Pagª 25 - EDIÇAO NºXXXIV , IIIº NUMERO  DE AGOSTO DE 2009 - COMENTARIOS

Direcção Interina: Daniel Teixeira. Chefe de Redacção: Arlete Piedade. Relações Publicas: Alexandra Figueiredo. Educação e Cultura: Arlete Deretti Fernandes. Consultor Africa: João P. Correia Furtado.         

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Cartas ao Director

Depois de alguns amigos e leitores nos terem escrito com o intuito de colaborarem financeiramente (também financeiramente nuns casos e só financeiramente noutros) lançamos nos últimos números as bases (que recordamos abaixo) para que sejam feitos donativos.

Embora a situação esteja mesmo muito má em termos de disponibilidades neste aspecto financeiro é com agrado que registamos a entrada dos primeiros donativos para o nosso Jornal RAIZONLINE. Em devida altura abriremos uma secção específica sobre esta questão e caso as pessoas queiram tornar públicos os seus donativos, deverão enviar-nos cópia do talão (ou do documento) uma vez que os sistemas bancários não registam de forma inequívoca a origem dos fundos.

E já agora, os nossos agradecimentos... vamos trabalhando para construir um jornal maior e melhor como temos feito sempre.

Repetição do conteúdo anterior:

Este jornal pode gabar-se de não ter até agora consumido um cêntimo (descontando o trabalho de cada um e as despesas que já eram correntes com a net, software e computadores).

Mas...talvez seja altura de se começar a pensar nisso:

1) - o primeiro alarme nesse sentido apareceu - nos na mente quando foi aqui noticiada uma festa de homenagem a Odete Murta (uma fadista e marido que atravessam uma situação crítica),

2) - foi crescendo à medida que reparamos talentos que têm dificuldade financeira em fazer-se publicar

3) - e foi crescendo também pela necessidade que vamos tendo de frequentar eventos onde se possa proceder à promoção do jornal, de fazer deslocações que nem sempre cabem em salários cada vez mais apertados, enfim...toda a gente (salvo alguns privilegiados) sabe como é.

Assim, e enquanto as coisas não ficam organizadas de outra forma dizemos àqueles que já nos contactaram neste sentido e àqueles que ainda não nos contactaram porque ninguém falou disso que estamos disponíveis para receber donativos (por enquanto donativos, mais tarde também publicidade paga) e que a pessoa que foi «nomeada» para fazer o lugar de tesoureira enquanto a estrutura não estiver melhor organizada é a Arlete Piedade em Portugal e a Denise Severgnini no Brasil.

Os números (nacionais e internacionais) das contas afectas a este efeito vão abaixo.

NIB 0033 0000 0007 6587 4180 5

IBAN PT50 0033 0000 0007 6587 4180 5

No caso específico do Brasil temos a seguinte conta: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AGENCIA 2918 - CC 001.00.004.344-8
DENISE DE SOUZA SEVERGNINI

 

Encompassing the Globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII

Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA)

Até 30-10-2009

As marcas culturais, artísticas e civilizacionais deixadas por todo o mundo pelos portugueses durante a época dos Descobrimentos, estão patentes numa exposição que reúne obras provenientes de alguns dos mais importantes museus. Esta exposição, que inclui mais de 200 obras de arte, esteve já patente em Washington e em Bruxelas, onde o elevado número de visitantes registado reflecte o interesse por esta mostra sem paralelo.

As viagens portuguesas originaram uma incontestável revolução nas comunicações. Os contactos de Portugal com os veneráveis reinos e impérios africanos e asiáticos e, mais tarde, com o Brasil, resultaram em exemplos sem precedentes de trocas culturais, incluindo obras de arte de elevada beleza e originalidade. Alguns destes objectos, tais como os complexos saleiros de marfim produzidos por mestres escultores em África, foram especialmente desenhados para o comércio com os portugueses; outros, tais como os curiosos biombos Namban e lacas japonesas em que figuram os visitantes europeus numa perspectiva asiática, eram de grande interesse para patrocinadores locais. Em séculos anteriores, tais obras eram exibidas em «repositórios de maravilhas» principescos, onde permaneceram, enquanto outros foram espalhados em colecções pelo mundo fora. Reunidos para a exposição, constituem uma imagem inesquecível de um mundo novo durante a sua formação. A exposição localizará estes extraordinários objectos e obras nos contextos culturais e artísticos dos seus países de origem e demonstrará os seus significados multifacetados.

«A little-known fact: A version of the Internet was invented in Portugal 500 years ago by a bunch of sailors with names like Pedro, Vasco and Bartolomeu. The technology was crude. Links were unstable. Response time was glacial. (A message sent on their network might take a year to land.)»

Nestas primeiras palavras de um artigo publicado no periódico norte-americano New York Times sobre a exposição Encompassing the globe. Portugal and the World in the 16th and 17th centuries – um eloquente testemunho da presença cultural portuguesa em África, na Ásia e nas Américas, e destas na arte portuguesa – lê-se a importância magna de Portugal, nos séculos XVI e XVII, na criação de redes de comunicação em tempo real, o estabelecimento de mercados internacionais e o intercâmbio cultural, artístico, científico e linguístico que permitiram à Europa, através de Portugal, influenciar e ser influenciada por culturas transcontinentais.

Portugal constituiu-se, pois, em epicentro de novas estruturas económicas, políticas e culturais em todo o mundo, que configuraram o pensamento europeu com efeitos definitivos para a comunicação global. Um milhão de falantes do português no século XV «globalizou-se», assim, em duzentos milhões, na actualidade.

A exposição Encompassing the Globe. Portugal in the 16th and 17th centuries foi produzida pela Smithsonian Institution, através da A. M. Sackler and Freer Gallery, Washington DC, onde esteve patente entre Junho e Setembro de 2007; e realizou-se depois uma segunda edição no coração da Europa, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, entre Outubro de 2007 e Fevereiro de 2008, com o título Autour du Globe. Portugal dans le Monde aux XVI e XVII siècles.

A riqueza da perspectiva inscrita pelos comissários científicos da exposição – Julian Raby, director da A. M. Sackler and Freer Gallery, Jay Levenson, curador de várias exposições relacionadas com Portugal, e Nuno Vassalo e Silva, director adjunto do Museu Calouste Gulbenkian – mostra Portugal como pioneiro absoluto da actual era de globalização de conhecimentos, facto que levou o Ministério da Cultura e o Ministério da Economia e Inovação a apoiar, tendo em conta o superior interesse nacional, a vinda desta importante exposição a Lisboa.

Na sua edição portuguesa a exposição será designada pelo seu título em inglês – Encompassing the Globe – marca identificativa desta realização da Smithsonian Institution, e em português – Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII – o seu âmbito temático e cronológico.

Assim, caberá ao Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, apresentar a exposição Encompassing the globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII, entre Julho e Outubro de 2009. Este primeiro Museu Nacional é, por excelência o lugar certo, para esta apresentação, tendo em conta as suas colecções de Artes Plásticas e Artes Decorativas nacionais e internacionais, do século XIV até meados do século XIX, com obras de referência para o conhecimento da viagem dos Portugueses pelo Mundo.

Poder-se-á pensar, equivocamente, que os que já visitaram a exposição em Washington e em Bruxelas em 2007 irão repetir a mesma experiência.

Com efeito, a versão que o Museu Nacional de Arte antiga irá apresentar ao público, respeitando na íntegra o conceito dos comissários científicos, surge agora enriquecida, tanto pelo espaço que lhe foi dedicado, todo o piso 03 do edifício principal do Museu, como pela apresentação num novo contexto de Tesouros Nacionais que, por o serem, não puderam ser cedidos para as anteriores versões da exposição.

Podemos compreender como Portugal, a partir do século XV, abriu o Mundo à Europa, estabelecendo contactos e trocas comerciais e, naturalmente, culturais em pioneiras rotas traçadas nos oceanos Atlântico, Indico e Pacífico. As relações de Portugal e a Europa nos séculos XV e XVI é o núcleo que nos conduz para os núcleos dos diferentes territórios que maior expressão cultural tiveram neste momento pioneiro da globalização – África, Brasil, as terras do Índico, China e Japão.

Um total de cerca 200 obras – Cartografia, Marfins, Imaginária, Desenho, Gravura, Escultura, Pintura, Plumária e Ourivesaria – serão reunidas em Lisboa provenientes de prestigiadas colecções públicas e privadas. Para além das peças oriundas de colecções particulares, destacam-se, entre muitas outras, as cedências de obras pelo Staatliches Museum für Völkerkunde, Munique, o Staatliche Kunstsammlungen, Dresden, o Kunsthistoriches Museum e o Albertina Museum, Viena, o Musée Royal de l’Afrique Centrale, Bruxelas, o Museu do Louvre, Paris, o Nationalmuseet da Dinamarca, o Património Nacional de Espanha, o Museum Boijmans van Beuningen, Roterdão, a British Library, o Victoria and Albert Museum e o British Museum, Londres, Biblioteca Nazionale Centrale, Florença, Biblioteca Casanatense, de Roma, o Museu do Hermitage, S. Petersburgo, os Museus do Kremlin, Moscovo, o Museu de Arte Sacra de S. Paulo, Brasil, e muitos outros museus e colecções particulares nacionais.

Acresce a este elenco alguns dos Tesouros Nacionais de Portugal, cuja cedência para o estrangeiro se desaconselha - os painéis quatrocentistas de S. Vicente, a Custódia de Belém e a rara série de biombos Nambam – que irão cotejar um importante conjunto de objectos inéditos provenientes de outras colecções portuguesas.

A exposição Encompassing the globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII em Lisboa constituirá um acontecimento único de grande relevância histórica e civilizacional que, celebrando a(s) Arte(s) e a(s) Ciência(s), homenageia o desenvolvimento das relações internacionais, o advento do diálogo intercultural, afirmando uma visão inovadora e seminal, emanada de um exterior distante e diferente – o Novo Mundo - que, inevitavelmente, enriquecerá e desafiará as perspectivas de observação de Portugal e da Europa.

Iniciativa potenciadora do aumento do fluxo de turismo cultural, esta exposição concorrerá para a afirmação de Portugal hoje no Mundo, como país que, conhecedor do valor da sua consciência identitária, contribui para um mais nítido e consistente espaço europeu da cultura, da cidadania e do diálogo.

Portugal, através do Museu Nacional de Arte Antiga, apresenta a todos os visitantes, nacionais e internacionais, o melhor da produção cultural que demonstra, uma vez mais, o seu papel como produtor e produto de boas práticas de comunicação global, sua matricial vocação identitária, através dos registos históricos de natureza científica, artística, cultural e comercial.

Este movimento cumpriu-se da Europa para o Mundo e deste para a Europa, para onde os portugueses sempre trouxeram, entre o século XV e a actualidade, essa riqueza primordial que é a imensa diversidade humana.

 


Coluna de Jorge Vicente

 

edward burns, sidewalks of new york

(rosario dawson e edward burns, sidewalks of new york)

um óptimo filme acerca da sexualidade nos dias de hoje: sidewalks of new york, realizado por edward burns, jovem actor e realizador nova-iorquino. foi o filme que vi ontem. e gostei bastante.

as histórias do filme são muito simples: griffin, um dentista e polígamo inveterado, tem uma amante há 6 meses; annie, a sua mulher, pensa que ele lhe é fiel e acredita piamente na importância da fidelidade e do casamento cristão, mesmo que esse modelo de casamento e a tal "fidelidade" esteja em crise; maria é uma professora, ex-divorciada; tommy é um produtor de televisão cujo relacionamento acabou e que, após a separação, tem um affair com a professora; ben é porteiro de um hotel, ex-marido de maria e que se apaixona por ashley, a amante de griffin. no fundo, é um mosaico de situações e de compromissos, uma teia de emoções como tantas vezes encontramos no dia-a-dia. em alguns aspectos, faz lembrar woody allen (e que filmes sobre relacionamentos em manhattan não o fazem?) e, talvez, a série ultra-famosa sex and the city. foi, aliás, a revista glamour que indicou: "sex and the city with a grittier edge" o que é bom já que estamos a precisar de mais filmes realistas sobre relacionamentos e emoções. de todas as personagens, aquelas que mais me marcaram foi maria, numa excelente interpretação de rosario dawson, frágil, humana e tremendamente urbana e ashley, num registo também ele frágil e realista. no fundo, pessoas que podiam ser qualquer um de nós e não jovens coquettes de hollywood.

ah, e tem também a belíssima heather graham a fazer de annie...

 


12.

alguém escreveu que a trovoada
é um lugar à volta do corpo:
a pele ou um círculo de som
abrindo o espaço entre os dedos:
dizem que a sombra é um lugar
de silêncios.

alguém pensou:
abriremos o nosso corpo ao rio
e escreveremos palavras de desejo
claro: a luz e o amor não fazem
sentido fora do poema.

alguém morreu e nasceu
no preciso juntar das sílabas:
escrevo o anjo como escrevo
o tempo mau - todos os gestos
morrem e sufocam na giesta.

 

CPLP: 5 de Maio Dia da Língua Portuguesa e Cultura

O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua portuguesa (CPLP) aprovou nesta segunda-feira, na Cidade da Praia, a data de 5 de Maio como o «Dia da Língua Portuguesa e da Cultura» do espaço lusófono, a ser celebrado todos os anos.

A iniciativa pretende reforçar os papéis do Português e da Cultura lusófona no mundo, contando com o apoio do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), através da planificação e execução de programas de promoção, defesa, enriquecimento e difusão do idioma oficial da comunidade.

O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa aprovou hoje também, em Cabo Verde, a nova visão estratégica de cooperação, que visa sobretudo dar maior coerência e eficácia ao alinhamento da cooperação comunitária entre os oito. Segundo disse à Agência Lusa o director de Cooperação da CPLP, Manuel Lapão, a nova visão estratégica da cooperação no espaço da CPLP terminará com os projectos desgarrados e passam a existir projectos sectoriais, como o recente do Plano Estratégico de Cooperação em Saúde (PECS).

«As reuniões ministeriais têm capacidade de criar fundos autónomos para os seus projectos e o que defendemos é que essa situação não se verifique sempre que os desembolsos estejam colocados dentro do fundo especial, que é o instrumento financeiro que já existe para o efeito», disse Manuel Lapão.

Durante a reunião, foi decidido também que Portugal vai receber no início do próximo ano a primeira reunião dos ministros da Coordenação dos Assuntos do Mar e dos Oceanos da CPLP.

Na reunião ficou ainda definido o desenvolvimento de vários projectos, principalmente o da criação de um Centro de Estudos Marinhos da CPLP, a cargo de Cabo Verde, sendo que Portugal e Brasil se prontificaram a liderar o processo de extensão da plataforma continental, e o Brasil e Angola deverão tratar da questão da exploração dos recursos Marinhos.

Em declarações aos jornalistas, o secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar português, João Mira Gomes, explicou que os projectos serão desenvolvidos até à reunião que vai ter lugar em Portugal.

João Mira Gomes explicou ainda que a resolução sobre a estratégia da CPLP para os Oceanos foi discutida no encontro de hoje, mas a sua aprovação ficou adiada para 2010.

«Há um consenso sobre o documento, mas chegamos à conclusão que seria mais apropriado aprová-lo na primeira reunião formal dos ministros responsáveis pelos Assuntos do Mar da CPLP», disse o secretário.

 

Banco da China apoia construção de plataforma económica e comercial com países de língua portuguesa

O Banco da China está a acentuar a vantagem de Macau como plataforma chinesa para os países de língua oficial portuguesa, através de acordos com bancos em países como Angola ou Moçambique, foi afirmado pelo Fórum Macau.

À medida que se desenvolve ainda mais a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, o Banco da China traduz de forma positiva o papel de vantagem de Macau como plataforma de cooperação económica e comercial entre os dois blocos, afirma o «Fórum para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa» em documento divulgado este mês.

O trabalho do banco, adianta, tem passado por reforçar cada vez mais os contactos de cooperação com os países de língua portuguesa, dando o seu melhor contributo para a consolidação e a promoção das relações económicas e comerciais entre a China e os países de língua portuguesa. Criada há 58 anos, a sucursal de Macau do Banco da China é o banco da presidência da Associação de Bancos de Macau e é também responsável pela emissão de patacas e pelo cofre do tesouro público governamental.

Com uma posição de liderança no mercado, é também o banco de compensação de renminbi e dos títulos emitidos em dólares de Hong Kong, entre outras valências. De acordo com o documento «As Relações de Cooperação entre o Banco da China e os Bancos dos Países de Língua Portuguesa», um primeiro passo para a associação aos bancos dos países lusófonos foi dado em Setembro de 2006, através da assinatura de um acordo com o Banco de Fomento de Angola (BFA) para oferecer serviços de transferência de fundos aos nacionais da China residindo em Angola e às empresas de capital chinês naquele país.

O BFA, utilizando as redes globais do Banco da China e, em especial, as suas numerosas agências no interior da China, faz as transferências de fundos dos seus clientes para a China e outros países. Graças aos esforços realizados pelas duas partes, as actuais operações de negócios têm-se desenvolvido da melhor forma - refere o documento do Fórum Macau. Já em Março deste ano, o banco assinou uma Carta de Intenções de Cooperação, acto testemunhado pelas autoridades da China e de Moçambique, para os Serviços de Remessa do Fundos, respectivamente, com o Millennium BIM, do grupo português Millennium Bcp, e o Moza Banco, de Stanley Ho e Ferro Ribeiro.

O acordo foi celebrado no âmbito da visita do vice-ministro do Comércio da China, Jiang Zhengwei, àquele país africano, acompanhado por uma delegação empresarial de Macau, organizada pelo Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum. O Banco da China tornou-se assim um parceiro de desenvolvimento na cooperação financeira com os congéneres moçambicanos, visando apoiar o desenvolvimento económico e comercial entre a China e Moçambique, e demais Países de Língua Portuguesa -  afirma o Fórum.

«Macau tem sempre mantido relações estreitas com os países de língua portuguesa. Nos últimos anos, o Governo de Macau tem desenvolvido todos os esforços para que Macau possa ser a plataforma entre a China e estes, e por sua vez, a sucursal do Banco da China em Macau, tem desempenhado um papel positivo nas actividades de concretização desta plataforma», adianta. O Banco da China está a preparar também o início da sua actividade no Brasil, que deverá concretizar-se até este mês de Julho, segundo disse este mês o presidente do Banco da China no Brasil, Zhang Jianhua.

Numa fase inicial, a actuação no Brasil, hoje um dos maiores parceiros internacionais da China, será vocacionada para o segmento empresarial e comércio, mas está também a ser estudada a entrada no retalho, a longo prazo, através de bancos brasileiros. A pensar na comunidade chinesa residente no Brasil, o Banco da China pretende implantar serviços de transferência de dinheiro entre os dois países.

A agência do banco na avenida Paulista, no centro financeiro de São Paulo, fornecerá fundamentalmente linhas de crédito para empresas interessadas no comércio bilateral.

Macau acolheu em Abril a conferência dos Governadores dos bancos centrais dos países de língua oficial portuguesa, com objectivo de trabalhar para a criação de uma plataforma de cooperação financeira e de promoção do desenvolvimento económico e comercial e também na cooperação e assistência técnica Autoridade Monetária de Macau a países como Moçambique e São Tomé e Príncipe.