pode resumir assim: é entendido que os países pobres, por exemplo, sendo pobres, tendo gente sobretudo pobre, com rendimentos per capita muito baixos, que nesses países, seria de bom tom, pelo menos, que os seus representantes políticos, ainda que preservando a sua dignidade pessoal (que também é importante) fossem, para que os outros vissem - pelo menos - probos na sua apresentação, se vestissem e vivessem correctamente é certo, mas que tivessem pelo menos o pudor de não mostrar aquilo a que se chama sinais exteriores de riqueza. As coisas deviam ser pesadas e proporcionadas, em suma, devia haver alguma modéstia espartana quase.
Acho de alguma amoralidade, para não dizer muito imoral, que as pessoas, mesmo as senhoras, se apresentem com diamantes a ornar-lhes os pescoços (às vezes bastante belos, diga-se e fisicamente merecedores) ou que os homens exibam aquela pimba fiada de anéis e relógios de ouro.
Acho, em suma, que para além de se ser é preciso saber ser-se...quer dizer, saber estar.
Contudo o fenómeno desta incongruência no estar nota-se não só no que vem dos países extremamente pobres e percorre toda a história. O popular Mao Tsé Tung tinha um soldado que era seu criado, que lhe fazia o chá, lhe engraxava as botas, etc. a que se chama de impedido na nossa gíria militar e que até há tempos, pelo menos, podia ser requisitado por qualquer oficial de patente: acho que começava no Major, que é logo a seguir ao Capitão, que é logo a seguir ao Tenente, que é logo a seguir ao Alferes, que é logo a seguir ao Aspirante (a Alferes) e que no meu tempo tinha como habilitação mínima obrigatória o 12º ano (quando do contingente geral - não falemos de Academias).
Pois bem, e voltando ao que não está afastado do discurso, ser-se pobre é mesmo ser-se pobre: aqui há o termo e o meio termo, que eu admito, e o não termo. Ou seja; pode ser-se pobre, podemos mostrar-nos remediados, mas nunca podemos mostrar-nos ricos sendo pobres. Aliás o ridículo cobre esta última situação desde Moliére...
A COLUNA DE ARLETE PIEDADE

23 de Agosto – Dia Internacional da Recordação do Tráfico de Escravos e da sua Abolição
Este dia foi instituído pela Unesco em 1998, em recordação da revolta dos escravos na Ilha de Santo Domingo no Haiti, em 23 de Agosto de 1791, de que resultou a derrota do exercito francês e a criação da República do Haiti.
Foi a primeira vez que uma revolta de escravos foi bem sucedida e teve como consequência a criação da primeira nação independente negra, formada por antigos escravos de origem africana.
No entanto o seu líder Toussain l’ Overture, ex - escravo, general, fundador do Haiti, foi capturado pelo exército francês e levado como prisioneiro para França, onde morreu aprisionado, sem chegar a ser julgado.
Esta revolta deu origem a um amplo movimento ao nível do continente americano, que deu origem ao final do tráfico transatlântico de escravos, e levou a libertação dos mesmos, através de guerras e leis que foram adoptadas.
No entanto este dia no presente serve para nos fazer reflectir na situação do presente, com base nos factos do passado e nos fazer aprender com as lições da História da humanidade.
Com efeito, o tráfico de escravos é já conhecido desde a antiguidade. Todos os povos antigos tinham os seus escravos, que eram empregues no serviço doméstico, na agricultura, na marinha, na construção civil e de grandes obras públicas.
Patricia Neme, Roberto de Oliveira, Rosa Pena, Roseli Busmair, Samuel Freitas de Oliveira (Sá de Freitas), Sandra Fayad, Sara Daniela Coelho da Silva, Se-Gyn, Tom Coelho, Vanise Vergasta, Valdeck Almeida de Jesus, Roze alves, Urbano Reis, Michel C., Humberto Neto, Humberto Soares Santa, Humberto Teixeira, Igor Emanuel Lobo Amaro, Carlos Carito, Carmo Vasconcelos, Cecílio Elias Netto, Clara S. Tinoco, Cleide Canton, Ana Paula Freitas, Adélia Mateus, Afonso Santana, Alexa Wolf, Alexandra Figueiredo, Ana Mendes, António Cícero da Silva, António Zumaia, Cônsoli, Efigênia Coutinho, Eugénio de Sá, Fernando Reis Costa, Irina Krolov, Jorge Linhaça, José Albano , Laé de Souza, Lauro Kisielewicz, Lígia Tomarchio, Luis Cardoso, Luis Fernando Graça, Luiz Poeta, Luíza Benício, Maria Luiza Bonini, Maria Theresa Neves, Maria Vitória Afonso, Pequenina, Miguel Deretti, Naida Terra, Nídia Vargas Potsch, Silvia Araújo Motta, Silas Correia Leite , Susana Mendes, Walter Pereira Pimentel , Urbano Reis,

Daniel Teixeira - Director Interino, Arlete Piedade - Chefe de Redacção, Alexandra Figueiredo - Relações Públicas, Arlete Deretti Fernandes - Educação e Cultura, João P. Correia Furtado - Consultor Africa.
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