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Poemas de Varenka de Fátima Araújo
Essa vida; Sangue Grosso
Essa vida
Uma mão cansada, a aluir
a outra mão vazia, inelutável
o pescoço no incipiente inchado
a voz rouca
a boca imprescritível
O destino visita me ardiloso
as lágrimas guardadas rolaram
no murmúrio da água parada
morada fez a saudade
a vida vai passando lentamente
Varenka de Fátima Araújo
Sangue Grosso
Eis me dividida, neste momento
enterrada viva num solo infértil
no silêncio ,espreitando o concreto
Os muros ferem meus olhos
A rota é a mesma, uma tortura
meus pensamentos cosem minha cabeça
o passado persegue, sangue grosso
uma porção de Karo, acrescento
corante vegetal vermelho seco, sem água
sangue grosso, sangue grosso na mão
Varenka de Fátima Araújo
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