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POESIA DE DENISE SEVERGNINI

FELIZ ANIVERSARIO, AMOR
Deito minhas saudades às malhas do esquecimento
Buscando atingir aos píncaros da doce (in) sanidade
Quero deixar de querer, libertar-me do atroz tormento
Que foi tua partida, conduzindo contigo a felicidade
Nesta data de recuerdos doridos, lágrimas e lamento,
Acendo uma vela que queima um amor de tal verdade
Não aliviando em mim, o real e o desejável intento
De transmutar a dor da ausência em feliz docilidade
Feliz aniversário , amor, onde quer que estejas agora
Remôo os dissabores largados na tua partida cruel
Hoje, equilibro-me na tua lembrança, a qualquer hora
Sejas feliz em terras distantes, o quero ser também
Deste-me o mel.Provei, depois deixaste sabor de fel
Aniversaria a saudade de ti...Olvidarei um dia!Amém!
AMOR, DEIXA O TEMPO PASSAR
Quem me dera o tempo se fosse a vagar
Perdido entre eras, passasse devagar
E em ti, eu ficaria indefinido,num eterno amar
Atado em teus braços, enrodilhado no teu carinho
Seria teu amante, como pássara e pássaro
Em seu doce ninho...amor de momento total!
Como feroz animal eu te possuiria, e tu
Ninfa das águas calmas, abrandaria a meu furor
com beijos e mais beijos, depois a posse...
mas o tempo é cruel, passa rapidinho...
quero buscar-te nessa imensidão de nós dois
Ah, o tempo! Vamos amar-nos!Deixa o tempo
Para bem mais depois!
AMOR NUM SORRISO
Empresta-me o teu sorriso
E´dele que eu preciso...
Não! Não estou triste...
Estou com saudades de ti!
Empresta-me o teu sorriso
Quero colocá-lo na retina
E na tua ausência, mesmo instantânea
Lembrar-me de ti!
Empresta-me o teu sorriso
Pois é luz do meu paraíso
Chama da minha emoção
Primavera do meu inverno
Empresta-me o teu sorriso
Eu devolvo -te depois
Quando voltares a meus braços
Desmanchando-te de amor!
AMOR N'ALMA D'UM POETA
Sensível demais, emotividade transborda
Por teus poros a inundar minha alma
Desenhando essências especiais
Suaves arroubos de versos gentis
Minha alma voa à procura da tua
Imaginando um jeito de ser feliz
E o vôo à leva aos píncaros do céu
Redesenhando suas quimeras mil
Do sonho à loucura, a distância é pouca
O divisor entre elas é muito sutil
E o poeta verseja e versejando segue
Encantando a outra alma tão pueril
E a cada versejo, meu pulsar se alucina
E vou navegando em tua rima, até sonhar
Em que chegue o dia, que o encanto se acabe
E a alma do poeta possa em paz poetar
ALMA OUTONAL
As árvores despem-se de suas folhas
No raiar do outono.
Tiritam de frio e emoção...
Sento junto à varanda
A contemplar a serra
Descortinada no horizonte.
Matizes esverdeados desenham formas
Dão ares da natureza a festejar
Os sentimentos nascentes,
Em meu ser, neste momento...
Contemplo um amplo mundo
Que encerra beleza, perfeição...
Assim como as árvores,
Tenho a minha caducidade
Ficou a desnudar a alma...
Falo de mim...
Penso em mim...
Tento ser melhor...
Quero buscar, na força da natureza,
A energia necessária
Para fazer os que eu amo felizes...
Para compreender os que me maldizem...
Desnudo a alma,
Deixo-a livre de preconceitos
Imaculada e pura
Como oxigênio proveniente
Das folhas que caem das árvores
Na estação outonal.
Quero ser melhor
Bem melhor do que fui
Até hoje!